Encontros de Interrogação
A literatura brasileira, da tradução poética à presença no mundo virtual, é o tema de debates e oficinas da quarta edição do evento
Encontros de Interrogação quinta 21 a sábado 23 de maio de 2009
palestras e debates - ingressos distribuídos com meia hora de antecedência
oficina - inscrições antecipadas pelo telefone 2168 1777 [certificado para participantes com presença de 75% da carga horária]
entrada franca
Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 - Paraíso - São Paulo SP (próximo à estação Brigadeiro do metrô) informações 11 2168 1777 | atendimento@itaucultural.org.br |
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Qual o espaço da literatura fantástica na produção brasileira? Um poema pode ser feito de imagens? O tradutor também é criador? Qual o papel do leitor na criação? Essas são algumas das perguntas levantadas pela quarta edição do Encontros de Interrogação, que desde 2004 realiza debates entre importantes nomes da literatura.
Nos dias 21 e 22 de maio, escritores, críticos, pesquisadores e tradutores se encontram para discutir temas da produção literária brasileira. No sábado, 23, o poeta Carlito Azevedo, autor de Collapsus Linguae (vencedor do Prêmio Jabuti em 1991) ministra uma oficina de poesia, em que serão lidas obras de Ted Hughes e Zbigniew Herbert, entre outros. A entrada é gratuita em todos os eventos.
Esta edição tem curadoria do escritor e professor Flávio Carneiro e do jornalista e ensaísta Manuel da Costa Pinto. Conta com a participação dos escritores Luiz Ruffato, Cintia Moscovich e João Gilberto Noll e da web-artista Giselle Beiguelman.
Acesse também a Enciclopédia de Literatura e o projeto Conexões, que mapeia o estudo de literatura brasileira no exterior.
Abaixo, confira a programação, com as sinopses das mesas e as biografias dos participantes:
quinta 21
10h palestra Originais Literários na Era Virtual. O Fim da Crítica Genética?
com Verónica Galíndez-Jorge
Essa interrogação faz pensar nas relações entre as novas práticas de escrita e as propostas de leitura dos processos criativos oferecidas pela crítica genética. Como ler e analisar obras que têm como suporte e ferramenta de criação as práticas contemporâneas, em meio eletrônico, hipertextual ou ciber-híbrido?
Sala Vermelha [75 lugares]
16h debate O Espaço da Imaginação ou Qual o Lugar Ocupado pelo Fantástico e pelas Ficções Científica e Infanto-Juvenil em Nossa Literatura?
com Bráulio Tavares, Max Mallmann e Ricardo Azevedo - mediação de Ronaldo Correia de Brito
Numa ficção tradicionalmente arraigada ao relato documental - desde o romance urbano no século XIX, passando por vários momentos do século XX, em especial o do segundo modernismo -, como lidar com uma narrativa que se assume como fantasia?
Sala Vermelha [75 lugares]
17h debate O Espaço entre Palavra e Imagem ou Como É o Percurso que Vai da Linguagem Escrita à Linguagem Visual?
com André Vallias, Celso Borges e Ricardo Aleixo - mediação de Giselle Beiguelman
Qual o percurso da palavra à imagem? Como andar por esse caminho? Adaptar é transcriar (termo usado por Haroldo de Campos para definir o exercício de traduzir poesia e ficção)? Poesia se faz com palavras, como dizia Mallarmé, ou também se constrói com imagens?
Sala Vermelha [75 lugares]
18h debate O Espaço da Tradução ou Como o Ofício de Traduzir Irrompe na Criação e como a Criação se Insinua no Ato de Traduzir?
com Aileen El-Kadi, Alison Entrekin e Paulo Henriques Britto - mediação de Walter Costa
Qual o conceito de fidelidade ao original quando se traduz literatura? Qual o espaço do tradutor na criação do autor? Qual sua contribuição para o desenho final, o livro? Qual o espaço da criação dentro do ofício do tradutor? Traduzir também é criar?
