Biografia
Sérgio Ricardo de Carvalho Santos (São Paulo SP 1967). Diretor, autor e crítico. Encenador voltado aos recursos épicos do espetáculo, um dos fundadores da Companhia do Latão. Colabora, eventualmente, para jornais e revistas, como crítico ou ensaísta do universo das artes cênicas.
Após uma formação em jornalismo, Sérgio efetua seu mestrado na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP, tomando como tema o teórico Anatol Rosenfeld. Assina a dramaturgia de Paraíso Perdido, primeira montagem de Antônio Araújo com o Teatro da Vertigem. Torna-se, a seguir, um dos fundadores da Companhia do Latão, que lança, em 1996, sua primeira produção: Ensaio para Danton, baseada em texto de Georg Büchner.
No ano seguinte, incide sobre o próprio ato de se fazer teatro em Ensaio sobre o Latão, um metatexto de Bertolt Brecht, mais uma vez deixando em aberto diversos procedimentos cênicos, enfatizando a característica de ensaios que revestem sua poética. Surge, em 1998, Santa Joana dos Matadouros, nova incursão sobre o teatrólogo alemão e novos enfoques para a narratividade épica. O Nome do Sujeito é uma dramaturgia sua e de seu parceiro na direção do grupo, Márcio Marciano, sobre a obra de Gilberto Freyre, criação do mesmo ano.
Em 2000, Sérgio lança A Comédia do Trabalho, centrando o foco de suas atenções sobre as relações de produção, seu objeto de pesquisa para a Bolsa Vitae de Artes. O Brasil Colônia, tema de fundo de Auto dos Bons Tratos, sobe à cena em 2002.
É professor de teoria do teatro e literatura dramática no Departamento de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp.
Sobre a atuação do grupo sob a coordenação de Sérgio de Carvalho, declara João Pedro Stédile, um dos coordenadores do Movimento dos Sem Terra: "Temos acompanhado a trajetória artística e cultural destes corajosos meninos e meninas da Companhia do Latão. Vemos neles, além do profissionalismo com que encaram sua missão, aquela generosa dedicação, dos que se entregam de corpo e alma e conseguem colocar a cultura e a arte a serviço da conscientização da nossa sociedade. Nosso país está precisando cada vez mais de Companhias do Latão do que as companhias a quem nosso governo entregou nossa economia".1
Notas
1. STEDILE, João Pedro. Depoimento sobre a atuação da Companhia. In: SANTA JOANA DOS MATADOUROS. Direção Sérgio de Carvalho. São Paulo, 1998. 1 folder. Programa do espetáculo apresentado em 1998.
Atualizado em 02/06/2010