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  Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)        

Histórico

Com uma coleção de cerca de 16 mil peças, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA no Rio de Janeiro apresenta-se como o principal museu de arte brasileira, notadamente no que diz respeito à produção do século XIX. Criado por iniciativa do ministro Gustavo Capanema em 1937, e inaugurado em 1938 pelo presidente Getúlio Vargas, o MNBA tem origem na Escola Nacional de Belas Artes, Enba, antiga Academia Imperial de Belas Artes - Aiba. Pelo Decreto-Lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937, a coleção de obras da Enba passa a constituir o núcleo principal da coleção do novo museu. O acervo inicial é formado pelas 54 obras que Joachim Lebreton (1760 - 1819) traz para o Brasil em 1816 como chefe da Missão Artística Francesa; por trabalhos dos professores e artistas franceses que formam a Missão, entre eles Nicolas Taunay (1755 - 1830) e Debret (1768 - 1848); peças da coleção pessoal de dom João VI (1767 - 1826); obras adquiridas ao longo do século XIX em salões e exposições anuais da Aiba e doações de artistas.

Desde sua fundação, o MNBA ocupa o edifício de estilo eclético construído entre 1906 e 1908, por Adolfo Morales de los Rios (1858 - 1928), para abrigar a Enba, na avenida Rio Branco. Divide espaço com os cursos da escola até 1976, quando esses são finalmente transferidos para a Cidade Universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ. O espaço é ocupado pela Funarte, que deixa o prédio em 1995. Em 1982, as instalações do museu são restauradas.

Enriquecida ao longo dos anos com importantes aquisições e doações, atualmente sua coleção abarca pintura, escultura, desenho, gravura de artistas nacionais e estrangeiros, além de significativa coleção de arte popular brasileira, africana, decorativa, medalhas e mobiliário. Do conjunto de obras, 80% é constituído por obras sobre papel. A coleção de gravuras do museu é uma das mais importantes do país por mostrar um panorama histórico significativo, com trabalhos de Carlos Oswald (1882 - 1971), Oswaldo Goeldi (1895 - 1961), Lívio Abramo (1903 - 1992), Lasar Segall (1891 - 1957), Maria Bonomi (1935), Fayga Ostrower (1920 - 2001) entre outros, e de matrizes xilográficas de Oswald e Goeldi. No plano internacional, destacam-se as gravuras de Rembrandt van Rijn (1606 - 1669), Honoré Daumier (1808 - 1879), Piranesi, Turner, Pablo Picasso (1881 - 1973) e Joán Miró (1893 - 1983). A coleção de desenhos apresenta trabalhos de mestres do século XIX como Grandjean de Montigny (1776 - 1850), Porto Alegre (1806 - 1879), Zeferino da Costa (1840 - 1915), Henrique Bernardelli (1858 - 1936), e Rodolfo Bernardelli (1852 - 1931), Rodolfo Amoedo (1857 - 1941), Victor Meirelles (1832 - 1903) e Eliseu Visconti (1866 - 1944), e de artistas modernos e contemporâneos como Anita Malfatti (1889 - 1964), Di Cavalcanti (1897 - 1976), Djanira (1914 - 1979), Gregório Gruber (1951) e Anna Maria Maiolino (1942).

Na coleção de pintura sobressaem seções específicas como maneirismo e barroco, do século XVI ao XVIII; pinturas holandesas e flamengas dos séculos XV, XVI e XVII, incluindo as oito paisagens brasileiras do artista holandês Frans Post (1612 - 1680); o núcleo de pintura internacional do século XIX com a maior coleção brasileira do pintor francês pré-impressionista Eugène Louis Boudin (1824-1898). No âmbito da pintura nacional ou produzida no Brasil, apesar de forte ser o oitocentista, há pinturas representativas tanto do período colonial - com obras de Leandro Joaquim (ca.1738 - ca.1798) e Manuel Dias de Oliveira (1764 - 1837) - quanto do século XX. Entre as telas do século XIX que se destacam estão o Retrato de Dom João VI (1817) de Debret; Batalha dos Guararapes (1875/1879) e Primeira Missa no Brasil (1860) de Victor Meirelles; Batalha do Avaí (1877/1879) de Pedro Américo (1843 - 1905)Caipiras Negaceando (1888) de Almeida Júnior (1850 - 1899). Há paisagens de Castagneto (1851 - 1900) e Caron (1862 - 1892) e obras de Eliseu Visconti. A parte moderna é representada, entre outros, por Tarsila do Amaral (1886 - 1973), Guignard (1896 - 1962), Maria Leontina (1917 - 1984), Candido Portinari (1903 - 1962), Ivan Serpa (1923 - 1973), Iberê Camargo (1914 - 1994); e nomes mais contemporâneos como Paulo Pasta (1959), Eduardo Sued (1925) e Jorge Guinle (1947 - 1987).

A seção de escultura contém o menor número de obras. Inicia-se por incentivo de Rodolfo Bernardelli, diretor da Enba no final do século XIX. É dele a maioria das obras: 250 esculturas e gessos doados por seu irmão, após sua morte. Na década de 1990, o museu recebe doação de 31 trabalhos de escultores modernos e contemporâneos, entre eles Auguste Rodin (1840-1917), Iole de Freitas (1945), Rubem Valentim (1922-1991), Farnese de Andrade (1926 - 1996), Franz Weissmann (1911 - 2005) e Amilcar de Castro (1920 - 2002).



Atualizado em 29/12/2006
 
 
Veja na Web
 
  Museu Nacional de Belas Artes - MNBA - site do museu