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Por Alexandre Inagaki
Pessoas de todos os países, culturas, idiomas, idades, interesses e profissões produzem diariamente uma quantidade imensa de conteúdo na internet. Se ainda não é infinita feito a Biblioteca de Babel de Borges, é caudalosa o suficiente para nos enredar em um labirinto quase impenetrável de links. Em meio ao caos vertiginosamente instigante do ciberespaço, a necessidade de se organizar informações de um modo simples e harmônico torna-se primordial.
Um bom design para a internet não leva em consideração unicamente a estética. Do mesmo modo que há certos móveis produzidos por estúdios de design que ficam ótimos em exposições de artes plásticas, mas inutilizáveis numa sala de estar, há sites que podem até impressionar pelo seu visual arrojado. No entanto, demandam intermináveis segundos para serem carregados em um navegador, atropelam padrões básicos de usabilidade e ergonomia sem prestar socorro e publicam links e textos em excesso, a ponto de causar ataques epiléticos no primeiro incauto que os acessa. A concepção de design vai muito além, pois, do aspecto meramente estético. Qualquer produto ou objeto que faça parte do nosso cotidiano, seja ele um apontador de lápis, um relógio de pulso, um forno microondas ou uma página na web, deve ser concebido de modo a atender à necessidade do seu usuário. Em um bom projeto, forma, função e beleza estão devidamente integrados.
A Continuum Itaú Cultural, a fim de traçar um panorama diversificado sobre o design, entrevistou profissionais de diferentes formações, buscando fomentar uma discussão plural sobre o design na web. Conversamos, pois, com nomes como Luli Radfahrer, que há 16 anos é professor de comunicação digital, fotografia e design gráfico na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP); e Renata Maneschy, que além de suas atividades premiadas em jornais como Folha de S.Paulo e O Globo, elaborou para a web o projeto do portal InterNey Blogs.
A revista conversou ainda com alguns profissionais brasileiros que trabalham atualmente no exterior: Max Chanan, diretor de arte da agência Muse, sediada em Amsterdã, Holanda; Mauro Ramalho, diretor de arte da AKQA, de São Francisco, Estados Unidos; Adhemas Batista, do estúdio Exopolis, de Los Angeles, Estados Unidos; e Diego Zambrano, diretor de arte da Ogilvy New York. Entrevistamos também dois nomes estrangeiros: o espanhol Ricardo Cabello, designer gráfico da Hi-Res! London, e seu conterrâneo Carlos Ulloa, dono de um estúdio de webdesign na cidade de Londres.
Saiba o que esses profissionais dizem sobre as diferenças entre o design para impressão e o design para internet e sobre a formação acadêmica em webdesign.
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