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  Pedrosa, Mário (1900 - 1981)        

Nascimento/Morte
 
1900 - Timbaúba PE - 25 de abril, nasceu no engenho Jussaral

1981 - Rio de Janeiro RJ - 05 de novembro

Cronologia

Crítico de arte, jornalista
 

1902 - Muda-se com a família para João Pessoa, onde seu pai será deputado estadual e vice-presidente da Paraíba

1906 - Estuda no Colégio Nossa Senhora das Neves, no Colégio Diocesano Pio X e no Liceu Paraibano

1913-1915 - Frequenta o Institut Quinche, em Chateau de Vidy, em Lausanne, Suíça

s.d. - Frequenta o Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro

1916 - Seu pai é eleito senador pelo estado da Paraíba e muda-se com a família para o Rio de Janeiro

1918-1923 - Forma-se em direito pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Entre 1920 e 1923 interessa-se pelas questões sociais e pelo marxismo

1924 - Inicia seu trabalho como crítico literário no jornal Diário da Noite, de São Paulo

1924 - Trabalha como fiscal interino do Imposto de Consumo, em São Paulo

1925 - Ingressa no Partido Comunista Brasileiro (PCB), em São Paulo 

1926 - Funda a Revista Proletária, proibida pela polícia. É membro do Comitê Regional do PCB, em São Paulo  

1927 - Trabalha como agente fiscal da Paraíba  e escreve críticas em jornal de João Pessoa

1927-1929 - Viaja para Alemanha. É encaminhado a Moscou para a Escola Leninista mas, por problemas de saúde, decide permanecer em Berlim onde dedica-se ao estudo de economia filosofia e estética, na Universidade de Berlim

1927-1929 - Em Paris, trava contato com o grupo surrealista, com André Breton (1896-1966), Benjamin Péret, Yves Tanguy (1900-1955) e Joan Miró (1893-1980)   

1929 - Escreve um artigo sobre o compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959), publicado na Revue Musicale, em Paris

1929 - Quando retorna de sua viagem a Europa, é expulso do PCB e integra o movimento trotskista brasileiro 

1929 - Escreve para O Jornal, no Rio de Janeiro

1931 - Participa da criação da Liga Comunista Brasileira, de orientação trotskista  

1931 - Escreve para o jornal o Diário da Noite, de São Paulo

1932 - Funda a Editora Unitas, em São Paulo, para a publicação de textos marxistas. É preso durante a revolução constitucionalista 

1933 - Cria a Frente Única Antifascista (FUA), São Paulo

1933 - Traduz e faz o prefácio de textos de Leon Trotsky (1879-1940) que são publicados com o título Revolução e contra-revolução na Alemanha 

1933 -  Inicia seu trabalho como crítico de arte, no Clube dos Artistas Modernos (CAM), onde profere a conferência As Tendências Sociais da Arte e Kaethe Kollwitz, publicada no jornal antifascista o Homem Livre 

1934 - Escreve no  jornal o Diário da Noite, em vários artigos, crítica sobre a primeira exposição de Candido Portinari (1903-1962), realizada em São Paulo. Mais tarde esses artigos são publicados no livro Arte Necessidade Vital, com o título Impressões de Portinari

1935 - Trabalha na agência Havas, no Rio de Janeiro e colabora com a Aliança Nacional Libertadora (ANL)

1936 - É um dos fundadores do Partido Operário Leninista (POL), monta gráfica para publicação de Luta de Classe

1937-1941 - Vive em Paris, como exilado, do governo de Getúlio Vargas

1938 - É um dos fundadores da Quarta Internacional (QI), organização comunista internacional composta por seguidores de Leon Trótski e membro do comitê executivo, em Paris

1941 - Retorna ao Brasil, mas é obrigado a deixar imediatamente o país. Segue para os Estados Unidos. Trabalha na União Panamericana 

1942 - Publica, no Boletim da União Panamericana, crítica aos painéis de Candido Portinari executados para a Biblioteca do Congresso norte-americano, em Washington. Estes ensaios serão posteriormente publicados no livro Arte Necessidade Vital

1943 - Trabalha no Escritório de Coordenação de Negócios Interamericanos, na seção de cinema, em Nova York

