"Não possuo estudos formais em artes plásticas, sendo, portanto, autodidata. Comecei na pintura, efetivamente em 1978, retratando, academicamente, as cidades históricas de Minas Gerais, passando por volta de 1982 ou 1983, a exercer a chamada pintura naif, reencontrando-me com minhas raízes no interior do estado. A partir de 1995, iniciei uma fase paralela à pintura ingênua, ou seja, o abstracionismo, que pretendendo dar continuidade, melhorando esse trabalho, através de pesquisa e dedicação exclusiva, talvez até por uma necessidade espiritual, pois entendo, como Kandinsky, que a obra de arte não deve depender de condições externas, como o modelo da natureza. O que determina a gênese do quadro é a voz interior do artista".
Milton Afonso
Depoimento constante do currículo enviado pelo artista ao Instituto Itaú Cultural em 18 de abril de 2001.