Barsotti

[Hércules Barsotti]
São Paulo SP 1914

Tensão Planar II, 1986
acrílica e vinílica sobre tela 141 x 141 cm

 

Inicia-se artisticamente sob a orientação de Enrico Vio em 1926, estudando desenho e composição. No entanto, somente em 1940 começa a pintar. Dez anos depois dedica-se à arte geométrica. Em meados da década de 50, faz suas primeiras pinturas concretas, enquanto trabalha como desenhista têxtil. Funda o Estúdio de Projetos Gráficos, em 1954, com Willys de Castro e faz ilustrações para várias revistas. Retoma, numa série de padrões para tecidos, elementos do Art Nouveau, executados em sua própria tecelagem. Em 1960 integra-se ao Grupo Neoconcretista do Rio de Janeiro. Entre as exposições de que participa destacam-se Bienal de São Paulo, várias edições de 1957 a 1998; Projeto Construtivo Brasileiro na Arte, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1977; Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna, São Paulo, 1979; Rio: Vertente Construtiva, no Museu de Arte Contemporânea/USP, São Paulo, e no Museu de Arte de Belo Horizonte, 1985; Brasil-Japão Arte Contemporânea, na Fundação Mokiti Okada, Tóquio, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, 1991; Sincronias, na Embaixada da Itália, Brasília, e no Museu Nacional de Belas-Artes, Rio de Janeiro, 1991.
"O observador - bem ou mal acostumado com o modo de ver uma obra de arte tradicional, após passar pela indefectível associação figurativa que os planos coloridos ou a forma externa de uma obra de Barsotti possam induzi-lo - começa a perceber, por meio do caráter de obra inteira, um fluxo conciso de informações de natureza puramente visual.
Como a nossa interpretação dos sinais do perceptível se dá dentro de nós, em primeiro lugar, é bem possível que nesse ponto - com um pouco de esforço e humildade - passemos a indagar mais do objeto percebido do que de nossa memória, ou melhor, de nosso arquivo de modelos e vivências confrontadores. Daí, a um passo, plena de significações imprevistas, sua obra deixa transparecer o que cada um dela deve depreender."


Willys de Castro

CASTRO, Willys de. In: BARSOTTI, Hércules. Hércules Barsotti: vermelho. Texto de Willys de Castro. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 1998. n.p.