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19 de junho: Dia do Cinema Brasileiro

19 de junho de 2017

Em 19 de junho de 1898, a bordo do navio Brésil que vinha de Bordeaux, França, com destino ao Rio de Janeiro, estava o italiano Afonso Segreto. Na Europa, ele havia feito um curso de operação de cinematógrafos e, na travessia até o Brasil, trazia um dos tais aparelhos. Antes de desembarcar, Segreto registrou sua chegada. As imagens da Baía de Guanabara que o italiano gravou naquele dia seriam as primeiras gravadas em território nacional, marcando o início do cinema no país. Uma referência, o feito de Segreto transformou o dia 19 de junho na data em que se comemora o Dia do Cinema Brasileiro.

Veja também na Agenda:
>> Todos os Gêneros: Mostra de Arte e Diversidade – Mostra de Curtas e Cenas Comentadas
>> Ciclo de Longas Todos os Gêneros no Canal Itaú Cultural

Desde 1898, o cinema brasileiro cresceu intensamente e marcou a história da produção cultural brasileira com filmes de ficção e não ficção, documentários, longas e curtas-metragens dos mais diferentes gêneros. Nessa trajetória, diversos diretores e diretoras se destacaram, comandando filmes importantes e revolucionários para o cinema nacional. Três deles tiveram suas obras homenageadas pelo programa Ocupação, empreendido pelo Itaú Cultural desde 2009: Rogério Sganzerla, Nelson Pereira dos Santos e Luiz Sergio Person.

Sganzerla foi crítico de cinema, depois diretor. Casado com a atriz Helena Ignez, realizou 25 filmes que dialogavam de forma crítica e criativa com a realidade brasileira. Sua obra-prima, o longa O Bandido da Luz Vermelha (1968), foi realizado quando o diretor tinha apenas 22 anos. Já Person foi ator, diretor, roteirista, publicitário. Morreu jovem, aos 39 anos, deixando apenas quatro filmes, o mais célebre, São Paulo Sociedade Anônima (1965), O Caso dos Irmãos Naves (1967), Panca de Valente (1968) e Cassy Jones – O Magnífico Sedutor (1972), e o sonho de um quinto, que nunca chegou a ser rodado, A Hora dos Ruminantes.

Luiz Sergio Person foi um dos nomes que marcou o movimento do Cinema Novo que, por sua vez, teve como um de seus precursores o diretor, roteirista, ator e professor Nelson Pereira dos Santos. Único cineasta vivo entre os três, Santos dirigiu obras como Rio 40 Graus (1955), Vidas Secas (1963) e Memórias do Cárcere (1984), os dois últimos baseados nas obras literárias de Graciliano Ramos, e Como Era Gostoso Meu Francês (1971). Foi também o primeiro cineasta a fazer parte da Academia Brasileira de Letras.

No site do programa Ocupação estão reunidos fotografias, entrevistas, documentos, trechos de filmes, áudios, textos, ilustrações, entre outros materiais que contam as histórias de vida de Sganzerla e de Person, passando por suas trajetórias pessoais e profissionais. No Canal, o próprio Santos, em uma série de vídeos, conta como surgiu seu interesse por cinema e fala sobre a profissão de cineasta, suas influências e algumas de suas obras que se destacaram na história do cinema brasileiro.

Acesse o conteúdo completo de todas as Ocupações em itaucultural.org.br/ocupacao.

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