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Castello, José (1951)

José Guimarães Castello Branco (Rio de Janeiro, RJ, 1951). Romancista, crítico, biógrafo, cronista, contista e jornalista. Filho de José Ribamar Martins Castello Branco, repórter político do jornal O Globo, estuda no Colégio Santo Inácio, de jesuítas, na capital carioca. Forma-se em jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e obtém o grau de mestre em comunicação pela mesma instituição. Inicia carreira aos 19 anos, como estagiário do Correio da Manhã. Trabalha como repórter de O Diário de Notícias e como redator do semanário Opinião. Em 1979, transfere-se para a Veja e, pouco depois, para a revista IstoÉ, onde é editor-assistente de cultura e chefe de sua sucursal carioca.

O contato com a literatura intensifica-se a partir de 1989, quando assume o cargo de editor do suplemento Ideias & Livros, do Jornal do Brasil. A convite da editora Companhia das Letras, escreve a biografia Vinicius de Moraes - O Poeta da Paixão (1993). Muda-se para Curitiba em 1994. Trabalha como cronista do jornal O Estado de S. Paulo e publica João Cabral de Melo Neto - O Homem sem Alma (1996), elaborado a partir de entrevistas feitas com o escritor pernambucano em 1991. Valendo-se da experiência no jornalismo literário, lança ainda Inventário de Sombras (1999). Estreia no romance em 2001 com Fantasmas. Em 2010, escreve novo livro de ficção, o romance Ribamar, pelo qual recebe o Prêmio Jabuti. Ministra oficinas literárias e colabora com diversos veículos, entre os quais O Globo, Valor Econômico e Rascunho. Além disso, mantém o blog A Literatura na Poltrona.

Comentário crítico

A obra de José Castello se desdobra em duas vertentes - a crítica literária, exercida há anos na imprensa escrita, e a produção ficcional, representada por seus romances, contos e crônicas. No entanto, antes de constituírem espaços de produção isolados, esses dois modos de atuação se comunicam de maneira profunda.

Suas ficções e críticas transpõem reiteradamente a fronteira entre os diferentes gêneros literários e formas de expressão, combinando a um só tempo ensaio, memória, entrevista jornalística, biografia, prosa e poesia. Por essas características, sua obra se conecta a tendências mais gerais da literatura brasileira contemporânea.

Tais procedimentos já se manifestam com força em livros como Inventário de Sombras, coletânea de perfis literários que mistura reportagem, ensaio, crítica e ficção a fim de captar a face pouco conhecida, não midiática, de escritores como Manoel de Barros (1916), Nelson Rodrigues (1912-1980), Clarice Lispector (1920-1977) e José Saramago (1922-2010).

Recurso semelhante é adotado no romance Ribamar, no qual o autor, inspirado pelo livro Carta ao Pai, do escritor tcheco Franz Kafka (1883-1924), e por suas memórias biográficas, narra a conturbada relação entre pai e filho, ao mesmo tempo em que relata sua viagem à cidade natal paterna, no litoral do Piauí, e suas impressões literárias sobre a obra de Kafka.



Atualizado em 25/02/2014