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Em sua quinta edição, o Rumos Música expandiu sua ação, estabelecendo contato com os cenários musicais de quatro outros países da América do Sul: Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. Uma série de programas especiais, apresentados pela cantora e compositora Natalia Mallo, divulga o resultado do garimpo realizado por curadores locais.

Da Argentina, os curadores Gabriel Plaza, Humphrey Inzillo e Irene Amuchastegui indicaram diversos gêneros de seu país: do canto andino ao pop urbano, da murga portenha à chacarera do monte santiaguês e do jazz contemporâneo à cumbia digital.

Aqui, você pode conhecer artistas e músicas selecionados, divididos em quatro programas especiais, apresentados por Natalia Mallo.

Programa 1 | Programa 2 | Programa 3 | Programa 4


Abaixo, você confere a apresentação dos curadores e pode conhecer, um a um, os selecionados, suas músicas e fichas técnicas.

Um rio que soa

A Música Popular Argentina (MPA) vive uma época de florescimento e substancial desenvolvimento de suas linguagens musicais com base em toda uma nova corrente de criadores e devido à continuidade de uma linhagem e uma tradição da canção, cuja sonoridade, em sua grande diversidade, ainda está para ser descoberta.

Esta coletânea mergulha na feliz convivência de gêneros [do canto andino ao pop urbano, da murga portenha (manifestação presente no Carnaval de diversas cidades espanholas, uruguaias, chilenas e argentinas) à chacarera do monte santiaguês e do jazz contemporâneo à cúmbia digital] e não pretende ser mais do que um guia sensível para os artistas que, com sua obstinação, marcam um caminho e constituem fábricas de novas ideias - criadores que semeiam outros repertórios.

Toda escolha implica um descarte. Nesse sentido, a tarefa de colocar em um mapa sonoro o panorama da música popular contemporânea na Argentina é complexa. Nosso olhar curatorial é abrangente, despreconceituoso e pode até parecer ter sido direcionado por um capricho. No entanto, um alinhavo (não tão) invisível liga os 30 artistas que selecionamos. São músicos procedentes de diversos cenários - originais, prolíficos e em expansão - que, de uma maneira ou de outra, dialogam com as músicas de raiz e com as do resto do mundo.

Esses artistas colocam-nos em contato com a diversidade de tradições musicais antigas e novas, representando o correlato da múltipla geografia argentina por meio de procedimentos variados - desde as ferramentas da música acadêmica até a cultura do simples - e de mestiçagens e reelaborações pessoais. Cada um desses intérpretes e criadores leva-nos a submergir em um mundo musical singular e próprio que é, ao mesmo tempo, expressão e veículo de identidades locais. Desse modo, conformam um todo que, em um sentido gestáltico, é mais do que a soma das partes.

Irene Amuchastegui | Humphrey Inzillo | Gabriel Plaza
curadores

Conheça também os selecionados do Brasil, do Chile, do Paraguai e do Uruguai.

Manuel Onis

Como uma síntese dos seus trabalhos paralelos (o grupo de tango La Chicana e a banda de rock psicodélico El Horreo), o baixista e compositor Manuel Onis surge com uma mistura de ambos os mundos, em uma auspiciosa releitura lisérgica das músicas do Rio da Prata, com ares jazzísticos e flertes com a obra do uruguaio Eduardo Mateo.

Quiero verte hoy (3:05)
(Manuel Onis)
Vozes, contrabaixo, guitarra e assovio: Manuel Onis
Composição intro: Tigre
Bandoneom: Tano Cecconi
Guitarras e balalaika: Acho Estol
Violinos: Osiris Aldebrán Rodríguez
Percussão: Pol Neiman


Carlos Aguirre Grupo

Pianista, compositor, arranjador e cantor. É um dos mais talentosos músicos de sua geração e colaborador de artistas do Brasil, do Uruguai, do Peru e do Chile. Compôs peças para piano baseadas em ritmos e formas argentinas e latino-americanas. Além disso, compôs música para peças teatrais e curtas-metragens. No seu som aparece o uso de novas harmonias para o gênero popular.

Sueño de arena (5:35)
(Carlos Aguirre)
Violão esquerda: Silvina López
Violão direita: Jorge Martí
Contrabaixo: Fernando Silva
Coros: Silvia Salomone, Guadalupe Abero, Jorgelina Barbiero, Natalia Damadián
Voz e piano: Carlos Aguirre


Cecilia Zabala

Violonista, cantora e compositora, suas versões do repertório tradicional e sua música original levam a marca das múltiplas influências: folclore e tango, sim, mas também jazz e bossa nova. Sua técnica merecedora de destaque está a serviço de uma interpretação que não despreza a sobriedade entre suas virtudes.

