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Linha Única na França

14 de abril de 2015

As adaptações audiovisuais de microcontos do projeto Linha Única, selecionado do Rumos 2013-2014, foram exibidas na Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3, na França. Os vídeos, produzidos pela equipe do Itaú Cultural, com base no texto de João Anzanello Carrascoza e acompanhamento do autor, foram lançados neste blog em janeiro. São dois curtas, cada qual sobre três textos.

As exibições aconteceram no colóquio La Littérature Brésilienne Aujourd’hui en France: Auteur, Éditeur, Traducteur [A literatura brasileira na França hoje: autor, editor, tradutor], em março. Dez dos 48 escritores brasileiros presentes no Salão do Livro de Paris foram chamados para conversar sobre traduções de suas obras para o francês com estudantes daquela universidade.

Carrascoza tratou de Aos 7 e aos 40, em debate com a editora e tradutora do livro no país, Paula Sanot, e com mediação da professora Olinda Kleiman.

Participaram também do evento os escritores Antonio Torres, Sérgio Rodrigues, Fernando Morais, Ana Maria Machado, Nélida Piñon e Luiz Ruffato, entre outros.

Veja abaixo uma entrevista com o escritor sobre o evento e as adaptações.

Como foi a recepção das exibições? Você recebeu algum comentário?

Os comentários que recebi, escritos ou orais, atestam que as pessoas apreciaram os vídeos, ressaltando a originalidade da iniciativa. Em geral, há pequenos filmes de divulgação cultural, no formato de comerciais publicitários, como clipes, trailers de peças de teatro e performances de arte urbana, mas não de curtíssima metragem como esses, inspirados em obras literárias.

Que diferenças você percebe, como autor, entre a versão fílmica e o texto original? São tipos de experiência distintos ou se aproximam?

Cada meio permite certa singularidade na recepção, acionando nossos sentidos para o mundo sensível à sua maneira. De forma que a versão audiovisual é uma nova obra, um novo tecido de signos, cujos fios, reconheço, foram emprestados de meus microcontos.

Comente seu ponto de vista, como foi a produção das adaptações.

Gostei muito das adaptações fílmicas, pois expandem a ficção dessas minhas histórias minúsculas. Não restringem seu universo fabular, apresentando cenas e imagens literais, que só ratificariam a trama, mas, ao contrário, propõem novas possibilidades de interpretação e fruição estética.

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