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Piza, Toledo (1887 - 1945)
Críticas
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"Sua pintura foi sempre marcada pela preocupação com a forma plástica, pensada sem arestas e realizada através de cor e matéria. O seu jeito de realizar a forma, lembra o procedimento comum da mão da criança adensando uma bolinha de barro. Sua franca preocupação com a iconografia nos traz a imagem vivida. O pintor diante da umidade da terra parece-nos descalço, inclinando o corpo para frente para vencer a inclinação do barranco, pronto para ler nas nuvens, a conseqüência da chuva. Fala-nos do homem ocupando a paisagem, colocada com severidade diante da pequenez dos bois e das casas".
Antonio Hélio Cabral
TRÊS pioneiros do tempo dos salões: Domingos Toledo Piza, Renée Lefevre e Hugo Adami - década de trinta. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1980, p. 5.
"Desconhecendo o Cubismo, ou a ele indiferente como aliás a outras correntes da vanguarda anterior à Primeira Guerra, ele assimilou tardiamente o Impressionismo, superando-o com a influência de Cézanne. Ao voltar em 1933, colheu a paisagem brasileira com visadas pletóricas e românticas de planos determinados e cores frias tonalizadas".
Walter Zanini
ZANINI, Walter, org. História geral da arte no Brasil. Apresentação de Walther Moreira Salles. São Paulo: Instituto Walther Moreira Salles, Fundação Djalma Guimarães, 1983.
"Domingos Viegas de Toledo Piza praticou a paisagem e a natureza-morta, sofrendo sucessivamente a influência dos impressionistas e, em começos da década de 20, a de Cézanne. (...) viveu seus últimos anos isolado, mal compreendido e pouquíssimo conhecido, para só nos últimos tempos vir passando por gradativo processo de reavaliação crítica. Suas paisagens, naturezas-mortas e cenas urbanas garantem-lhe lugar de destaque na história da pintura brasileira, de vez que embora tenha produzido relativamente pouco, tudo quanto pintou situa-se em elevado nível de qualidade".
José Roberto Teixeira Leite
LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
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