Maravilla (3:08)
(Cecilia Zabala)
Violões e vozes: Cecilia Zabala


Dora Brown

Cantor de rock com grande influência do tango. Seu primeiro disco é uma mistura do som do bandônio com o dub, a eletrônica e a canção pop. Participa de bandas alternativas do circuito e foi um dos convidados do Festival de Tango de Buenos Aires, em 2007.

El jugador (4:52)
(Dora Brown)
Bateria: Pedro Colpachi
Contrabaixo: Hernán Ferreirola
Bandoneom: Patricio Bonfiglio
Guitarras, voz e coros: Dora Brown
Coros: Walter Chino Laborde


Finger Troupe

A música do vibrafonista e compositor Ezequiel Finger leva a marca melancólica das gravações do selo ECM, e traz referências a Sonny Rollins, Steve Swallow e Charlie Mingus. Suas composições muitas vezes partem de ritmos autóctones e remontam o alto voo jazzístico.

Punto y línea sobre el cosmos (6:03)
(Ezequiel Finger)
Vibrafone: Ezequiel Finger
Guitarras: Martín Telechanski
Contrabaixo Fretless: Alejandro Caputo
Piano: Jorge Trebino
Bateria: Daniel Míguez


Franco Luciani Grupo

O gaitista de Rosário, Franco Luciani, retoma e atualiza o legado de Hugo Díaz, pioneiro do uso do instrumento no folclore crioulo e no tango. O universo rural e o urbano convivem em seu repertório. O músico começa a acrescentar sua própria produção como compositor à abordagem singular de temas tradicionais.

El canaya (2.20)
(Franco Luciani)
Violão: Martín González
Contrabaixo: Facundo Peralta
Percussão: Franco Exertier
Gaita cromática: Franco Luciani


Karamelo Santo

Originário da província de Mendoza, o Karamelo Santo é um expoente vernáculo da explosão do rock latino dos anos 1990. Seu repertório baseia-se em um catálogo de ritmos latino-americanos revisitados com energia punk, mensagens de contestação e bons arranjos de sopro, em um exercício de regionalismo (crítico) de projeção internacional.

Nunca (4:31)
(Ogalde Gluzman - Karamelo Santo) Contém fragmentos de Los caminos de la vida, de Omar Geles
Percussão, voz, didgeridoo, cuatro: Pedro Rosafa
Guitarras, voz, programação: El Goy
Contrabaixo, sampler, acordeom, programação e coros: Lucas Villafañe
Sax alto, piano, arranjos de sopros, coros: Pablo Clavijo
Sax tenor, trompete e quenas: Pablo Romagnoli
Contrabaixo e coros: Diego Aput
Bateria e coros: Mariano Ponce de León
Trompete: Silvio Espilocin


La Manzana Cromática Protoplasmática

Entre influências de Hermeto Pascoal, do free jazz, de Stravinsky, de Debussy, da música contemporânea e dos desenhos animados da Warner, este delirante conjunto que todos admiram propõe, com atitude roqueira e um show de montagem teatral, uma releitura cósmica de ritmos latino-americanos: do reggae ao huayco, no trem da Via Láctea.

Barriletes (4:51)
(La Manzana Cromática Protoplasmástica)
Vozes, violões nylon e guitarras: Leandro Machín
Bateria e percussão: Christian Toledo
Contrabaixo: Matías Rodríguez
Flauta, sax soprano, clarón: Hernán De Benedetto
Trompete, flauta, sax alto, trombone e clarinete: Alejandro Gómez Ferrero
Teclados e acordeom: Andrés Albornoz
Guitarra: Paulo Domínguez
Percussão: Leonardo Pucheta


Laura Ros

Cantora portenha, filha do famoso músico do chamamé Antonio Tarrago Ros, incorpora ares folclóricos a um conceito pop, utilizando ambientações acústicas, samplers e belas melodias. Em seu primeiro disco Del Aire, foi elogiada pela imprensa especializada graças a uma refinada interpretação e a uma releitura moderna da música popular.

