Entre os dias 16 e 17 de março de 2017, o Itaú Cultural realizou o Seminário de Memória, Resistência e Políticas Culturais na América Latina. O evento reuniu pesquisadores, gestores culturais, artistas e ativistas do continente latino-americano em quatro mesas de debate e um workshop. Durante esse ciclo, o Observatório conversou com alguns dos participantes sobre a importância das políticas culturais para a memória, além de conhecer mais a atuação particular de cada um. Nesta primeira entrevista, Márcio Farias comenta os desafios da preservação da memória afro no Brasil e analisa instrumentos dessa luta, como o samba e a roda de samba.

Márcio Farias é graduado em psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestre e doutorando em psicologia social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). É coordenador do Núcleo de Pesquisa e Estudos Afro-Americanos (Nepafro), parecerista em comissões de avaliação de projetos da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e colaborador do Instituto Amma Psique e Negritude. Compõe a equipe de coordenação do núcleo de educação do Museu Afro Brasil e desenvolve estudos sobre pensamento social latino-americano e relações raciais, África, capitalismo e imigração.

 

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Sonia Troitiño, coordenadora do Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Cedem/Unesp), fala sobre a importância de políticas culturais voltadas para a memória e sobre a atuação da instituição em que trabalha como equipamento cultural.