O Itaú Cultural apresenta, de 31 de agosto a 23 de outubro, a exposição Calder e a Arte Brasileira. Com curadoria de Luiz Camillo Osorio, a mostra traz à tona a influência do artista norte-americano Alexander Calder (1898-1976) na formação do neoconcretismo no Brasil.

Com 60 obras no espaço expositivo, a exposição revela ­– além de importantes trabalhos da trajetória de Calder – produções de 14 artistas brasileiros marcados direta ou indiretamente pela produção do escultor, como Abraham Palatnik, Antonio Manuel, Cao Guimarães e Rivane Neuenschwander, Carlos Bevilacqua, Ernesto Neto, Franklin Cassaro, Hélio Oiticica, Judith Lauand, Lygia Clark, Lygia Pape, Luiz Sacilotto, Waltercio Caldas e Willys de Castro.

Santos (1956), de Alexander Calder. Óleo sobre compensado | Calder Foundation, New YorkObjeto Cinético (1986) de Abraham Palatnik. Tinta industrial, madeira, fórmica, metal e motor | Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp), Fundo para aquisição de obras para o acervo MAM-SP - PirelliNaveMeditaFeNuJardim (2015 Ed. 3/3), de Ernesto Neto. Aço corten, porcelana, plantas, tecido, algodão, crochê de corda de poliéster e bola de cristal | Cortesia Galeria Fortes Vilaça, São PauloAscensão (1959), de Willys de Castro. Óleo sobre tela | Acervo Banco ItaúSem título (2002), de Waltercio Caldas. Esmalte sobre aço inoxidável | Acervo Banco Itaú

Pioneiro da arte cinética, Calder se destacou, entre outros aspectos, por dar leveza e movimento a materiais como o aço e o arame – assim como pelo jogo entre a disciplina e o improviso, ou entre o rigor intelectual e o movimento, que na década de 1950 afetou destacadamente a arte contemporânea brasileira, energizando a produção artística local.

Alexander Calder nasceu no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Graduou-se em engenharia mecânica, iniciou seus estudos em arte em Nova York e desenvolveu seus trabalhos principalmente em Paris. Apesar de ter se fixado nesses lugares, sua influência difundiu-se amplamente no universo artístico internacional e no Brasil em especial.

Calder esteve no Brasil pela primeira vez em 1948, quando das exposições individuais no Rio de Janeiro e em São Paulo. Notavelmente, suas obras foram depois incluídas na primeira e na segunda bienais de arte de São Paulo, e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) realizou uma mostra individual de seu trabalho em 1959. Ao todo, Calder visitou o país em três ocasiões, fazendo amizade com renomados artistas e arquitetos brasileiros, como Roberto Burle Marx, Rino Levi, Henrique Mindlin, Heitor dos Prazeres e Lina Bo Bardi.

Calder e a Arte Brasileira
quinta 1 de setembro a domingo 23 de outubro de 2016
terça a sexta 9h às 20h [permanência até as 20h30]
sábado, domingo e feriado 11h às 20h
pisos 1, -1 e -2

Entrada gratuita
[livre para todos os públicos]