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  Ramos, Nuno (1960)        

Biografia
Nuno Álvares Pessoa de Almeida Ramos (São Paulo SP 1960). Escultor, pintor, desenhista, cenógrafo, ensaísta, videomaker. Cursa filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - FFLCH/USP, de 1978 a 1982. Trabalha como editor das revistas Almanaque 80 e Kataloki, entre 1980 e 1981. Começa a pintar em 1983, quando funda o ateliê Casa 7, com Paulo Monteiro (1961), Rodrigo Andrade (1962), Carlito Carvalhosa (1961) e Fábio Miguez (1962). Realiza os primeiros trabalhos tridimensionais em 1986. No ano seguinte, recebe do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP a 1ª Bolsa Émile Eddé de Artes Plásticas. Em 1992, em Porto Alegre, expõe pela primeira vez a instalação 111, que se refere ao massacre dos presos na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru) ocorrido naquele ano. Publica, em 1993, o livro em prosa Cujo e, em 1995, o livro-objeto Balada. Vence, em 2000, o concurso realizado em Buenos Aires para a construção de um monumento em memória aos desaparecidos durante a ditadura militar naquele país. Em 2002, publica o livro de contos O Pão do Corvo. Para compor suas obras, o artista emprega diferentes suportes e materiais, e trabalha com gravura, pintura, fotografia, instalação, poesia e vídeo.

Comentário Crítico
Nuno Ramos começa a pintar em 1982, na Casa 7, ateliê formado com os artistas Fábio Miguez (1962), Paulo Monteiro (1961), Rodrigo Andrade (1962) e Carlito Carvalhosa (1961). Na época, seus trabalhos são figurativos e gestuais, feitos com esmalte sintético sobre papel. Sua pintura é influenciada por Julian Schnabel (1951) e Anselm Kiefer (1945). A partir de 1985, passa a utilizar tinta a óleo sobre tela. A massa de tinta torna-se mais espessa e as formas, mais abstratas. No período, adquire prestígio e visibilidade. Participa da 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1985) e da 2ª Bienal de Havana (1986).

Em 1987, exibe suas primeiras obras tridimensionais. Faz esculturas com cal, tecido e madeira. Os trabalhos mostram uma mudança em sua carreira: o interesse desloca-se de uma figuração associada ao gesto expressivo, para a composição de peças em que se relacionam materiais díspares. No ano seguinte, as superfícies de seus quadros se avolumam, tomadas por uma massa grossa e colorida, onde se amalgamam objetos de natureza distinta como madeira, pano e arame. Esse agregar de materiais projeta a superfície para os limites do suporte, transformando-o num relevo.

Na década de 1990, desenvolve as suas primeiras instalações. Nelas também reúne materiais de naturezas distintas. Dispõe esculturas, imagens fotográficas, textos e outros objetos incorporados no espaço. Em 1992, realiza 111, onde aborda a brutalidade do massacre de 111 detentos na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru), ocorrido no mesmo ano. Em 1996, expande a área em que seu trabalho se mostra e realiza o projeto ambiental Matacão. O artista insere pedras em covas ao ar livre, na Zona Rural de Orlândia, São Paulo.

Ao mesmo tempo, realiza peças de mármore e granito com vaselina, como Manorá, 1997/1999 e faz telas cada vez maiores. Em 2002, mostra o seu primeiro filme, Luz Negra, em homenagem ao cantor e compositor Nélson Cavaquinho (1910 - 1986). No ano seguinte, instala grandes peças de areia no Museu de Arte da Pampulha - MAP, em Belo Horizonte, e no Museu do Açude, no Rio de Janeiro.



Atualizado em 09/10/2013
 
 
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  literatura - nomes
  Antunes, Arnaldo (1960)