Biografia
Ilka Marinho de Andrade Zanotto (São Paulo SP 1930). Crítica e pesquisadora. Ativa participante da militância crítica nas décadas de 1970 e 1980, Ilka Marinho Zanotto marca sua posição contra a falta de liberdade de expressão do período repressivo.
Ilka acumula diversas formações correlatas, como biblioteconomia e letras, tendo feito o curso de dramaturgia e crítica na Escola de Arte Dramática - EAD, na turma de 1961. Forma-se em crítica, em 1971, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP, paralelamente ao curso de filosofia da USP.
Torna-se crítica do jornal O Estado de S. Paulo, entre 1970 e 1996; assim como da revista Visão (1970/1979); IstoÉ (1976/1982) e TV Cultura (1972/1984), e assume, no período, a presidência da Associação Paulista dos Críticos de Teatro - APCT, entre 1972 e 1974, transformada então em Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA. Assume também a organização e coordenação dos anuários das atividades cênicas em São Paulo. É responsável pela organização da revista Dionysos sobre a Escola de Arte Dramática - EAD, juntamente com Mariangela Alves de Lima, Maria Thereza Vargas e Nanci Fernandes.
Seus principais trabalhos publicados encontram-se nas revistas norte-americanas The Drama Review e Tulane Drama Review, além de um prefácio à peça A Serpente, nas obras completas de Nelson Rodrigues.
Analisando a sua contribuição para o teatro paulista, depõe o crítico Sábato Magaldi: "Ilka Marinho Zanotto não é apenas a excelente crítica teatral que se valeu da formação teórica e prática propiciada pela Escola de Arte Dramática e pela Escola de Comunicações e Artes, bem como da Faculdade de Filosofia da USP. Seu temperamento combativo assinalou-se nas várias entidades de que vem participando, sempre em favor da liberdade e da cultura. Seus artigos e prefácios são da maior importância para o conhecimento profundo do teatro, assinalando-se, de forma especial, na cobertura da década de 1970".1
Notas
1. MAGALDI, Sábato. Depoimento cedido a Enciclopédia Itaú Cultural Teatro. São Paulo, janeiro de 2003.
Atualizado em 21/09/2009