1943-1945 - É correspondente do jornal carioca Correio da Manhã, em Nova York

1944 - Publica crítica de uma exposição de Alexandre Calder (1898-1976) realizada no Museu de Arte de Nova York

1945 - Volta para o Brasil e participa da criação da União Socialista Popular e do seminário A Vanguarda Socialista

1945 - Funda o jornal Vanguarda Socialista, no Rio de Janeiro

1946 - Cria a seção de Artes Plásticas do Correio da Manhã, Rio de Janeiro, para a qual escreve com regularidade até 1951 e esporadicamente até 1968

1947- Entra para o Partido Socialista

1948 - Viaja para a Europa, onde realiza, para o Correio da Manhã, entrevistas com André Gide (1869-1951), Albert Camus (1913-1960), André Malraux (1901-1976), David Rossuet (1912-1997) e James Burnham (1905-1987). Na Itália torna-se amigo de Giorgio Morandi (1890-1964) 

1948 - Publica o ensaio A Máquina, Calder, Leger e Outros em Política e Letras - republicado em Arte Necessidade Vital

1948 - Publica no Correio da Manhã o texto da conferência Albert Camus e a Revolta do Herói Absurdo, realizada no Departamento Cultural da União Nacional dos Estudantes (UNE)

1948 - Realiza conferência, Calder e a Música dos Ritmos Visuais, no Ministério da Educação e Saúde (MES) e no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) em recepção ao artista

1949 - A Casa do Estudante do Brasil publica seus artigos sob o título Arte, Necessidade Vital

1949 - Concorre à cátedra de História da Arte e Estética da Faculdade de Arquitetura do Brasil, no Rio de Janeiro, com a tese Da Natureza Afetiva da Forma

1949 - Publica, no Correio da Manhã, crítica desfavorável ao Painel Tiradentes de Portinari exposto no Automóvel Clube do Brasil, no Rio de Janeiro

1950 - Candidata-se, mas não se elege, deputado pelo Partido Socialista

1950 - Organiza exposição dos pacientes do Centro Psiquiátrico de Engenho de Dentro, na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro - com a colaboração de Almir Mavignier (1925) e orientação da dra. Nise da Silveira  

1951 - É livre-docente da Faculdade de Arquitetura do Brasil

1951-1954 - Escreve para a Tribuna da Imprensa, no Rio de Janeiro

1952 - É professor catedrático de História no Colégio D. Pedro II, no Rio de Janeiro

1952 - Em comemoração ao 30º Aniversário da Semana de Arte Moderna faz conferência no Ministério da Educação, publicada na revista Politika (nºs 15 a 21) e em Dimensões da Arte

1952 - Faz a apresentação do catálogo da 1ª Exposição de Arte Infantil do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ)

1952 - Participa do debate Realismo X Abstracionismo com Flávio de Aquino (1919-1987), Campofiorito, Mário Barata (1921), Marc Berkowitz e Oswaldo Goeldi (1895-1961), no Ministério da Educação, no Rio de Janeiro

1952 -  É publicado o texto Panorama da Pintura Moderna pelo serviço de documentação do Ministério de Educação e Saúde

1953 - Participa do Congresso Internacional de Críticos, realizado em Dublin, Irlanda, onde apresenta como relator a tese Relações entre a Ciência e a Arte - publicada em Dimensões da Arte

1953 - Realiza a conferência  A Arquitetura Moderna no Brasil publicada em Architecture d' Aujourd'hui, Paris

1953 - Organiza o programa artístico da 2ª Bienal Internacional de São Paulo

1954 - Publica com Ivan Serpa (1923-1973) um livro sobre o trabalho de seus alunos na Escolinha de Arte do Brasil do MAM/RJ

1955 -  Faz a apresentação do catálogo da 2ª exposição do grupo Frente, no MAM/RJ

1956 - Faz parte da comissão de seleção dos artistas que vão representar o Brasil na Bienal de Veneza

1956 - Prepara as teses Principais Correntes Políticas na Revolução Russa de 1917 e  Evolução do Conceito de Ideologia para um concurso de livre-docência do colégio D. Pedro II

1956 - É conferencista na inauguração da 1ª Exposição de Arte Concreta realizada em São Paulo  

