Sonia Sobral, Ana de Fátima e Marcos Cuzziol receberam o público (foto: Ivson Miranda)

 

Dessa vez, foi o público que veio à sede do Itaú Cultural, em São Paulo, para esclarecer dúvidas sobre o novo formato do Rumos, no dia 8 de outubro.

Ana de Fátima, gerente do núcleo de Comunicação, Sonia Sobral, gerente do núcleo de Artes Cênicas, e Marcos Cuzziol, gerente da área de Inovação, foram os responsáveis por conversar com a plateia – os dois últimos integram a comissão de seleção. Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, também ajudou, da plateia, a tirar as dúvidas sobre a inscrição dos projetos.

Da plateia, Eduardo Saron ajudou a responder as perguntas do público (foto: Ivson Miranda)

 

Com cem pessoas presentes na sala, o evento contou ainda com transmissão on-line.

Na introdução, para justificar as mudanças, Ana de Fátima contou: “Nosso diretor, Eduardo Saron, gosta de mexer em time que está ganhando. No ano passado começamos a repensar o Rumos. Temos muito orgulho dos 16 anos do programa, mas ele precisava mudar. Nós continuaríamos a fazer diferença no cenário antigo, mas decidimos ousar um pouco mais.”

Entre as principais mudanças está a diminuição das regras de participação, para que produções que não se encaixam no formato clássico de edital possam participar. O Rumos também não é mais segmentado por área de expressão artística e tem uma comissão de seleção multidisciplinar, formada por profissionais do Itaú Cultural e de várias outras áreas. “A ideia é que essa comissão não seja fria. Ela vai orientar os artistas e dialogar com eles, se necessário”, explica Ana de Fátima.

Perguntas

O público presente lançou questões variadas. Entre elas, a dúvida sobre inscrições de cooperativas. Foi explicado que é possível inscrever um projeto por CPF e um projeto por CNPJ. Recomendou-se ainda que o artista se inscreva como pessoa física e, caso selecionado, assine o contrato através da cooperativa. “Um artista pode se inscrever com seu CPF e fazer parte do projeto de outro proponente. O sistema só vai cancelar projetos com CPFs ou CNPJs idênticos”, explicou Sonia Sobral. Duas pessoas da mesma cooperativa também podem vir a ser selecionadas como pessoa física.

Questões sobre o valor dos projetos também foram feitas e foi esclarecido que para 2014 estão previstos 10 milhões e meio de reais, lembrando que muitos projetos talvez nem comecem a ter gastos no ano que vem e que cada um tem o seu cronograma específico.

Uma das questões presentes no formulário de inscrição gerou perguntas: “Como você acha que o público vai acessar o seu trabalho?” A dúvida era: a questão tratava da difusão ou de como o público vai receber o trabalho como conceito. A resposta: a questão é aberta mesmo e vale considerar os dois aspectos na hora de se inscrever.

Veja mais fotos abaixo. Crédito: Ivson Miranda.