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Carvalho, Ronald de (1893 - 1935)
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Biografia Ronald de Carvalho (Rio de Janeiro RJ 1893 - idem 1935). Poeta, ensaísta e memorialista. Filho do engenheiro naval Artur Augusto de Carvalho, integrante da Revolta da Armada, 1893 a 1894, que é fuzilado pelas forças legalistas do governo Floriano Peixoto. Criado e instruído pelo avô até 1899, conclui os estudos primários e secundários aos 14 anos. Nesse período, ingressa na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais, e inicia a carreira de jornalista, colaborando com a revista A Época e o Diário de Notícias. Em 1914, vai para Lisboa, e entra em contato com o modernismo português, por meio do poeta Fernando Pessoa (1888 - 1935), dos escritores Mário de Sá Carneiro (1890 - 1916) e Luís de Montalvor (1891 - 1947) e da revista portuguesa Orfeu, editada a partir de 1915. Essa relação com os modernistas portugueses marca sua obra e o aproxima dos modernistas brasileiros. Depois de publicar, em 1919, Poemas e Sonetos e História da Literatura Brasileira, participa da Semana de Arte Moderna, em 1922, e assume o verso livre com Epigramas Irônicos e Sentimentais. Em meio aos eventos de 1922, declama o famoso poema Os Sapos, de Manuel Bandeira (1886 - 1968) cujo conteúdo ataca os poetas parnasianos. Nos seis anos seguintes, publica O Espelho de Ariel, Estudos Brasileiros, Jogos Pueris e Toda a América, marcando sua filiação à estética modernista e a preocupação com a produção teórica. Rabelais e o Riso do Renascimento e mais duas partes dos Estudos Brasileiros são seus últimos livros, pois um acidente de automóvel interrompe sua carreira, aos 41 anos. A fase de sua obra em que predominam as formas fixas se aproxima do simbolismo e do parnasianismo. No período modernista, o tom grandiloqüente e a escrita formal o distanciam dos outros integrantes do movimento.
Atualizado em 26/02/2009
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