Sala Vermelha [75 lugares]
20h debate O Espaço Geográfico ou Como Falar do Enraizamento para Além do Regionalismo?
com João Gilberto Noll, Luiz Ruffato e Ronaldo Cagiano - mediação de Flávio Carneiro
De que lugar se escreve? Onde fica Pasárgada? Quando exatamente Itabira se transforma em apenas um retrato na parede? Que cidade o escritor habita quando escreve? O regionalismo existiu de fato ou foi apenas uma lenda que deu certo? Como falar de regional num mundo globalizado?
Sala Itaú Cultural [247 lugares]
sexta 22
10h debate O Espaço Fora das Fronteiras ou Qual o Espaço da Literatura Brasileira no Cenário Internacional?
com Claudiney Ferreira e Felipe Lindoso
A literatura brasileira, principalmente a sua produção contemporânea, existe fora das fronteiras nacionais? Para responder a essa pergunta são apresentados os primeiros resultados do projeto Conexões - Mapeamento da Literatura Brasileira no Exterior.
Sala Vermelha [75 lugares]
14h debate O Espaço da Experimentação ou Oficina Literária Forma um Escritor?
com Luiz Antonio de Assis Brasil e Raimundo Carrero - mediação de Claudiney Ferreira
Nos últimos 20 anos, cresceu o número de oficinas literárias no país. Quais as funções, a eficiência e o perfil do público desses espaços de formação literária?
Sala Vermelha [75 lugares]
16h debate O Espaço da Crítica ou Toda Literatura Traz Implícito um Ato de Reflexão Crítica?
com Claudio Daniel, Francisco Bosco e Mário Hélio Gomes - mediação de Leda Tenório da Motta
Cada poema per se constitui uma poética?, como declarou Waly Salomão? A crítica é um gênero literário? Qual a origem da crítica? Qual a diferença entre as poéticas antigas, a estética como ramo da filosofia e as correntes modernas da teoria literária? Como se posicionar diante da querela entre crítica jornalística e crítica universitária?
Sala Vermelha [75 lugares]
17h debate O Espaço da Leitura na Criação ou Que Livros e Personagens o Escritor Carrega para a Criação?
com Adriana Lunardi, Alberto Mussa e Gustavo Bernardo - mediação de Antonio Carlos Viana
De que modo o escritor carrega, para o espaço da criação, as leituras que fez? Todo escritor é resultado de suas leituras? Como lidar com personagens-leitores? Qual o espaço do leitor imaginário na criação do escritor? É possível escrever sem ler, quer dizer, sem ter lido?
Sala Itaú Cultural [247 lugares]
18h debate O Espaço Público ou A Profissionalização da Escrita Cancela o Poder Contestador da Linguagem Ficcional?
com Fernando Bonassi, Guiomar de Grammont e Sebastião Nunes - mediação de Nelson de Oliveira
Se publicar é tornar público, é sair de si mesmo e fazer parte do todo, visível a qualquer um, qual o lugar ocupado pelo escritor no espaço público? É possível ser escritor profissional no Brasil? O escritor é um trabalhador como qualquer outro?
Sala Vermelha [75 lugares]
20h debate O Espaço do Leitor na Ficção ou Qual o Lugar do Leitor Real no Processo de Invenção?
com Bernardo Carvalho, Cintia Moscovich e Cristovão Tezza - mediação de Manuel da Costa Pinto
Qual o espaço ocupado pelo leitor real no processo de criação do escritor? Quem escreve conhece seu leitor real? Para quem se cria? Que tipo de público (faixa etária, classe social etc.)? Como lidar com três leitores bastante reais: o editor, o tradutor e o crítico literário? Se você é escritor, costuma mostrar seus originais a alguém antes de enviá-los para a editora - um leitor antes do leitor? O que você pretende que o leitor sinta ao ler um livro seu? Que tipo de leitor você acha que está representado nos seus livros? Quais leitores da chamada vida real você transforma em personagens?
