O Brasil produziu, ao longo de toda a sua história, personagens marcantes que revolucionaram diferentes áreas do conhecimento e se tornaram referências mundiais. No campo da arquitetura, dois desses personagens – Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha – foram tema de atividades desenvolvidas pelo Itaú Cultural.

O primeiro teve sua obra – inclusive a parte dela que não chegou a sair do papel – revista em uma mostra realizada em 2014 na sede do instituto. Dando atenção ao processo criativo do homenageado, Oscar Niemeyer – Clássicos e Inéditos foi um dos desdobramentos de um esforço, patrocinado pelo Itaú Unibanco, de digitalização do acervo do arquiteto, formado por aproximadamente 5 mil desenhos. Clique aqui para conferir o catálogo da exposição.

Oscar Niemeyer: clássicos e inéditos no Itaú Cultural

Entre os materiais inéditos da mostra estavam documentos relacionados aos projetos que Niemeyer assinou para a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e para a construção de uma cidade no deserto de Neguev, em Israel. Em contraste com Brasília – também projetada por ele –, que dá protagonismo ao automóvel, a cidade israelense priorizaria o deslocamento por ruas estreitas e os caminhos que podem ser feitos a pé.

Autor de obras como o Memorial da América Latina, o Edifício Copan e o Parque Ibirapuera, Niemeyer também teve sua concepção de cidade explorada na exposição, cuja curadoria foi de Lauro Cavalcanti.

Maquete de projeto na exposição Oscar Niemeyer: clássicos e inéditos

Ocupação Paulo Mendes da Rocha

Em 2018, Paulo Mendes da Rocha foi o homenageado da 41a edição do programa Ocupação Itaú Cultural, que mergulha na trajetória de nomes referenciais de diversas áreas de expressão. Além de uma mostra, a iniciativa deu origem a uma publicação impressa e a um site.

Como na exposição dedicada a Niemeyer, a Ocupação Paulo Mendes da Rocha destaca uma série de projetos não realizados do arquiteto – por exemplo, uma cidade nas águas do Rio Tietê e uma piscina na Praça da República, em São Paulo. Obras construídas – como o Sesc 24 de Maio, inaugurado em 2017 no centro da capital paulista – também são abordadas no espaço expositivo. Finalizados ou não, os projetos selecionados têm em comum o diálogo com a água, elemento central na vida e na produção de Mendes da Rocha, nascido em 1928 na cidade portuária de Vitória (ES).

Com curadoria do arquiteto e crítico Guilherme Wisnik e do próprio Itaú Cultural, a mostra reúne croquis, maquetes e depoimentos em vídeo, entre outros conteúdos, e fica em cartaz no instituto até o dia 4 de novembro de 2018.

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Direto do Arquivo - A arte ecoativista de Frans Krajcberg

Em 1998, o Itaú Cultural promoveu o evento multidisciplinar Amazônicas, que contou com painéis fotográficos que mostravam as imagens de queimadas capturadas por Krajcberg e também com um conjunto de obras tridimensionais feitas de madeira retirada das queimadas da região