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Enciclopédia Itaú Cultural de Teatro
Medeiros, Paulo César (1965)

Biografia
Paulo César Lima de Medeiros (Rio de Janeiro RJ 1965). Iluminador. Da terceira geração de iluminadores cariocas, Paulo César Medeiros destaca-se nos anos 1980 e 1990, desenhando a luz para diversos espetáculos. Parceiro constante nas realizações dos diretores Bibi Ferreira, Márcio Vianna e Gilberto Gawronski.

Faz curso de iluminação com Aurélio De Simoni e de fotografia no Liceu de Artes e Ofício, e forma-se, em 1994, em direção teatral pela Uni-Rio. Trabalha com o grupo de Dança DC e o coreógrafo Fabio de Mello, e também na linha de shows com artistas como Rafael Rabelo, Selma Reis, Angela Maria, Paulinho Moska, Maria Bethânia, entre outros.

Seu primeiro espetáculo teatral é Palhaçadas, de Tônio Carvalho, 1989. Lá conhece o diretor Gilberto Gawronski com quem realiza uma série de trabalhos de iluminação: de Uma Estória de Borboletas, de Caio Fernando Abreu, 1990, a A Dama da Noite, de Caio Fernando Abreu, 1998, passando por Na Solidão nos Campos de Algodão, de Bernard-Marie Koltès, 1996. Assina a iluminação de Blue Jeans, de Zeno Wilde, e Wanderley Aguiar Bragança, com direção de Wolf Maya, 1992, O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, com direção de Sergio Britto, e O Futuro Dura Muito Tempo, de Márcio Vianna, último espetáculo de Rubens Corrêa, 1993, que lhe vale o Prêmio Shell de iluminação. Seguem-se A Era do Rádio, de Clovis Levi, Carmen, adaptação de Sergio Britto e Fábio de Mello, Dizem de Mim o Diabo e Aldeia, ambos com roteiro e direção de Ana Kfouri, 1994. Entre 1995 e 1998, Medeiros realiza a iluminação de espetáculos dirigidos por Luiz Arthur Nunes, Marília Pêra, Luiz Fernando Lobo, Bibi Ferreira, Sergio Britto, Ítalo Rossi, Ivone Hoffman, Marcelo Saback, Ernesto Piccolo, Karen Acioly e Ronaldo Tasso. Segundo o crítico do Jornal do Brasil, a iluminação de Nos Tempos de Martins Pena, de Clóvis Levi, 1996, "aproveita bem a idéia de um palco de teatro do cenário para criar uma luz com variações vibrantes de tonalidades luminosas".1 O mesmo crítico comenta, sobre a luz de Um Equilíbrio Delicado, de Edward Albee, direção de Eduardo Wotzik, em 1999: "A poética iluminação de Paulo César Medeiros vai colorindo de tons azuis e amarelos a passagem do tempo, as noites e o dia que marcam as escaramuças entre sombras e luz".2

Em 2000, ele cria a luz de A Serpente, de Nelson Rodrigues, com direção de Luiz Arthur Nunes, e A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht e Kurt Weill, entre outros, e no ano seguinte, entre seus trabalhos destacam-se Company, de George Furth, e Um Dia de Sol em Shangrilá, ambos com dramaturgia e direção de Charles Möeller.

Notas
1. LUIZ, Macksen. Nos tempos de Martins Pena. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 29 ago. 1996.

2. LUIZ, Macksen. Papéis ricos por um elenco de alto nível. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 16 jan. 1999.



Atualizado em 29/06/2011
 
 
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  Abreu, Caio Fernando (1948 - 1996)