Sala Itaú Cultural [247 lugares]
ingressos distribuídos com meia hora de antecedência
sábado 23
10h às 17h [intervalo das 12h30 às 14h] oficina Espaço para uma Oficina de Poesia ou O que Fazemos Quando Fazemos Poesia?
com Carlito Azevedo
O poema hoje é feito de versos ou de linhas? De determinação ou de indeterminação? De forma ou de não conformação? O poema em prosa sugere que poesia não tem nada a ver com o lugar onde interrompemos a linha? Esqueçam isso tudo, vamos apenas ler juntos alguns poemas de Ted Hughes, Zbigniew Herbert, C. Tarkos, Adília Lopes, Joseph Brodsky, Cesare Pavese, Anne Stevenson, Michael Palmer, ou outros, e tentar ver como eles e cada um de nós colocam no poema a respiração, as montanhas, o vento, as pessoas, a história, o viável e o inviável, a vida e a invenção da vida. E vamos escrever os poemas que não estavam lá antes.
Sala Vermelha [30 vagas]
inscrições antecipadas pelo telefone 2168 1777 [certificado para participantes com presença de 75% da carga horária]
Biografias
Adriana Lunardi é escritora e roteirista de TV. Estreou na literatura em 1996 com As Meninas da Torre Helsinque. É também autora de Corpo Estranho (romance) e Vésperas (contos), este último publicado na França, na Croácia, em Portugal e na Argentina.
Aileen El-Kadi é professora e pesquisadora de estudos brasileiros na Universidade do Texas, em El Paso, Estados Unidos. Ensina nos cursos de pós-graduação relacionados com a representação da violência urbana nas ficções brasileiras contemporâneas e trabalha atualmente em projeto relacionado com essa temática.
Alberto Mussa é escritor, autor de Elegbara; O Trono da Rainha Jinga; O Enigma de Qaf; O Movimento Pendular; e Meu Destino É Ser Onça, que obtiveram prêmios como o Casa de las Américas, o Machado de Assis e o APCA, por duas vezes.
Alison Entrekin é tradutora. Fez mestrado em criação literária pela Universidade de Curtin, Austrália. Formada em tradução pelo British Institute of Linguists (Inglaterra) e pelo Centro Binacional Brasil-Estados Unidos (Brasil), traduziu para o inglês os livros Budapeste, de Chico Buarque, e Cidade de Deus, de Paulo Lins.
André Vallias é poeta, designer gráfico e produtor de mídia interativa. Atua como diretor da Refazenda Produções e editor da revista on-line Errática.
Antonio Carlos Viana é mestre em teoria literária e doutor em literatura comparada. Publicou cinco livros de contos, entre os quais O Meio do Mundo e Outros Contos (antologia), Aberto Está o Inferno e Cine Privê.
Bernardo Carvalho é escritor e jornalista. Entre seus livros de ficção, destacam-se Nove Noites (Prêmio Portugal Telecom), Mongólia (Prêmio Jabuti) e o recém-lançado O Filho da Mãe.
Bráulio Tavares é escritor e compositor. Autor de A Espinha Dorsal da Memória e O que É Ficção Científica.
Carlito Azevedo é poeta. Estreou em 1991 com o livro Collapsus Linguae (Prêmio Jabuti de melhor livro de poemas). Publicou ainda As Banhistas e Sublunar (Prêmio Alphonsus de Guimarães, da Biblioteca Nacional). É editor da revista de poesia Inimigo Rumor.
Celso Borges é poeta, jornalista e letrista. Tem sete livros de poesia publicados: Cantanto; No Instante da Cidade; Pelo Avesso; Persona Non Grata; Nenhuma das Respostas Anteriores; X; e Música.
Cintia Moscovich é escritora, jornalista, professora e roteirista. Autora de O Reino das Cebolas; Duais Iguais; Anotações Durante o Incêndio; Arquitetura do Arco-Íris; e Por que Sou Gorda, Mamãe?.
