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  Paço Imperial        

Outros Nomes

Casa dos Governadores

Paço da Cidade

Paço Real

Palácio dos Vice-Reis

Histórico

O Paço Imperial é inaugurado como centro cultural no fim de 1984, após três anos de restauração, acompanhada de debates sobre seus usos e funções, que resultam na definição de um espaço para mostras de arte contemporânea e apresentação de espetáculos de diversas áreas. Sem acervos e/ou coleções permanentes e vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan e à Secretaria de Patrimônio, Museus e Artes Plásticas do Ministério da Cultura, a concepção que cerca o Paço Imperial afasta-o da idéia de museu. "A arquitetura e a história do Paço são o nosso maior acervo e capital", afirma Lauro Cavalcanti, diretor da instituição desde a década de 1990. A recuperação do importante edifício histórico faz parte do processo de revitalização do centro da cidade do Rio de Janeiro, que tem lugar nas décadas de 1980 e 1990. O arquiteto Glauco Campello chefia as obras de recuperação, que, amparadas em pesquisas históricas e arqueológicas, se orientam no sentido de manter traços dos diversos períodos e das modificações sofridas durante séculos.

O que veio a ser denominado Paço Imperial é a primeira casa nobre destinada ao governo da Capitania, erguida por determinação do governador Gomes Freire Andrade, conde de Bobadela, com base no plano do engenheiro José Fernandes Pinto Alpoim, que aproveita parte das antigas construções existentes no local - os Armazéns Del-Rei e a Casa da Moeda. As obras da nova Casa dos Governadores são concluídas em 1743 e suas feições se inspiram no Paço da Ribeira, residência dos monarcas portugueses em Lisboa. Em 1747, um chafariz construído na frente da residência define o espaço como um largo ou praça: no fundo, o convento dos Carmelitas; à esquerda, a Casa dos Governadores; e à direita, a Casa dos Teles, conjunto de edifícios de fachadas homogêneas, atribuídas a Alpoim. Com a transferência da sede do governo-geral da Bahia para o Rio de Janeiro, em 1763, a casa torna-se Palácio dos Vice-Reis, função que mantém até a chegada da família real portuguesa ao Brasil, em 1808. Nesse período são construídos o cais, com escadas para o mar, e um novo chafariz, de autoria de Mestre Valentim (ca.1745 - 1813), que abastece navios e residências próximas.

Transformado em Paço Real, em 1808, o antigo palácio - ao qual são anexados, por passadiços, os prédios do Convento do Carmo e da Cadeia Velha - assume novo sentido: além de abrigar a família real, torna-se centro dos acontecimentos políticos, festas reais e cerimônias de afirmação do poder. No Segundo Império, sob o reinado de dom Pedro II (1825 - 1891), um terceiro passadiço une o Paço à tribuna da Capela Imperial, evitando assim que a família imperial desça às ruas. O Paço Real - depois Imperial ou da Cidade - é palco de diversos acontecimentos da história do Brasil: aclamação de dom João VI, o Dia do Fico, coroação de Pedro I e Pedro II e assinatura da Lei Áurea. Abriga também celebrações e cerimônias de gala realizadas pela monarquia como aniversários, casamentos, batizados, funerais etc. Com a República, o Paço é destituído de suas funções políticas e de poder, e passa a sediar a repartição dos Correios e Telégrafos. Em 1938, é tombado pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Sphan. Hoje, a história do prédio é objeto de visitas guiadas, pesquisas e exposições promovidas pelo setor educativo do centro cultural, visando à integração entre história, arte contemporânea e cidade.

Circundado por importantes vias de circulação, o Paço Imperial tem quatro fachadas expostas e quatro portas de entrada. Galerias situam-se no térreo e nos pavimentos superiores. Um pátio interno central integra o conjunto: as áreas de exposição, o cinema (Cine Estação Paço) e as áreas comerciais - livraria, loja, bistrô e restaurante. A biblioteca, iniciada com o acervo particular do arquiteto e historiador da arte Paulo Santos, conserva obras raras dos séculos XVI, XVII e XVIII, e grande número de títulos nas áreas de engenharia e arquitetura. Nas décadas de 1980 e 1990, o centro abriga diversas mostras de arte contemporânea de artistas nacionais e internacionais, e exposições temáticas, que sublinham a importância das artes visuais na programação cultural e, ao mesmo tempo, as tentativas de valorização das demais expressões artísticas.

No pátio interno menor, com acesso pela face voltada para a estação das barcas, situa-se hoje o Ateliê Sérgio Camargo, com obras e instrumentos de trabalho do escultor, único espaço de exposição permanente do Paço. A idéia de aproximar o ateliê do artista e o público surge da experiência do Ateliê Finep, iniciada em 1994, que visa diluir as fronteiras entre o espaço de criação e o da exposição pública. Diversos artistas envolvem-se com o projeto, entre eles Anna Bella Geiger (1933) e Beatriz Milhazes (1960), em 1994; Iole de Freitas (1945) e Luiz Aquila (1943), em 1995; Waltercio Caldas (1946), Daniel Senise (1955) e Angelo Venosa (1954), em 1996; Cildo Meireles (1948) e Eduardo Sued (1925), em 1997; Luiz Pizarro (1958) e Nuno Ramos (1960), em 1998.



Atualizado em 09/02/2007
 
 
Veja na Web
 
  Paço Imperial - site oficial da instituição