cultura e conflito
ter 17 a sex 20 out 2006
O evento Ruas abriga o Antídoto - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito, parceria do Itaú Cultural com o Grupo Cultural AfroReggae, do Rio de Janeiro. O fórum de discussão conta com a presença de pensadores e atores sociais da Colômbia, Estados Unidos, França, Israel, Líbano, México, Peru e Sérvia, além de representantes brasileiros.
O objetivo do seminário é ressaltar o papel da cultura e da arte como antídoto para os conflitos sociais, econômicos, étnicos, religiosos. Elas podem e devem fazer parte de qualquer iniciativa de intervenção em situações de risco humano, em complemento a ações sociais, medidas econômicas ou de infra-estrutura, já que trabalham com a transformação das pessoas por meio da subjetividade, da criatividade e do despertar de habilidades que ampliam seus horizontes.
antídoto - seminário internacional de ações culturais em zonas de conflito
terça 17
14h30 mesa 1 origem dos conflitos
com rodrigo montoya (peru) e betty mindlin (brasil)
Como as comunidades indígenas da região amazônica lidam com os conflitos envolvendo suas terras.
Rodrigo Montoya é professor de antropologia da Universidad Nacional Mayor de San Marcos.
Betty Mindlin é antropóloga e atua em projetos e pesquisas com os índios da Amazônia.
19h30 mesa 2 a informação e os conflitos
com fran ilich (méxico) e jailson de souza e silva (brasil)
A forma estereotipada com que os conflitos são noticiados pela imprensa revela mais a visão de quem produz a informação do que de quem a vive. Como garantir imparcialidade e dar direito de voz a todos os envolvidos em conflitos?
Fran Ilich é escritor e editor de publicações impressas e eletrônicas sobre cultura digital.
Jailson de Souza e Silva é diretor de projetos do Centro de Educação e Ações Solidárias da Maré e coordenador geral do Observatório de Favelas do Rio de Janeiro.
quarta 18
14h30 mesa 3 a ausência do verbo brincar: crianças armadas
com shai schwartz (israel) e tim cunningham (estados unidos)
Como as crianças reverberam a violência em ambientes em conflito. Adultas precocemente, elas deixam de brincar e passam a reproduzir comportamentos inadequados à infância.
Shai Schwartz é contador de histórias, ator, dramaturgo e diretor.
Tim Cunningham integra a organização humanitária Palhaços sem Fronteiras, com ações em zonas de conflito em todo o mundo.
19h30 mesa 4 a juventude não conhece muros
com celso athayde (brasil) e veran matic (sérvia)
Como o espírito libertário dos jovens é fonte de transformação da realidade de áreas conflituosas.
Celso Athayde fundou a Central Única das Favelas, Cufa, no Rio de Janeiro, e foi um dos diretores e produtores do documentário Falcão - Meninos do Tráfico, ao lado de MV Bill.
Veran Matic é jornalista atuante na imprensa alternativa e jovem da Sérvia. Fundou a B92, a primeira rádio independente de seu país, banida na Guerra da Bósnia.
quinta 19
14h30 mesa 5 transformadores sociais: a valorização dos indivíduos
com josé júnior (rio de janeiro), renato vieira (minas gerais) e sueli carneiro (são paulo)
Experiências que enfocam o potencial de cada indivíduo independentemente de sua situação social.
José Júnior é um dos fundadores e coordenador-executivo do Grupo Cultural AfroReggae.
Renato Vieira, coronel de polícia, trabalha o ativismo social de policiais em favelas mineiras.
Sueli Carneiro integra a ONG Geledés - Instituto da Mulher Negra.
19h30 mesa 6 as comunidades
com haidy duque (colômbia) e ferréz (brasil)
Transformações operadas por projetos culturais em comunidades imersas em problemas como o narcotráfico e a violência.
Haidy Duque criou a organização Taller de Vida e atua na recuperação psicológica de populações abaladas pela opressão de narcotraficantes e pela agressividade das Farcs na Colômbia.
Ferréz é escritor, autor de Capão Pecado e Manual Prático do Ódio, que narram a rotina de violência na periferia paulistana.
sexta 20
14h30 mesa 7 a educação no conflito
com marie-agnès beau (frança), luís roberto ferreira e priscila cruz (brasil)
Guerra, tráfico, xenofobia. Como os projetos educacionais podem mudar essas situações?
Marie-Agnès Beau é psicóloga. Sua atuação como agitadora cultural ligada ao hip-hop teve relevância nos conflitos vividos por Paris em 2005.
Luís Roberto Ferreira é publicitário. Diretor de Responsabilidade Social do Grupo YPY e coordenador-geral da Associação de Empreendedores Amigos da UNESCO, atua na área social desde 1997.
Priscila Cruz é coordenadora executiva do Todos Pela Educação. Foi coordenadora geral do Instituto Faça Parte, entre 2002 e 2005, e do Ano Internacional do Voluntário da ONU, em 2001.
19h30 mesa 8 encerramento
com mariam said (líbano)
Viúva do intelectual palestino Edward Said, é ativista e trabalha na divulgação da orquestra formada por seu marido e pelo maestro Daniel Barenboim, integrada por árabes, israelenses e espanhóis.
sala itaú cultural 255 lugares
[ingresso distribuído com meia hora de antecedência]