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Pedrosa, Israel (1926)
Críticas
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"Paisagista, retratista e pintor de gêneros, manteve-se sempre figurativo. No entanto, mais recentemente, tem feito experiências no âmbito da abstração geométrica (módulos de elementos decorativos), relacionadas com suas pesquisas, que já se distendem por mais de quinze anos, no campo do que dominou de cor inexistente; entre agosto e outubro de 1967 chegou a conclusões básicas nessas pesquisas, procurando demonstrar como se produz a percepção visual de cores complementares formadas por entrechoques de tonalidades de uma cor primária (...)".
Roberto Pontual
PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Apresentação de Antônio Houaiss. Textos de Mário Barata et al. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.
"Israel Pedrosa (...) é o mais intrigante dos artistas da cor. Não satisfeito com a maestria de seu aprendizado, ele dedicou-se a pesquisar a refração cromática e estudou a maneira de conduzir esta refração até torná-la visível. O artista, utilizando o pigmento (cor química) e a refração da cor (cor física), construiu uma obra extremamente rica de implicações culturais e realizou o seu mais velho sonho, o de pintar com a luz. As suas formas são estabelecidas em espaços determinados, a estrutura da forma é geométrica, a composição é sólida e, várias vezes, clássica, e o resultado é inovador. Ao domínio da refração cromática o artista denominou Domínio da Cor Inexistente. É esta inexistência, plena de vida poética e reveladora de novos horizontes cromáticos, a essência de seu trabalho e razão maior do encantamento de sua produção. A realidade é constituída e organizada com a mais sutil das referências e o além da cor torna-se cor diante de nossos olhos".
Jacob Klintowitz
KLINTOWITZ, Jacob. O ofício da arte: a pintura. Abram Szajman. São Paulo, SESC, 1987.
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