1957 - Participa do VI Congresso de Críticos de Arte e da assembléia da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), realizados em Palermo e Nápoles, Itália. É eleito vice-presidente da associação

1957 - Recebe uma bolsa, por indicação de Mário Barata - presidente da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), para estudar as relações da arte japonesa com a Europa e as Américas - no projeto de aproximação Oriente - Ocidente desenvolvido pela Unesco

1957 - Colabora na reformulação do Jornal do Brasil criando a coluna Artes Visuais. Escreve sobre as diferenças entre os concretos paulistas e cariocas. Tem início a ruptura entre os grupos de São Paulo e Rio de Janeiro - concretos e neoconcretos

1958 - Faz parte da assembléia Geral de Críticos de Arte (AGCA-AICA), em Bruxelas, Bélgica

1958 - Envia série de artigos, sobre a arte e cultura japonesas, para o Jornal do Brasil. Escreve para a Unesco o estudo A Caligrafia Sinojaponesa Moderna e a Arte Abstrata do Ocidente 

1959 - Organiza Congresso Extraordinário Internacional de Críticos de Arte, realizado em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Apresenta o trabalho Brasília, a Cidade Nova, Síntese das Artes

1959 - O Jornal do Brasil publica em capítulos a Problemática da Arte Contemporânea, quatro capítulos serão incluídos no livro Mundo, Homem, Arte em Crise

1960 - Organiza a representação brasileira na II Bienal Internacional da Gravura, em Tóquio

1960 - Participa do VII Congresso de Críticos da AICA, realizado em Varsóvia,  com o tema Arte Moderna, Fenômeno Internacional

1961 - É secretário do Conselho Nacional de Cultura do governo de Jânio Quadros - não permanece no cargo

1961 - É nomeado diretor do MAM/SP

1961 - É secretário geral da IV Bienal Internacional de São Paulo

1962 - Representa o Brasil na XIV Assembléia da AICA, realizada no México

1962 - É membro do conselho Internationales Kunstzentrum ev. Erlenbach am Main com objetivo de criar o Musée à Croissance Illimitée projetado por Le Corbusier

1962 - É eleito Presidente da Associação Brasileira de Críticos de Arte

1963 - Candidata-se à presidência da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), é derrotado por Giulio Carlo Argan (1909-1992)

1963 - Escreve sobre arte e política para o Correio da Manhã e dá aulas no colégio D. Pedro II

1964 - É publicado uma série textos seus em Dimensões da Arte, coletânea do MEC dirigida por José Simeão Leal

1965 - Preside o júri da IV Bienal de Jovens, realizada em Paris  

1965 - Viaja para Portugal com bolsa da Fundação Gulbenkian

1966 - Candidata-se, mas não se elege, à deputado federal pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB)

1966 - Os livros A Opção Imperialista e a A Opção Brasileira são publicados pela Editora Civilização Brasileira

1967 - Leciona História da Arte e Estética na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

1968 - Participa da Assembléia Geral da AICA em Bordeaux, França

1968 - Após viagem por outros países da Europa permanece por um tempo em Lisboa devido à decretação do Ato Institucional (AI-5) no Brasil 

1968 - Participa da organização da Bienal de Nuremberg, Alemanha

1968 - Participa do encontro promovido pela Galeria Nacional de Arte, na Tchecoslováquia (atual República Tcheca)

1968 - Integra o júri da Bienal de Gravura, realizada em Varsóvia

1968 - É nomeado presidente do Comitê Assessor Brasileiro do Prêmio Codex de Pintura Latino-americana de Buenos Aires

1969 - Integra o júri da Bienal de Gravura, realizada em Tóquio

1969 - Protesta contra a censura estabelecida pelo Itamarati às obras selecionadas para a VI Bienal de Paris 

1969 - Lidera movimento de boicote à Bienal Internacional de São Paulo

1970 - Escreve A Bienal de cá pra lá - publicado em 1973 por Ferreira Gullar (1930) em Arte Brasileira Hoje e reeditado em Mundo Homem Arte em Crise