Baguala para las dos (4:40)
(Irupé Tarragó Ros)
Voz: Laura Ros
Piano e programação: Lolo Micucci
Coro de crianças: Camilo Olivera, Jazmín Flecha, Marina y Oscar Honorato, Melisa Brugnoni
Guitarra: Diego Nudelman


Leonardo Martinelli

Músico experimental formado na música eletroacústica, no jazz, no rock, mas com sabor folclórico. Sua técnica de composição é o copy-paste, que se baseia na utilização de objetos domésticos (pratos, colheres, sons de telefones e elementos da tecnologia) combinados com instrumentos tocados aleatoriamente. Recebeu o prêmio LEA de melhor produção eletrônica em 2007. Com seu alterego Tremor, sobe aos palcos para traçar uma viagem eletrônica pela música de raiz.

Savart / Para esencia de guitarra (3:39)
(Leonardo Martinelli)
Violão preparado: Leonardo Martinelli


Liliana Felipe

Com um braço levantado na luta contra a injustiça e com o outro estendido para ajudar os injustiçados, divertida e ao mesmo tempo comovedora, esta cantora, compositora e pianista nascida em Córdoba e radicada no México mantém com a Argentina um laço indestrutível: aprofunda as raízes de sua própria expressão em um território de origem que, mesmo que passem os anos e os ritmos se misturem, continua doendo e pulsando na sua lírica.

Muchacho
(Liliana Felipe)
Piano y Voz: Liliana Felipe
Percussão: Marco Castro
Clarinete: Luis Mora
Corno: Mauricio Soto
Contrabaixo acústico: Aarón Cruz


Liliana Herrero

Seu estilo na contramão das interpretações tradicionais rompe as convenções. Apadrinhada por músicos de rock como Fito Paéz, a cantora da província de Entre Ríos faz uma releitura de clássicos da canção popular argentina e latino-americana, o que lhe permitiu divulgar esse repertório a públicos novos. Além disso, é uma intelectual do gênero que estuda a estética folclórica.

Chayita del vidalero (4:23)
(Ramón Navarro)
Voz: Liliana Herrero
Percussão e tambores batá: Facundo Guevara
Contrabaixo, teclado e vozes: Luis Volcoff
Pedal e guitarra: Diego Rolón


Lisandro Aristimuño

Cantor e compositor nascido em Viedma (1978), província de Rio Negro, utiliza elementos do pop e sons regionais com guitarras elétricas, samplers e loops. Seu primeiro disco solo, Azules Turquesas, foi eleito revelação do ano pela revista Rolling Stone em 2004. Mudou-se à cosmopolita Buenos Aires, onde gravou três discos e sua carreira ganhou projeção em outros países limítrofes, como o Uruguai.

Para vestirte hoy (4:03)
(Lisandro Aristimuño)
Ronroco e guitarra: Carli Arístide
Bateria: Martín Casado
Coros: Rocío Aristimuño
Cello: Leila Cherro
Bajo: Mariano Domínguez
Voz, violão e programação: Lisandro Aristimuño


Ricardo Vilca

Docente, violonista e compositor de Humahuaca. Sua figura é lendária em toda a região Noroeste da Argentina. Suas obras instrumentais e andinas foram tocadas nas mais diversas esferas, desde o Teatro Colón até os festivais de rock em grandes estádios de futebol. Nunca saiu da sua Humahuaca natal, e músicas de sua autoria, como Guanuqueando, são cantadas nas escolas junto com o hino nacional argentino.

Plegaria de sikus y campanas (3:36)
(Ricardo Vilca)
Violão: Ricardo Vilca
Charango: José Sergio Toconas
Quena e zamponia: Jesús José Castro
Quena e zamponia: José Eugenio González
Contrabaixo: David Lozano
Percussão: Carlos Cabrera


Los Núñez con Ruiz Guiñazú

Este trio de bandônio, violão e percussão foi, durante anos, o grupo acompanhante do conhecido sanfonista Chango Spasiuk. Em 2006, começam um projeto instrumental como trio e tocam diferentes ritmos da Mesopotâmia, como o chamamé, a polca e o baión. A incrível técnica desses músicos e sua sensibilidade regional lhes valeram o reconhecimento de públicos de outros gêneros.

La zurda
(Isaco Abitbol)
Bandoneom: Juan Núñez
Violão: Marcos Núñez
Contrabaixo acústico: Juan Pablo Navarro


Los Umbanda

Com origens no reggae-rock, o grupo Los Umbanda vem aperfeiçoando uma fórmula híbrida capaz de criar um harmonioso entrelaçamento entre a milonga e o (power) dub. Nessa síntese de tradição e modernidade, destaca-se a contribuição de Chávez, o produtor mais importante do cenário emergente, que acrescenta camadas de som a uma colagem latina e psicotrópica.

