
Claudio José Tozzi (São Paulo SP 1944) é mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Atua principalmente como artista plástico e arquiteto. Inicia-se artisticamente influenciado pela pop art americana, em especial de Roy Litchtenstein.
Em 1967 o painel Guevara Vivo ou Morto, de sua autoria, exposto no Salão Nacional de Arte Contemporânea, é destruído a machadadas, posteriormente restaurado pelo artista. Em 1969 viaja a estudos para a Europa. A primeira individual ocorre em 1971, na Galeria Ars Mobile, em São Paulo. Em 1975, recebe o Prêmio Guarantã de Viagem ao Exterior da Associação Brasileira dos Críticos de Arte. Tem sala especial na Bienal de Veneza de 1976.
Realiza vários painéis em espaços públicos de São Paulo, como Zebra, na lateral de um prédio da Praça da República, 1972, o da Estação Sé do Metrô, em 1979, o da Estação Barra Funda do Metrô, em 1989, e para o edifício da Cultura Inglesa, em 1995; e, no Rio de Janeiro, o painel na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998.
Participa, entre outros eventos, da exposição Jovem Arte Contemporânea, no MAC/USP, São Paulo, 1967, 1968 e 1970; Bienal Internacional de São Paulo, 1967, 1968, 1977 e 1991; Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP, São Paulo, 1971 e 1983; Expo-Projeção 73, no Espaço Grife, São Paulo, 1973; Bienal de Veneza, com sala especial no Pavilhão Brasileiro, Veneza, Itália, 1976; Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1979, prêmio viagem ao exterior; Tradição e Ruptura: síntese da arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal, São Paulo, 1984; Século 20: arte do Brasil, na Fundação Calouste Gulbenkian - Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, Lisboa, Portugal, 2000; Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal, São Paulo, 2000; Arte Hoje, na Arvani Arte, São Paulo, 2001.
Realiza ainda algumas produções para cinema, sempre vinculadas ao seu trabalho de artista plástico. Seio, por exemplo, é constituído por um único plano que mostra o seio de uma mulher respirando. O filme é exibido numa tela colocada sobre uma pintura das pernas de uma mulher.
Grama e Fotograma foram parte da sala especial que Tozzi teve na Bienal de Veneza de 1976. Ainda no mesmo ano utilizou o super-8 em suas aulas na FAU realizando, com os alunos e com Flávio Império, uma série de pequenos filmes nos quais os alunos construíam seus auto-retratos. Esse material nunca foi finalizado. Em 1977, na Argentina, filmou com Amélia Toledo um 16mm que pretendia estabelecer relações entre as vitrines e as favelas de uma cidade. Esse material também não foi finalizado.

1973 - Fotograma
1974 - A Morte da Galinha
1976 - Grama
1976 - Seio