Além da Agenda

Móbile de Alexander Calder é exposto no Itaú Cultural até 7 de dezembro

21 de agosto de 2014

Em 1930, o norte-americano Alexander Calder (1898-1976) visitou o ateliê do holandês Piet Mondrian (1872-1944) em Paris e ficou maravilhado com o que viu. Olhando para as paredes do estúdio, cheias de retângulos de diferentes tamanhos e cores – como as famosas obras do pintor –, o ex-engenheiro mecânico pensou: “que bacana seria se isso tudo se movesse”.

Até então, Calder vinha se dedicando à produção de esculturas de arame – e ganhando certo prestígio graças a essa produção. Pequenas representações de pessoas ou bichos, muitas delas faziam parte do Cirque Calder – um circo em miniatura com o qual o artista fazia uma série de performances, manipulando os diminutos acrobatas, contorcionistas, domadores, feras… A visita ao ateliê de Mondrian, no entanto, o fez se lançar de cabeça na arte abstrata; e inventar um tipo de escultura: um tipo de escultura que se move.

Formadas por várias placas de metal interligadas – e suspensas por um fino fio de arame –, essas obras foram batizadas de “móbiles” pelo francês Marcel Duchamp (1887-1968), aquele que revolucionou a história da arte ao transformar objetos como um urinol e uma roda de bicicleta em peças de exposição. Móbile, móbil, móvel: a mais suave brisa é capaz de fazer com que essas leves e planas placas de metal se movam no espaço, como se fossem planetas – das mais diferentes formas, coloridos ou não – no sistema solar. Calder gostava bastante de astronomia, por sinal.

Para saber mais sobre a trajetória do artista, acesse o site da Fundação Calder. E, para ver um móbile de perto, dê uma passada no Itaú Cultural. Propriedade do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo (IABsp), a obra Black Widow [Viúva Negra], de, aproximadamente, 1948, é exposta por aqui – Avenida Paulista, 149, São Paulo – até o dia 7 de dezembro.

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