1970 - Eleito vice-presidente da AICA

1970 - É publicada pelo New York Review of Books carta aberta ao Presidente Garrastazu Medici com assinaturas de de intelectuais e artistas responsabilizando o governo pela integridade física de Mário Pedrosa. Constam da lista nomes como os de Pablo Picasso, Max Bill (1908-1994), Alexander Calder, Henri Moore

1970 - Busca asilo político, em Santiago, Chile, ao ser acusado de difamação do regime militar instalado no Brasil, quando denuncia a tortura a presos políticos

1971 - Enquadrado na Lei de Segurança Nacional pela justiça brasileira

1971 - Integra o Instituto de Arte Latino-americana e dá aulas de História da Arte Latino-americana na Faculdade de Belas-Artes, em Santiago, Chile

1971 - Faz parte do júri de premiação da Trienal de Nova Délhi, Índia

1972 - Realiza a 1ª Exposição de Arte de obras doadas ao Museu da Solidariedade, em Santiago. Este museu é organizado por Mário Pedrosa a pedido do presidente chileno Salvador Allende (1908-1973)

1973-1977 - Neste período mora na Cidade do México e Paris  

1975 - Publicação do livro Mundo Homem arte em crise, textos selecionados, organizado por Aracy Amaral e editado pela Editora Perspectiva

1975 - Participa de um seminário sobre cultura popular, realizado no México, com a tese Arte Culta e Arte Popular - publicado em 1979 em Arte em Revista nº 3, Editora Kairós-CEAC

1975 -  Escreve Un tournant chez Calder - apresentação dos trabalhos de Calder na galeria Maeght. Publicado na Folha de S. Paulo em 1991

1976 - É publicado pela revista Versus o seu Discurso aos Tupiniquins ou Nambás

1976 - Escreve em francês Crise Mundial do Imperialismo e Rosa Luxemburgo.

1977 - Retorna ao Brasil ao ser revogado seu mandato de prisão

1978 - Realiza a comunicação Variações sem Tema ou a Arte de Retaguarda, na I Bienal Latinoamericana, realizada na Cidade do México

1978 - Escreve para a Folha de S. Paulo

1978 - Empenha-se na reconstrução do Museu de Arte Moderna (MAM/RJ)

1978 - Participa do Congresso pela Anistia, realizado em São Paulo

1979 - Em comemoração aos seus 80 anos a Galeria Jean Boghici realiza exposição

1979 - Organiza as exposições de Fernando Diniz, na Funarte e de Raphael Dominguez, no MAM/RJ

1979 - Publicação de ensaios sob o título Arte Forma e Personalidade, com prefácio de Otília Arantes

1979 - A Editora Kairós publica a tese  Da Natureza Afetiva da Forma 

1979 - Escreve para o Jornal da República, em São Paulo

1980 - Recebe homenagem da Fundação Bienal de São Paulo (FBSP), concepção de Aracy Amaral, então curadora da FBSP, quando então é instituido o Prêmio Mario Pedrosa

1980 - Participa da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), no Colégio Sion,  sendo o primeiro intelectual a se filiar

1981 - A Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) denomina Mário Pedrosa o Troféu ABCA criado em 1978

1981 - Publicação do livro Dos Murais de Portinari aos Espaços de Brasilia, textos selecionados, organizado por Aracy Amaral e editado pela Editora Perspectiva

1991 - A Secretaria Municipal da Cultura, em São Paulo, inaugura a Sala Mário Pedrosa

1991 - Lançamento do Livro Mário Pedrosa - Itinerário Crítico de Otília Arantes e ciclo de debates intitulado Arte e Política

1991 - Mário Pedrosa, Arte, Revolução e Reflexão, no CCBB - com curadoria de Franklin Pedroso

1995 - Publicação do livro Política da Artes com textos de Mário Pedrosa, reunidos e organizados por Otília Arantes

1996 - Publicação do livro Forma e Percepção Estética com textos de Mário Pedrosa, reunidos e organizados por Otília Arantes

1998 - Publicação do livro Acadêmicos e Modernos com textos de Mário Pedrosa, reunidos e organizados por Otília Arantes

2000 - Publicação do livro Modernidade Cá e Lá com textos de Mário Pedrosa, reunidos e organizados por Otília Arantes



Atualizado em 17/11/2011
 
 
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