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Enciclopédia Itaú Cultural de Teatro
Biar, Célia (1918 - 1999)

Biografia

Célia Raphaella Martins Biar (São Paulo SP 1918 - idem 1999). Atriz. Trabalhando dentro do moderno teatro brasileiro, Célia Biar torna-se uma atriz característica da alta comédia.

Filha da modista Beatriz Biar, muito jovem está integrada ao Grupo de Teatro Experimental, dirigido por Alfredo Mesquita, na montagem de Pif-Paf (A Dama de Copas), de Abílio Pereira de Almeida, em 1947. Participa da produção de A Noite de 16 de Janeiro, em 1949, profissionalizando-se no Teatro Brasileiro de Comédia, TBC, no mesmo ano, com Nick Bar...Álcool, Brinquedos, Ambições, de William Saroyan, com direção de Adolfo Celi. Desde então, Célia tem participação ativa no elenco da companhia, surgindo com ênfase especialmente nas comédias sofisticadas. Ainda em 1949, está em Arsênico e Alfazema, de Joseph Kesselring, e Luz de Gás, de Patrick Hamilton, ambas dirigidas por Celi; Ele, de Alfred Savoir; O Mentiroso, de Carlo Goldoni, e Os Filhos de Eduardo, de Marc-Gilbert Sauvajon - esta última de 1950 - todas com o diretor Ruggero Jacobbi. Neste ano integra os elencos de O Cavalheiro da Lua, de Marcel Achard, e Lembranças de Bertha, de Tennessee Williams, conduzidos por Ziembinski; Do Mundo Nada Se Leva, de Kaufman e Moss Hart, direção de Luciano Salce, produções de 1950. No ano seguinte, está em Seis Personagens à Procura de um Autor, de Luigi Pirandello, bem-sucedida encenação de Celi; Convite ao Baile, de Jean Anouilh, direção de Salce; Harvey, de Mary Chase, direção de Ziembinski. Relações Internacionais, de Noel Coward, dirigida por Cacilda Becker; Inimigos Íntimos, de Pierre Barillet e J. P. Grédy, mais uma direção de Salce e Vá com Deus, de John Murray e Allen Boretz, pelo diretor Flaminio Bollini, são as montagens de 1952. Em 1953, Divórcio para Três, de Victorien Sardou, direção Ziembinski; Treze à Mesa, de Marc-Gilbert Sauvajon, direção de Ruggero Jacobbi; Se Eu Quisesse, de Geraldy e Spitzer, novamente Ziembinski. Uma Mulher do Outro Mundo, de Noel Coward, e Santa Marta Fabril S. A., de Abílio Pereira de Almeida, ambas dirigidas por Celi em 1954 e 1955. O Sedutor, de Diego Fabbri, direção de Eugênio Kusnet; A Casa de Chá do Luar de Agosto, de John Patrick, e Gata em Teto de Zinco Quente, de Tennessee Williams, as duas últimas concepções de Maurice Vaneau, são as suas realizações na temporada seguinte. Adorável Júlia, de Marc-Gilbert Sauvajon, direção Ziembinski, 1957, e A Dama de Copas (Pif-Paf), de Abílio Pereira de Almeida, direção de Armando Paschoal, 1958, são seus últimos trabalhos no TBC.

Faz uma participação na Companhia Brasileira de Comédia, em Folha de Parreira, de Jean-Bernard Luc, de 1955. Com o Pequeno Teatro de Comédia, sob a direção de Antunes Filho, integra a montagem de Pic-Nic, de William Inge, em 1959. Na Companhia Nydia Licia está, em 1961, em Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, com direção de Amir Haddad, e Um Elefante no Caos, de Millôr Fernandes; em 1964, volta à companhia para fazer Um Apartamento Indiscreto, de Claude Magnier, outra direção de Amir.

No Rio de Janeiro, em 1966, participa de duas produções: Sinistra Comédia, de Harold Pinter, direção de Flávio Rangel e Oh, que Delícia de Guerra!, espetáculo que projeta o diretor Ademar Guerra. Após longo afastamento fazendo TV, volta aos palcos em 1974 na produção de Dr. Knock, de Jules Romains, ao lado de Paulo Autran; assim como, em 1979, para fazer Teu Nome É Mulher.

Entre as novelas de sucesso que integram seu currículo, os destaques são Final Feliz, 1982; Brega e Chique, 1987; Locomotivas, 1977; Corrida do Ouro, 1974, entre outras.



Atualizado em 11/10/2007
 
 
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  literatura - nomes
  Rangel, Flávio (1934 - 1988)