Yolanda Mohalyi |
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Forma em
Evolução
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| Estuda na Real Academia de
Belas-Artes de Budapeste. Em 1931, vem para o Brasil e fixa-se em São Paulo. Integra-se
no ambiente artístico ao lado de Brecheret e Gomide, entre outros. A primeira fase de sua
produção é figurativa, de tendência expressionista. A partir da década de 50, suas
obras aproximam-se gradativamente do abstracionismo. Entre as exposições de que
participa destacam-se Bienal de Tóquio, 1953/1959; Bienal de São Paulo, várias
edições de 1951 a 1989; Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna,
São Paulo, 1970/1973. Em 1979 e 1988, o Museu de Arte Contemporânea/USP, São Paulo,
realiza retrospectivas. "Existe uma pintura essencialmente cor que é a retina da alma. Oposta ao imediatismo que acaba no empenho físico do olho, seu fim está numa visão do mundo que é a revelação do teatro interior do artista. Na carreira quieta e estudiosa de Yolanda Mohalyi a cor assumiu invariavelmente esse sentido psicológico da percepção. Quando figurativa, seu expressionismo era sem paixões e veemências. Retratos e paisagens já se marcavam da presença de uma autobiografia elegíaca. Podia-se dizer que o atavismo remoto de sua raça oriental aflorava nas imagens logo abertas ao humanismo brasileiro. São estados de um temperamento introspectivo, de certa relação espiritual com Segall, a quem era ligada por mútua simpatia. Mas a artista magyar, radicada neste meio desde 1931, seguia uma própria e lenta evolução que em 1957 rompia na fase do expressionismo abstrato. Sua pesquisa dos fenômenos da cor ganhou amplitude na esfera não-figurativa. A abstração ensejou-lhe articulações livres de cores-formas elaboradas pela sensibilidade exigente que modera os impulsos e obedece à lógica de uma intuição lírica prisioneira do complexo da solidão. Depois das grandes manchas harmônicas e radiosas que lhe valeram o prêmio de melhor pintor nacional na VII Bienal de São Paulo, seu interesse tendeu para a introdução de tons mais sonoros nos vermelhos, azuis, pretos, amarelos. Os planos justapostos ou superpostos ganharam maior força contrastante. Apareceram signos e elementos lineares ramificados nas zonas de cor ora volatizadas em diapasões de luz, ora solidificadas pela densidade da matéria. Sem quebra orgânica de sua evolução morfológica, tornou-se mais lúcida a continuidade efetiva de tempo e espaço que estimula sua reflexão." Walter Zanini ZANINI, Walter. Sala especial: Yolanda Mohalyi. In: ZANINI, Walter. Sala Especial: Yolanda Mohalyi. In: BIENAL DE SÃO PAULO, 8., 1965. Catálogo. São Paulo: Fundação Bienal, 1965. p.115. |
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