Já que estrangeiros podem participar do Rumos, nada mais justo que as informações sobre o programa ultrapassassem terras tupiniquins. Pensando nisso, representantes do Itaú Cultural estenderam suas atividades em outros países para conversar sobre a nova versão do Rumos.

Claudiney Ferreira, gerente do Núcleo de Audiovisual e Literatura, viajou em outubro com o Conexões Itaú Cultural para três cidades alemãs: Wiesbaden, Berlim, Frankfurt e Viena, na Áustria. O foco central dos eventos era o alcance da literatura brasileira no exterior. Discutiram, entre outros temas, o processo criativo da escrita, a tradução e a adaptação cinematográfica, mas também houve espaço para uma conversa sobre o Rumos.

Além da possível participação de estrangeiros na seleção, Claudiney destacou que um dos objetivos era divulgar o programa para a imensa comunidade brasileira no exterior. “A ideia é criar conexões e diálogos internacionais, além de lançar outros olhares sobre a cultura brasileira”, complementa. Somando o público de todos os encontros, essa divulgação alcançou cerca de 180 pessoas.

Um mês antes, em setembro, Jader Rosa, coordenador do Núcleo de Comunicação, e Sofia Fan, gerente do Núcleo de Artes Visuais, desembarcaram em Londres para participar do Congresso AGI. A Alliance Graphique Internationale (AGI) é uma associação sediada na Suíça e que agrupa os melhores designers gráficos de todo o mundo. Uma vez por ano esses grandes nomes se reúnem no Congresso AGI que acontece sempre em um país diferente. Durante a viagem Jader e Sofia visitaram instituições como a Tate Modern, a Gasworks e a Saint Martins College para apresentar o Rumos e difundir as novas possibilidades do processo seletivo.

A América do Sul também foi contemplada por uma dessas visitas. Sonia Sobral, gerente do Núcleo de Artes Cênicas, esteve em Quito, capital do Equador, para participar como jurada de um projeto de incentivo às artes do Ministério da Cultura. Sonia concedeu uma entrevista ao jornal El Telégrafo sobre o surgimento do Rumos e o porquê de o programa propor novas possibilidades. “No formulário de inscrição da nova versão do programa, o artista descreve livremente seu projeto sem ter de adaptá-lo a um formato. Com isso podemos observar as necessidades reais dos criadores sem forçá-los a se adaptarem a sistemas predefinidos. Não há arte sem liberdade”, enfatizou Sonia.