Um desafio: você aceita construir objetos a partir de seus próprios desenhos? Não, não precisa ser um mestre das linhas nem tampouco almejar um futuro unido ao lápis e ao papel. A atividade, relacionada à exposição Ser Estar – Sergio Rodrigues, traz um ateliê aberto, cujo objetivo é aproximar o público de conceitos expressos na mostra. Tudo de maneira acessível e voltado para diferentes faixas etárias. “A ideia é que o participante passe pelo traçado primeiro (que funciona como um projeto) para, depois, chegar à etapa de construção, uma tentativa perto de um protótipo”, explica Raphael Giannini, integrante do Educativo do Itaú Cultural. Vivenciar esse percurso possibilita uma melhor compreensão do método de trabalho do criador da poltrona Mole – processo, aliás, concebido por ele desde a feitura de brinquedos quando criança. Assim, de concepções particulares, cada um pode chegar, por meio dos materiais disponibilizados, a um objeto final.

Um dos pontos que se coloca à superfície é o da organização: “O desenho é uma forma de ordenar pensamentos, anotações e tópicos que requerem atenção ou importância”, afirma Raphael. Entretanto, arranjo não é sinônimo de imutabilidade. No andar da trajetória surgem mudanças, mas elas não diminuem, em momento algum, a função do esquema prévio. Planejamento e modificações são fases inerentes à materialização de qualquer invento. Estágios que preenchem o entre do desenho à criação.


Do Desenho à Criação [com interpretação em Libras]
domingos 24 de junho e 1, 8, 22 e 29 de julho de 2018
às 15h
[duração aproximada: 180 minutos]
Piso -1 – Rotativo e sujeito a lotação do espaço (20 pessoas)

Entrada gratuita

[livre para todos os públicos]

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