Claudiney Ferreira é jornalista. Atualmente gerencia o Núcleo Diálogos do Itaú Cultural, voltado à literatura e à mídia. É gestor dos programas Rumos Literatura e Rumos Jornalismo Cultural da instituição.
Claudio Daniel é poeta. Publicou vários livros, entre eles A Sombra do Leopardo; Figuras Metálicas; e Fera Bifronte. Edita a revista Zunái e mantém o blog Cantar a Pele de Lontra (cantarapeledelontra.blogspot.com).
Cristovão Tezza é escritor e professor da Universidade Federal do Paraná (UFP). Autor das ficções O Fotógrafo; Breve Espaço entre Cor e Sombra; Trapo; Juliano Pavollini; edo superpremiado O Filho Eterno; além do ensaio Entre a Prosa e a Poesia - Bakhtin e o Formalismo Russo.
Felipe Lindoso é antropólogo, jornalista, editor e consultor do Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc). Autor do livro O Brasil Pode Ser um País de Leitores?.
Fernando Bonassi é escritor, jornalista, dramaturgo, roteirista de cinema e TV e autor de Subúrbio; 100 Histórias Colhidas na Rua; O Céu e o Fundo do Mar; e Passaporte, entre outros. Atuou também como corroteirista dos filmes Os Matadores; Castelo Rá-Tim-Bum; e Estação Carandiru.
Flávio Carneiro é escritor, roteirista, crítico literário, professor de literatura da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e autor de 12 livros, entre contos, romances, crônicas, ensaios e novelas para crianças e jovens. Escreveu dois roteiros para cinema. Seus livros mais recentes são o romance A Confissão e o livro de crônicas Passe de Letra: Futebol & Literatura.
Francisco Bosco é ensaísta, autor de Banalogias; Dorival Caymmi; e Da Amizade. Doutor em teoria literária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e organizador do livro Antonio Risério. É colunista da revista Cult e colabora regularmente com artigos e resenhas para jornais.
Giselle Beiguelman é web-artista e professora da pós-graduação em comunicação e semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Expõe regularmente no Brasil e no exterior. É editora da seção Novo Mundo da revista eletrônica Trópico. Entre suas publicações recentes, destacam-se Link-se e a coautoria de New Media Poetics.
Guiomar de Grammont é escritora, dramaturga e diretora do Instituto de Filosofia, Artes e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). Autora de Sudário; e Aleijadinho e o Aeroplano: Paraíso Barroco e a Construção do Herói Colonial. Coordena o Fórum das Letras e é curadora de diversas bienais do livro.
Gustavo Bernardo é professor de teoria da literatura na Uerj e autor de oito ensaios (entre eles A Dúvida de Flusser e A Ficção Cética) e nove romances (entre eles A Ilha do Escritor e Monte Verità). Edita o site Dubito Ergo Sum.
João Gilberto Noll é escritor. Publicou 13 livros e recebeu diversos prêmios, incluindo cinco Jabuti. Seu romance Harmada configura na lista dos cem livros brasileiros essenciais, criada pela revista Bravo!.
Leda Tenório da Motta é professora da PUC/SP, crítica literária e tradutora. Publicou, entre outros, Sobre a Crítica Literária Brasileira no Último Meio Século; e Proust ? A Violência Sutil do Riso (Prêmio Jabuti 2008 na categoria Teoria & Crítica Literária).
Luiz Antonio de Assis Brasil é doutor em letras e professor da PUC/RS. É autor de 16 romances publicados no Brasil e três em Portugal, na França e na Espanha. Recebeu o Prêmio Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional, em 2001, por O Pintor de Retratos, e a menção Distinguished Brazilian Writer em residência na Universidade de Berkeley, Estados Unidos, em 2000.
