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Bosi, Alfredo (1936)

Biografia
Alfredo Bosi (São Paulo SP 1936). Crítico e historiador literário, ensaísta e professor. Realiza seus estudos em colégios públicos e, em 1955, ingressa no curso de letras neolatinas da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo - FFCL/USP. Obtida a licenciatura, faz o curso de especialização em literatura brasileira, filologia românica e literatura italiana. Em 1961, vai para Florença, Itália, com bolsa do governo italiano. Freqüenta a faculdade de letras da universidade local, e estuda filosofia do Renascimento e estética. De volta ao Brasil, organiza e prefacia, com Nilo Scalzo, as Poesias de José Bonifácio, o Moço, e escreve duas teses que permanecem inéditas: Itinerário della Narrativa Pirandelliana, 1964, e Mito e Poesia em Leopardi (livre-docência). Paralelamente, entre 1963 e 1970, escreve na seção Letras Italianas do suplemento literário de O Estado de S. Paulo. Em seguida, aproxima-se do principal objeto de seus estudos, a literatura brasileira, com O Pré-Modernismo e a História Concisa da Literatura Brasileira. Após a publicação deste último, transfere-se para o Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da USP, e assume a cadeira de literatura brasileira, da qual se torna titular em 1985. Politicamente, participa de grupos militantes dos anos 1970, atuando em Osasco, São Paulo, ao lado de pastorais operárias. Em 1988, lança Céu, Inferno, que funde seus interesses revelados em estudos - as literaturas brasileira e italiana. Seu livro Dialética da Colonização, de 1992, traduzido para o espanhol e francês, mostra a amplitude de um olhar crítico que vê a literatura e sua hermenêutica dentro de um panorama amplo, transformando a história da literatura em análise profunda da sociedade brasileira. Literatura e Resistência, publicado em 2002, apresenta um padrão predominante em suas análises críticas: o reconhecimento da grande literatura como ruptura aos modelos da ideologia dominante. Embora a importância de seu trabalho gere convites para lecionar em diversas instituições, como a École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris, onde efetivamente atua em 1993, 1996 e 1999, é na USP que progride sua trajetória acadêmica, encarregado de atividades administrativas e culturais. Integra o conselho da editora universitária, edita a revista Estudos Avançados, participa da direção do Instituto de Estudos Avançados - IEA, entre 1997 e 2005, coordena a Comissão de Defesa da Universidade Pública, em 1998 e 1999, e preside a Comissão de Ética da USP em 2002. Desde 2003 ocupa a cadeira número 12 da Academia Brasileira de Letras - ABL.



Atualizado em 27/04/2011