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Monteiro, Vicente do Rego (1899 - 1970)
Nascimento/Morte 1899 - Recife PE - 19 de dezembro 1970 - Recife PE - 5 de junho Vida Familiar Irmão dos artistas plásticos Fedora do Rego Monteiro (1889-1975) e Joaquim, José (arquiteto) e Débora (escritora) Formação 1908 - Rio de Janeiro RJ - Acompanha a irmã mais velha, Fedora do Rego Monteiro, em cursos na Enba 1911 - Paris (França) - Freqüenta os cursos livres da Académie Colarossi e aulas de desenho, pintura e escultura nas Académies Julien e La Grande Chaumière 1920 - Recife PE - Estuda a arte marajoara das coleções do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista Cronologia Pintor, escultor, desenhista, ilustrador e artista gráfico
1899/1908 - Permanece em sua cidade natal, Recife. 1908/1911 - Fixa residência no Rio de Janeiro 1911/1914 - Fixa residência em Paris 1912 - Realiza viagem para Londres e Bélgica 1913 - Realiza viagem para Alemanha, Itália e Suiça 1913 - Na França, realiza contatos com Amedeo Modigliani (1884 - 1920), Fernand Léger (1881 - 1955), Georges Braque (1882 - 1963), Joán Miró (1893 - 1983), Albert Gleizes (1881 - 1953), Jean Metzinger (1883 - 1956) e Louis Marcoussis (1883 - 1941) 1914/1921 - Volta a residir no Rio de Janeiro 1915 - Trabalha como escultor, realizando bustos em gesso, entre eles o de Rui Barbosa. Interessa-se por música e dança populares 1918 - Realiza desenhos de danças e um friso em baixo relevo que exibe no Teatro Santa Isabel, em Recife 1920 - Em São Paulo, estabelece contato com Di Cavalcanti (1897 - 1976), Anita Malfatti (1889 - 1964), Pedro Alexandrino (1856 - 1942) e Victor Brecheret (1894 - 1955) 1921 - Desenha figurinos para peça teatral de José de Alencar 1921 - Viaja por Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e realiza desenhos e aquarelas 1921/1932 - Vive em Paris mas volta periodicamente a Pernambuco 1922 - Viaja para Munique e Berlim em companhia de Gilberto Freyre 1923 - Desenha os costumes, máscaras e figurinos para o balé Légendes Indiennes de l'Amazone, apresentado pelo bailarino Malkovsky no Teatro Femina 1923 - Ilustra e produz o livro Légendes, Croyances et Talismans des Indiens de l´Amazone, de Louis Duchartre, o qual é publicado pela Éditions Tolmer 1924 - Ilustra, com Bourdelle e Domin, o livro Découvertes sur la Danse, de F. Divoire, editora G. Grès 1925 - Ilustra os livros Quelques Visages de Paris, impresso por Juan Dura, e Montmartre en 1925, guia de Jean Gravigny, Éditions Montaigne 1925 - Integra-se ao grupo de artistas da galeria e revista L'Effort Moderne, de Leonce Rosemberg 1928 - Conhece o escritor e poeta Géo-Charles e tornam-se amigos 1928 - Realiza costumes para o espetáculo do bailarino Malkovsky, apresentado no Théâtre des Champs Elysées 1929 - Piloto de provas automobilísticas 1929 - Conhece o escultor argentino Pablo Curatella-Manés 1930 - É co-diretor da Revista Montparnasse, ao lado de Géo-Charles 1930 - É co-fundador do Salon des Surindépendants e do Salon d'Avand Garde-1940 1930 - Traz ao Brasil a exposição A Escola de Paris, organizada com a colaboração de Géo-Charles. Entre os artistas da mostra encontra-se Picasso, Léger, Braque, Macoussis e Lhote 1930 - Não aceita o convite de Oswald de Andrade para fazer parte do movimento antropofágico pois considera-se predessessor do movimento 1932 - Produz o filme Une Simple Histoire de Lá-Bas 1933/1936 - Muda-se para Recife 1933 - Adquire um engenho em Vázea Grande, onde fabrica a cachaça Gravatá, citada na peça Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto 1935 - Colabora no Suplemento Literário da Folha da Manhã 1935/1937 - Co-diretor da revista monarquista e nacionalista Fronteiras, a convite de Manoel Lubambo, para a qual escreve artigos e realiza ilustrações e fotografias 1937 - Permanece por