Luiz Ruffato é escritor, autor de Eles Eram Muitos Cavalos e do projeto Inferno Provisório, composto de cinco volumes, dos quais quatro já foram publicados: Mamma, Son Tanto Felice; O Mundo Inimigo; Vista Parcial da Noite;e O Livro das Impossibilidades.
Manuel da Costa Pinto é jornalista, editor dos programas Entrelinhas e Letra Livre, da TV Cultura, editor do Guia da Folha - Livros, Discos, Filmes e colunista da Folha de S.Paulo. Mestre em teoria literária e literatura comparada pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Albert Camus - Um Elogio do Ensaio e Literatura Brasileira Hoje.
Mário Hélio Gomes é jornalista, crítico literário e escritor. Criou a revista Continente Multicultural, sendo seu editor. É autor de O Recife na Poesia de João Cabral; O Brasil de Gilberto Freyre; O Recife Melhor do que Paris; e Cícero Dias - Uma Vida pela Pintura, entre outros.
Max Mallmann é escritor e roteirista de TV. Autor de Síndrome de Quimera (finalista do Prêmio Jabuti e publicado na França) e Zigurate, que está sendo adaptado para o cinema no Brasil.
Nelson de Oliveira é escritor e doutor em letras pela USP. Autor de A Maldição do Macho; Ódio Sustenido; e Naquela Época Tínhamos um Gato (Prêmio Casa de las Américas, 1995). Coordena o curso de pós-graduação lato sensu Prática de Criação Literária, no Espaço Cultural Terracota.
Paulo Henriques Britto é tradutor, escritor e professor universitário. Leciona tradução, literatura brasileira e criação literária na PUC/Rio. Suas obras mais recentes são Paraísos Artificiais (conto) e Tarde (poesia), além de traduções de Philip Roth, John Updike e William Faulkner.
Raimundo Carrero é escritor, jornalista e realizador de oficinas literárias. Autor de Ao Redor do Escorpião... Uma Tarântula?; Somos Pedras que se Consomem (prêmios Machado de Assis e APCA); e As Sombrias Ruínas da Alma (Prêmio Jabuti), entre outros.
Ricardo Aleixo é poeta, artista visual, compositor e professor de design sonoro na Fundação Mineira de Educação e Cultura (Fumec), Belo Horizonte. Autor de Trívio e Máquina Zero, entre outros. Seu livro Modelos Vivos está no prelo.
Ricardo Azevedo é escritor e ilustrador. Autor dos livros Feito Bala Perdida; O Livro das Palavras; e Trezentos Parafusos a Menos. Tem obras publicadas na França, na Alemanha, no México, em Portugal e na Holanda. É doutor em letras pela USP e pesquisador na área de cultura popular. Mantém o site ricardoazevedo.com.br.
Ronaldo Cagiano é autor de livros de poesia e integrou antologias nacionais e estrangeiras. Ganhou a Bolsa Brasília de Produção Literária 2001 com o livro de contos Dezembro Indigesto e lançou recentemente Dicionário de Pequenas Solidões.
Ronaldo Correia de Brito é médico, escritor e dramaturgo. Autor dos livros de contos Faca e Livro dos Homens e do romance Galiléia. É colunista da revista Terra Magazine e colabora com o jornal O Estado de S. Paulo.
Sebastião Nunes é escritor, artista gráfico e editor. Publicou Decálogo da Classe Média e Elogio da Punheta, entre outros livros.
Verónica Galíndez-Jorge é professora doutora da área de língua e literatura francesa da USP. Especializada nos manuscritos de Gustave Flaubert, coordena o Grupo de Estudos Literatura Loucura Escritura (Gelle) e pesquisa atualmente as relações do escritor francês e de Machado de Assis com o discurso científico do século XIX.
Walter Costa é professor do Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Doutor em inglês pela Universidade de Birmingham (Inglaterra), traduziu Florença, um Caso Delicado, de David Leavitt, e editou, com Andréia Guerini e Marie-Helène Torres, Literatura Traduzida e Literatura Nacional.