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Alencar, José de (1829 - 1877)      

Cronologia

1829 - Nasce no sítio Alagadiço Novo, Freguesia de Messejana, Ceará. Filho primogênito de José Martiniano de Alencar, deputado pela província do Ceará, e Ana Josefina de Alencar, sua prima legítima. O pai de Alencar, padre, abandona as funções sacerdotais ao casar-se com a prima, conseguindo assim receber a aceitação da sociedade e dedicar-se à política

1830 - Embarca com a família para a corte, onde o pai assume o cargo de senador

1834 - Seu pai é eleito governador do Ceará e toda a família retorna a Fortaleza

1837/1838 - Em companhia dos pais, viaja do Ceará à Bahia pelo interior das províncias e, como conta em Como e Porque sou Romancista, as impressões da viagem refletem-se profundamente em sua obra de ficção

1839 - Com o pai, nomeado senador mais uma vez, a família muda-se para o Rio de Janeiro definitivamente e Alencar inicia os estudos no Colégio de Instrução Elementar

1844/ - Transfere-se para São Paulo, estuda para os exames na Faculdade de Direito do Largo São Francisco e inicia o curso de direito em 1846

1847 - Seu pai adoece e volta para o Ceará. Alencar viaja para acompanhá-lo e freqüenta a Faculdade de Direito de Olinda, Pernambuco, para estar mais próximo dele. Amigos contam que um primeiro romance, intitulado Os Contrabandistas, é escrito e perdido nessa permanência em Olinda. Começa a sofrer os primeiros sintomas da tuberculose

1848/1850 - Completa o curso de direito em São Paulo

1850 - Volta ao Rio e inicia carreira na advocacia

1854 - Estréia como jornalista no Diário do Rio de Janeiro e, em seguida, transfere-se para o Correio Mercantil, onde assina a seção de crônicas Ao Correr da Pena

1855 - Tem uma crônica - que compara uma lista de subscritores da Estrada de Ferro D. Pedro II ao "livro negro da polícia" - censurada pelo jornal. É seu primeiro atrito com o imperador. Transfere-se então para o Diário do Rio de Janeiro que, em grave crise financeira, é comprado por Alencar e alguns amigos

1856 - Inicia a  polêmica sobre o indianismo com Cartas sobre a Confederação dos Tamoios, em que ataca o poeta preferido de dom Pedro II (1825 - 1891), Gonçalves de Magalhães (1811 - 1882). Publica seu primeiro romance conhecido, Cinco Minutos. Alencar tenta eleger-se deputado pelo Partido Liberal, mas recebe apenas dois votos

1857 - Publica O Guarani em folhetins, que lhe dá grande popularidade. Inicia sua produção teatral com as peças O Crédito, Verso e Reverso e O Demônio Familiar

1858 - Sua peça As Asas de um Anjo, depois de três dias em cartaz, é proibida pela censura por "imoralidade"

1860 - Morre o pai do escritor

1861 - Alencar contraria a tradição política familiar, liberal, e candidata-se pelo Partido Conservador, elegendo-se para a primeira de quatro legislaturas consecutivas como deputado geral pelo Ceará. Recebe convite do dramaturgo e encenador João Caetano (1808 - 1863) para escrever um drama a ser encenado no dia da independência. Entrega a peça O Jesuíta, mas João Caetano recusa-se a levá-la ao palco, irritando profundamente o escritor

1862 - Ao publicar Lucíola, o primeiro de seus "perfis de mulher", entra em polêmica com Conselheiro Lafayette, que afirma ser a personagem um "monstro moral"

1864 - Retira-se para o bairro da Tijuca para tratar da tuberculose. Casa-se com Georgiana Augusta Cochrane, filha de um médico inglês que conhece durante o retiro, primo-irmão de Lord Cochrane, mercenário inglês que esmaga a Confederação do Equador, movimento republicano liderado no Ceará pela família da mãe de Alencar. Com Georgiana, tem seis filhos, entre eles Mario de Alencar (1872 - 1925), também escritor e um dos principais amigos de Machado de Assis (1839 - 1908)

1865 - Volta a fustigar o trono em panfletos que assina como Erasmo: ataca a corrupção, a participação na Guerra do Paraguai e o projeto de emancipação dos escravos

1866 - Escreve Como e Porque sou Romancista como uma resposta satisfeita à crítica elogiosa ao seu romance, publicada por Machado de Assis no Diário do Rio de Janeiro

1868/1870 - É nomeado e exerce o cargo de ministro da Justiça no gabinete conservador

1868 - Publica nova carta aberta a Machado de Assis, desta vez recomendando-lhe  um jovem poeta baiano, Castro Alves (1847 - 1871). Candidata-se a senador em uma lista tríplice e é o mais votado

1869 - Seu nome é vetado pelo imperador dom Pedro II, por isso não assume o cargo no Senado

1870 - Carlos Gomes (1836 - 1896), baseando-se em sua obra, cria a ópera O Guarani, nos anos seguintes representada e bem recebida em várias capitais européias

1871 - Entra em polêmica (Cartas de Semprônio) com o romancista pernambucano Franklin Távora (1842 - 1888) e com o consagrado escritor português Feliciano de Castilho (1800 - 1875), mais uma vez defendendo marcos da língua nacional e o jeito "brasileiro" de escrever ficção

1872 - No prefácio ao romance Sonhos d'Ouro, intitulado Bênção Paterna, reivindica para si o papel principal e solitário da criação de uma literatura nacional

1875 - Trava debate na imprensa com Joaquim Nabuco a propósito de sua peça O Jesuíta, finalmente encenada, com fracasso de público e de crítica

1876 - Alencar vende todos os bens da família e vai com Georgiana e os seis filhos para a Europa, em busca de tratamento para sua saúde precária. Programa uma estadia de dois anos e, por oito meses, visita a Inglaterra, França e Portugal. Mas seu estado de saúde se agrava e retorna ao Brasil

1877 - Edita alguns números do semanário O Protesto, em que inicia a publicação de um novo romance em folhetins, Exhomem, no qual ataca o celibato clerical. Tem tempo de escrever apenas cinco capítulos. Morre de tuberculose no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro



Atualizado em 24/06/2010