Gravado em Brasília, este primeiro episódio do Discoreografia na Estrada entrevista a coreógrafa portuguesa Vera Mantero, que encerrou a turnê brasileira da peça Os Serrenhos do Caldeirão. Na conversa com Elisabete Finger, ela fala da presença da música em seus trabalhos, da parceria com músicos e das peças que são de fato concertos musicais. Vera, que diz ter aprendido música escutando discos (muitos deles brasileiros), soltou a voz no estúdio e cantou Caetano Veloso e Elis Regina, entre outros.

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Veja Mantero estudou dança clássica e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Começou a carreira coreográfica em 1987 e desde 1991 tem mostrado seu trabalho na Argentina, no Brasil, no Canadá, na Coreia do Sul, nos Estados Unidos e em Cingapura e por toda a Europa.

Apresentado e idealizado por Elisabete Finger, o Discoreografia – Música, Dança e Blá-Blá-Blá é um programa de web-rádio em que artistas falam de suas obras e de seus processos criativos por meio da música. Em cada programa, um convidado diferente apresenta sua discografia pessoal costurada por histórias, memórias e projetos. O objetivo do programa é ser um encontro, no velho estilo rádio, para escutar música e falar sobre como ela embala criações coreográficas, performáticas, teatrais, visuais, literárias, filosóficas.

Elisabete Finger é performer e coreógrafa. Atualmente, mora e trabalha em São Paulo (SP) e em Berlim (Alemanha), realizando projetos solo e colaborações com outros artistas. Transita entre os campos da dança, da performance e das artes visuais. Com Discoreografia, começa uma aventura no mundo da web-rádio.

Concepção, curadoria e apresentação: Elisabete Finger
Edição: Estúdio Zut (Gabriel Piotto)
Realização: Itaú Cultural e Ministério da Cultura
Imagem: Vera Mantero

Título: Separados Frutos

Músicas:
1. Fragmento da trilha sonora de “A Dança do Existir” – Vera Mantero e Sérgio Pelágio
2. “Sonhos” – Peninha (versão de Caetano Veloso)
3. “Canção da Roda” – presente na peça Os Serrenhos do Caldeirão, Exercícios em Antropologia Ficcional
4. “O Bêbado e a Equilibrista” – João Bosco & Aldir Blanc (versão de Elis Regina)
5. “Ruby, My Dear” – Thelonious Monk
6. “Mercedez Benz” – Janis Joplin (versão de Sérgio Pelágio)
7. “Heaven” – David Byrne e Jerry Harrison (versão de Mark Lewis & The Standards)