Amunche
(Gaspar Ortiz Maldonado)
Vozes, sampler, contrabaixo, sintetizadores, programação, didgeridoo, FX: Gaspar Om
Bateria e percussão: Gustavo "Pulpo" Montello
Percussão: Rodrigo Herraz Viglieca
Violão e charango: Federico López Conde
Guitarra: Matías Kupinski
Jungle legüero: Chávez
Bandoneom: Tavo Kupinski


Luna Monti y Juan Quintero

Este duo instrumental vocal trabalha especificamente sobre novos arranjos do cancioneiro popular, resgatando antigas quadras anônimas ou promovendo uma nova valorização de autores regionais, como Chivo Valladares, Juan Falú, Pepe Núñez e José Oyola. Com um som crioulo, que prioriza a beleza instrumental do violão e as harmonias a duas vozes, este conjunto é uma das maiores novidades do cenário atual.

La de Kayam (2:55)
(Jorge Marziali & Juan Falú)
Voz: Luna Monti
Voz e violão: Juan Quintero


Marcelo Fabián

A partir de riffs de teclados baratos e de clichês da cumbia industrial fundidos com beats eletrônicos, o produtor Marcelo Fabián posiciona-se como um dos artistas emergentes mais interessantes do Coletivo Zizek, que leva a uma viagem pelo mundo o som da bailanta, mas em formato rave.

Sed de mal (3:57)
(Marcelo Fabián)


Gustavo Mozzi

Tango, milonga, murga, candombe (ritmo musical afro-uruguaio baseado principalmente em tambores), os gêneros populares do Rio da Prata, reelaborados por um olhar pessoal que perpassa também outras tradições musicais, são os materiais com os quais o compositor e violonista Gustavo Mozzi constrói o sugestivo relato instrumental de uma Buenos Aires insone.

Esperando a Nikita (3:10)
(Gustavo Mozzi)
Clarinete e clarão: Marcelo Moguilevsky
Violino: Damián Bolotin
Violoncelo: Jorge Bergero
Bandoneom: Miguel Angel Varvello
Piano: Federico Mozzi
Violões: Gustavo Mozzi
Contrabaixo: Guido Martínez
Percussão: Facundo Guevara


Narcotango

Grupo eletrônico liderado pelo pianista Carlos Libedinsky. Uma das formações mais interessantes do chamado tango eletrônico, que combina climas de ambient e trip hop com o pulso urbano e a atmosfera da Buenos Aires atual. Realizaram turnês pela Europa e tocam nas milongas portenhas. No seu som, escutam-se o bandônio e os beats eletrônicos.

Ví luz y subí (3:14)
(Carlos Libedinsky)
Guitarra, teclados, programação de loops e samples: Carlos Libedinsky
Bateria e percussão: Fernando del Castillo


Orozco / Barrientos

A dupla, formada pelos argentinos nascidos em Mendoza Tilín Orozco (violões e arranjos) e Fernando Barrientos (voz e letras), ficou conhecida no festival de Viña del Mar, depois de ganhar o primeiro prêmio (Gaivota de Prata) de melhor canção folclórica com Pintadita. Com seu som acústico, em que predominam os ritmos da região de Cuyo (tonada, cueca, gato) e uma lírica sugestiva com influências do rock argentino, os músicos fazem uma síntese entre tradição e futuro. Seus dois discos,Celador de Sueños e Pulpa, foram produzidos por Gustavo Santaolalla.

Pensando en ella (4:42)
(Orozco & Barrientos)
Violões: Raúl "Tilín" Orozco
Voz: Fernando Barrientos


Pablo Dacal y La Orquesta de Salón

Cantor e compositor, recuperou a estética da música de salão dos anos 1950 para dar novos ares às canções pop e aos temas do repertório popular argentino. Com sua Orquesta de Salón, em cuja música prevalece um som acústico, lançou os elogiados Trece Grandes Éxitos (2005) e La Era del Sonido (2007).

San Valentín (3:49)
(Pablo Dacal)
Voz e violão: Pablo Dacal
Violino: Martín Elter
Viola: Mariano Malamud
Violoncelo: Manuloop
Contrabaixo acústico: Leandro Rudak
Violão, tiple, arranjos: Julio Sleiman
Clarinete: Gonzalo Braz
Oboe, corno inglês: Maximiliano Schonfeld
Trompa: Nelson Bouzigues
Trombone, coros, maracas: Germán Cohen
Percussão: Pedro Guerri
Percussão: Juan Buonuome
Regência: Pablo Grinjot


Rosal

Com um respeito extremamente rigoroso ao formato canção, um delicado clima que remete aos Beatles, paqueras à moda antiga, deliciosos arranjos de violão e alguma sonoridade jazzística, o sexteto da cantora e compositora María Esquiaga faz uma leitura delicada e refinada do pop, cheia de calor e bom gosto.

