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  Motta, Agostinho da (1824 - 1878)      

Críticas

"Na paisagem e em natureza-morta (flores e frutos) Agostinho da Motta não tem com quem possa sofrer confronto, posto que não tivesse um toque vigoroso e seguro, um estilo tenso e nobre. O temperamento de Motta não lhe permitiu ser criador e arrojado, mas brando, manso e delicado, e, por isso, a feição mais tenra e suavemente poética que existia na natureza brasileira ele a apanhou e traduziu como ninguém ainda, até em nossos dias, a tem compreendido e interpretado com maior saber e igual talento".

Gonzaga Duque

PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Apresentação de Antônio Houaiss. Textos de Mário Barata et al. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.


"O intérprete mais original da paisagem brasileira na geração seguinte foi, sem dúvida, Agostinho José da Motta. (...) Em Vista de Roma, do Museu Nacional de Belas Artes do Rio, demostra como tinha observado e estudado atentamente as obras dos paisagistas franceses como sede habitual na capital papal: ali se vislumbra a lição daquela 'precisão de toque' que era o lema de Corot e que Agostinho, como nenhum outro artista brasileiro, saberá utilizar na paisagem e na natureza-morta. Entretanto, seu maior mérito é o de ter aplicado esse delicado conceito da pintura aos temas e paisagens nacionais. (...) Em Fábrica Capanema em Petrópolis, no mesmo museu do Rio, estamos, pela primeira vez, diante de uma paisagem brasileira totalmente imune ao exotismo. (...) É a lição maior legada às gerações dos Da Costa, dos Pinto Bandeira e dos Parreiras, que irão renovar a pintura de paisagem no final do século".

Luciano Migliaccio

MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO (2000 : SÃO PAULO, SP), AGUILAR, Nelson (org. ), SASSOUN, Suzanna (coord. ). Arte do século XIX. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. 223 p. il. color.