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  Boza, Mauro (1955 - 1999)  

Críticas

"Pacientemente o artista vai documentando a arquitetura de alguns bairros da Zona Leste paulistana, antes que esses locais sejam engolidos pelos espigões ou pelas favelas. Casinhas geminadas, quintais, balcões sobre as calçadas. Tudo anotado como quem sabe exatamente o que está perdendo. (...) Mas o centro das preocupações do pintor é a família. Os títulos das obras dão a indicação certa: A FAMÍLIA, CRIANÇAS NA PRAÇA, TARDE DE DOMINGO, O TELEFONE. Vemos interiores ensolados, móveis antiquados, flores, brinquedos, tias gordas, gatos preguiçosos, relógios implacáveis. Transformar assuntos banais em grande arte é tarefa para os grandes artistas. E Mauro Boza se saiu muito bem. Trabalhando com os sentidos atentos, mais a memória e a imaginação, ele nos devolve um universo totalmente estruturado, com seus costumes, suas leis próprias. Mas a verdadeira empolgação do artista é com a cor, a composição e o ritmo. (...) É o que declara o pintor. ´Às vezes desenho diretamente a natureza só para exercitar a liberdade da composição, mas muitas vezes trabalho de memória´. E quando o artista trabalha com a memória surgem seus trabalhos mais poéticos, beirando a religiosidade. Neste momento de marasmo e de reavaliações, Mauro Boza se destaca facilmente não apenas pela originalidade de seu trabalho, mas principalmente pelas suas convicções, sua segurança, sua fé".

Antonio Zago

MAURO Boza. Apresentação de Antonio Zago. São Paulo: Galeria Paulo Prado, 1988.