alguns meses em Paris, de onde envia artigos para o Diário de Pernambuco 1937 - Decora a Capela do Brasil no Pavilhão Vaticano da Exposição Internacional de Paris 1938/1946 - Volta a residir em Recife 1938/1946 - É diretor da Imprensa Oficial do Estado, e professor de desenho no ginásio Pernambucano 1939 - Funda com Edgar Fernandes a revista Renovação, para qual faz ilustrações, desenhos, gravuras e fotografias e é seu diagramador. Convida os poetas João Cabral de Melo Neto, Lêdo Ivo, Willy Lewin, entre outros para participarem da publicação 1941 - Realiza o 1º Congresso de Poesia do Recife e publica seus primeiros versos, Poemas de Bolso, ed. Renovação 1943 - Publica o livro de poesia A Chacun sa marotte, editora Renovação 1945 - Recebe dedicatória em versos de João Cabral de Melo Neto na obra O Engenheiro 1946 - Organiza, com Edson Régis, Ariano Suassuna e Carlos Moreira, o 2º Congresso de Poesia do Recife 1946 - Publica Canevas, pela editora Renovação 1946 - Lança o livro de D'Ailleurs de Michel Simon 1946/1957 - Paris (França) - Fixa residência em Paris 1946 - Funda a Editora La Presse à Bras, dedicada à publicação de poesia 1946 - Edita o Message Amical de Poesia e Poémes de Psiche, ambos de sua autoria 1947 - Liga-se ao movimento "Epifanista", dirigido por Henri Perruchot 1948 - Publica Le Petit Cirque e Le Dieu Blanc. Organiza com Edmond Humeau, Gaston Dhiel e Silvaire o " Mur de la Poésie" do Salon de Mai 1950 - Publica os livros de poesias Chants de Fer e Beau Sexe e organiza o 3º Mur de la Poésie 1952 - Escreve críticas de literatura para a revista Cahiers Luxembourgeois 1952 - Cria o Salão de Poesia e realiza o 1º Congresso Internacional de Poesia, além de publicar Cartomancie e Concrétion 1952 - Promove, com poetas reunidos pela La Presse à Bras e com a colaboração de E. Humeau e Jean Gacon, o 1º Congresso Internacional de Poesia, no restaurante La Coupole 1955 - Organiza o 4º Salon de Poésie, na Galeria de l'Odéon 1955 - Após um enfarte recebe homenagem especial da Rádio Difusão Francesa e o prêmio de poesia Le Mandat de Poetes, destinado a intelectuais em dificuldades financeiras 1956 - Organiza o 5º Salon de Poésie, na Galeria de l'Odéon 1957 - Professor de pintura da Escola de Belas Artes da UFPE 1957/1966 - Vive em Recife, mas passa temporadas em Paris 1958 - Organiza o 6º Salon de Poésie, na Librairie Palmes 1959 - Organiza o 7º Salon de Poésie, na Librairie Palmes 1960 - Recebe o Prêmio Guillaume Apollinaire por seus sonetos reunidos no livro Broussais-La Charité 1960 - Organiza o 8º Salon de Poésie, no Théatre du Tertre 1961 - Organiza o 9º Salon de Poésie, no Théatre du Tertre 1961 - Publica Chiromancie pela coleção Concórdia 1962 - Organiza o 10º Salon de Poésie, no Théatre du Tertre 1963 - Organiza o 11º Salon de Poésie, na Galeria R.G. de Paris 1963 - Não é aceito na Bienal Internacional de São Paulo 1964 - Organiza o 12º Salon de Poésie, na Galeria R.G. de Paris 1965 - Funda, em Olinda, o Atelier +10 ao lado de Maria Carmen (1935), Montez Magno (1934), João Câmara (1944), Wellington Virgolino (1929 - 1988), Anchises (1933) e José Cláudio (1932) 1965 - Organiza o 13º Salon de Poésie, no Théâtre de Plaisance 1966 - Professor de pintura da Escola de Belas Artes da UFPE 1966/1968 - Fixa residência em Brasília 1966/1968 - É professor no Instituto Central de Artes da UnB 1966 - Organiza o 14º Salon de Poésie 1967 - Organiza o 15º Salon de Poésie, na Galerie Debret 1968 - Organiza o 16º Salon de Poésie, nos Salons de la Société Ricard 1968/1970 - Volta a residir em Recife, onde mantém atelier em Boa Viagem 1968 - Responsável pela cadeira de pintura da Escola de Belas Artes da UFPE, defende a inclusão da fotografia, do cinema e da televisão no ensino da arte Atualizado em 10/08/2012 |
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