A cantora Bruna Caram sobe ao palco, acompanhada pelos músicos Bernardo Goys (baixo), Ivan Teixeira (teclados), Luciano Lobato (bateria) e Norberto Vinhas (guitarra), com o espetáculo Esquenta 90, no qual mostra releituras de grandes hits nacionais – do axé, do pagode e do sertanejo – que marcaram a sua geração e foram trilha sonora dos anos 1990, além de canções autorais.

“Esse show é um presente que dou a mim mesma. Nele conto a história dos meus primeiros amores, carnavais, das primeiras emoções da minha adolescência, do meu primeiro pé na bunda e do meu primeiro beijo”, conta Bruna Caram. “Tudo isso está pontuado por canções extremamente populares, que fizeram muito sucesso no final da década de 1990, e por composições minhas, como ‘Boa Companhia’, que fiz em parceria com a Roberta Sá.

Bruna, que também é atriz e poeta, explica que a ideia de montar o show veio da vontade de fazer algo mais popular depois de seu último disco – Multialma (2016), autoral – e de recriar, como intérprete e compositora, as músicas que sempre gostou de cantar e tocar sozinha e que a influenciaram como pessoa e artista.

“Acho que essa escolha talvez tenha sido um movimento natural de opostos. Primeiro eu lancei um disco autoral e depois veio o desejo de fazer algo popular. De certa forma, fui esbarrando nessas canções, nos últimos anos, e elas me trouxeram algo, me levaram para um lugar importante, de extrema emotividade, passionalidade e que mexe com a memória afetiva – o que mais busco nas minhas composições”, diz. “De alguma maneira, essa canção popular dos anos 1990 não está tão longe da minha própria canção. Tanto uma como a outra são muito francas, abertas.”

A artista, que já havia feito um mergulho no universo sertanejo em Multialma, acrescenta que a escolha do repertório de Esquenta 90 – composto, entre outras, de “Evidências”, “O Canto da Cidade”, “Anunciação” e “Me Apaixonei pela Pessoa Errada” – não foi fácil de ser feita, já que são muitos os sucessos da época não só do sertanejo, mas também dos demais gêneros. Além disso, com o show, ela decidiu fazer uma espécie de provocação para acabar com a ideia de que a MPB se afastou das pessoas.

“Foi difícil a escolha do repertório para o espetáculo. A minha ideia era apenas homenagear canções que gosto. Mas durante a seleção muita coisa caiu, apareceu e me surpreendeu”, conta Bruna Caram. “Eu e a banda fizemos, por exemplo, uma versão em bossa nova da música “Essa Tal Liberdade”, do grupo Só pra Contrariar, que me dá vontade de chorar toda vez que canto. Assim como “Beleza Rara”, da Banda Eva”, fala. “Sempre gostei de passear pela música brasileira como um todo, cantando não só gêneros musicais, mas histórias. E a canção de certo ano é não só um documento histórico, mas também um gatilho emocional, o que, para mim, é o que mais vale.”

Bruna Caram [com interpretação em Libras]
sábado 5 de maio de 2018
às 21h
[duração aproximada: 80 minutos]

ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

[livre para todos os públicos]

Os ingressos podem ser adquiridos pelo site Ingresso Rápido, em seus pontos de venda e pelo telefone 11 4003 1212. Também estão à venda na bilheteria do Auditório Ibirapuera, nos seguintes horários:
sexta e sábado das 13h às 22h
domingo das 13h às 20h