Caballito de mar (3:20)
(María Ezquiaga)
Voz: María Ezquiaga
Bateria e percussão: Fernando Samalea
Violão: Ezequiel Kronenberg
Teclado: Darío Calequi
Violão: Martín Caamaño
Contrabaixo e coros: Julieta Ulanovsky


Semilla

Perpassados pelas variáveis do folclore e do rock por motivos de sensibilidade e geração, os integrantes do Semilla assumem o risco e a liberdade criativa da fusão. Os gestos e os procedimentos do rock estão presentes em sua música crioula, infundindo-lhe um vigor pouco frequente, e estabelecem uma ponte entre os dois gêneros musicais.

La peñera (2:18)
(Bárbara Palacios)
Voz e violão: Juan Caballero
Bombo legüero e bateria: Camilo Carabajal
Voz e violão: Bárbara Palacios
Piano, contrabaixo, Hammond e coros: Leandro Bulacio
Guitarra e contrabaixo: Gabriel Rocca


Sonia Posetti Quinteto

A pianista e compositora, que teve suas origens no tango, desenvolveu-se como intérprete e criadora seja em duo com o violinista Damián Bolotin, seja à frente do seu próprio quinteto. Ela se afasta das formas cristalizadas do gênero para mergulhar em uma linguagem pessoal, sem renunciar nem à contemporaneidade nem à identidade.

Bailarina (3:28)
(Sonia Posetti)
Violino: Damián Bolotin
Bandoneom: Federico Pereiro
Vibrafone e percussão: Fabián Keoroglanian
Contrabaixo acústico: Adriana González
Piano e arranjos: Sonia Possetti
Percussão: Martín Diez
Percussão: Pablo Laporta


Tomás Lipan

Um dos mais fiéis representantes da música e do repertório da zona da Quebrada de Humahuaca, região limítrofe com a Bolívia. Zambas (gênero musical para dança do folclore argentino e uruguaio), carnavalitos (música de tom alegre caracterizada pelo uso da quena e do bumbo), huaynos e outros ritmos populares fazem parte dessa autêntica expressão regional. Nasceu em Purmamarca, foi pastor de ovelhas, integrou a banda de tocadores de flautas-de-pã − conhecidos como sikuris − do seu povoado e chegou aos palcos mais importantes do país com sua voz profunda dos cerros.

Me gusta Jujuy cuando llueve (3:53)
(B. Yacopetti & Y. Castillo)
Voz e violão: Tomas Lipán
Piano: Fita Ríos


Verónica Condomí

Cantora e compositora. Seu estilo promove o cruzamento do folclore contemporâneo com temas anônimos populares. Foi integrante de grupos notáveis, como o MIA (Músicos Independientes Argentinos), e a MPA, que revolucionaram o gênero popular nos anos 1980. Seu disco solo com Ernesto Snajer e Facundo Guevara continua essa linha de exploração das raízes com novas sonoridades.

Zamba para la guagüita (4:18)
(Verónica Condomí)
Voz: Verónica Condomí
Contrabaixo acústico: Javier Malosetti
Violinos, violino solo: Quique Condomí
Violinos: Irene Cadario
Bombo, percussão: Rodolfo Sánchez
Violão, arranjo: Ernesto Snajer


Doña María

Concebida nos subúrbios de Buenos Aires, a banda faz uma releitura de temas anônimos e populares do folclore argentino, graças a um traço urbano e certo espírito de grafite. Colocando cor, diferentes texturas, scratching e programações junto com instrumentos acústicos como o violão e a percussão, Doña Maria remixa chacareras, zambas e carnavalitos - ritmos populares argentinos − com dub, rock e raggamuffin. Espírito festivo e potente para apagar os limites entre o urbano e o rural.

Ya me voy (2:16)
(Compilação de Isabel Aretz)
Voz, rádio-relogio e percussão: María José Galliano
Violões, sintetizador e voz: Juan Ignacio Serrano
Percussão, scratch e sample: Rafael García
Percussão, contrabaixo, sirene e voz: Fernando Radl
Contrabaixo acústico e voz: Sergio García Marín
Percussão: Marcelo Von Schultz
Guitarra: Nicolás Martín


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