Em sua quinta edição, o Rumos Música expandiu sua ação, estabelecendo contato com os cenários musicais de quatro outros países da América do Sul: Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. Uma série de programas especiais, apresentados pela cantora e compositora Natalia Mallo, divulga o resultado do garimpo realizado por curadores locais.
Alfredo Troncoso, David Ponce e Iñigo Diaz, do Chile, também foram atrás de ritmos e estilos das mais variadas origens de seu país - do bolero chileno ao rock, do jazz mais atual dos artistas locais à cena musical dos anos 1960.
Aqui, você pode conhecer artistas e músicas selecionados, divididos em quatro programas especiais, apresentados por Natalia Mallo.
Programa 1 | Programa 2 | Programa 3 | Programa 4
Abaixo, você confere a apresentação dos curadores e pode conhecer, um a um, os selecionados, suas músicas e fichas técnicas.
Música chilena, rumos possíveis
Se a questão é indicar rumos, a música popular no Chile está povoada de sinais e direções a tomar. Ritmos e estilos das mais diversas origens encontram seu lar aqui, como está registrado na história. Para exemplificar isso, a tradição universal do bolero, originária de Cuba e do México e cultivada pelo chileno universal que é Lucho Gatica, é apresentada no início desta expedição musical por Inti-Illimani, conjunto que nasceu no movimento da Nova Canção Chilena, nos anos 1960, sob a figura de Violeta Parra, e transformou-se em um dos nomes mais internacionais surgidos desse país.
Desde a mesma década de 1960, o folclore chileno e a raiz latino-americana têm sido fontes constantes para os músicos no Chile, e assim demonstram novas cantoras e autoras, como Magdalena Matthey e Elizabeth Morris. O folclore manifestado na cueca, no canto ao poeta ou na música andina encontra eco naqueles que o cultivam atualmente, entre os quais Los Trukeros, Manuel Sánchez e Freddy Torrealba, enquanto cantores e compositores velhos e novos, como Mauricio Redolés, Manuel García e Nano Stern, somam-se a essa tradição e a fusão latino-americana encontra caminhos entre o funk, a cúmbia e o jazz de De Kiruza, Juana Fé e Christian Gálvez.
O rock também adquiriu diversas formas, desde a fusão de Akinetón Retard e MediaBanda até os sons do rock latino, alternativo ou blues rock de LaFloripondio, Familea Miranda e Perrosky. O cenário do hip hop permite diversos encontros: entre o novo cantor de rap Zaturno e o cantor Jorge González, fundador do histórico grupo roqueiro Los Prisioneros, em 1983; entre os cantores de rap de Santiago Legua York e filha do exílio que é Anita Tijoux; e entre rap e jazz à moda de Cómo Asesinar a Felipes. E essa última é só uma amostra dos vários cruzamentos possíveis no novo século entre a música eletrônica (Tonossepia, Diego Morales) e as diversas formas de pop e canção que têm como representantes Javiera Mena, Gepe, Nutria, Leo Quinteros, Teleradio Donoso e Francisca Valenzuela. A paisagem não se esgota aqui, mas esse carregamento de sons é uma primeira abordagem dos rumos possíveis da música chilena.
Alfredo Troncoso | David Ponce | Iñigo Diaz curadores
Conheça também os selecionados da Argentina, do Brasil, do Paraguai e do Uruguai.
Inti-Illimani
Eram jovens estudantes de engenharia quando, em 1967, formaram um conjunto de música andina na Universidade Técnica que logo desembocaria em uma das bases da Nova Canção Chilena, um turbilhão criativo que teve Violeta Parra como ideóloga e Víctor Jara como herói. Inti-Illimani ganhou reconhecimento mundial assim que o golpe militar de 1973 promulgou o desterro de seus músicos, que, nesse 11 de setembro, encontravam-se em turnê pela Itália e só voltariam para o Chile em 1988. Medianoche é um bolero escrito por Patricio Manns, também parte dessa geração de músicos brilhantes do movimento dos anos 1960. Uma canção de uma de época mais colorida e alegre, antes da ruptura, quando o grupo ainda permanecia como um só Inti-Illimani. Discografia selecionada: Antología (2004).
Medianoche
(Horacio Salinas - Patricio Manns)
Warner Music Chile S.A
Músicos: Horacio Salinas, Jorge Coulon, Horacio Duran, Max Berru, Jose Seves, Marcelo Coulon, Pedro Villagra, Efren Viera.
Freddy Torrealba
O charango, uma espécie de violão pequeno de cinco pares de cordas cujo corpo originalmente foi construído com o esqueleto do animal do altiplano chamado quirquincho, é um dos instrumentos mais populares da cultura andina. O chileno Freddy Torrealba é um virtuoso do charango urbano. Sua apresentação nos palcos da Bolívia, onde esse instrumento tem uma tradição centenária, foi considerada surpreendente. Com o charango em suas mãos, também foram revistos os repertórios e Torrealba não só tocou huainos (ritmo ancestral andino): também demonstrou que se pode interpretar música barroca, fusion, bossa nova e pop. Discografia: Charango y Guitarra e Charango al Sur del Charango (2003).
Puelche
(Freddy Torrealba)
Alerce
Músicos: Freddy Torrealba, Melvin Velasquez, Christian Galvez, Oscar Giunta.
Manuel Sánchez
O canto ao poeta é uma das tradições mais arraigadas do folclore no Chile. É formado pelo canto ao humano e o canto ao divino, duas vertentes da poesia popular dedicadas aos motivos religiosos e terrenos. Também faz parte dela a pajada (poesia improvisada ou repentista) e o guitarrón, instrumento chileno de 25 cordas. Manuel Sánchez é um dos mais completos expoentes de todas essas artes no Chile. Discografia: Verso Libre (2000), Guitarrón a lo Poeta (2007).
Alúmbramelunallena
(Manuel Sánchez)
Obeja Negra
Los Trukeros
A cueca é uma dança e um canto tradicional de raiz folclórica no Chile que experimentou, nos últimos anos, uma revalorização em massa entre as novas gerações urbanas de jovens. Los Trukeros são um dos responsáveis por esse fenômeno. Criado em 1997, esse grupo musical-teatral-poético dedica-se a inovar a cueca sobre o palco e a pesquisar com fidelidade as suas raízes. Discografia: Cuecas Bravas (2003), De Visita (2005), De Chilena (2007), Los Trukeros (2008).
La negrita con su llanto
(Rodrigo Miranda)
Independiente
Músicos: Rodrigo Miranda Valle, Pavel Aguayo Escobar, René Alfaro Parra, Inti González Riquelme, Max Cárcamo Sánchez, Carmen López González, Pablo Guzmán Ramos
Elizabeth Morris
No cenário dos músicos ativos em torno das raízes e das fusões latino-americanas no Chile, Elizabeth Morris ocupa uma posição múltipla. Autora prolífica e instrumentista versátil, desde 2003 é também uma intérprete que se caracteriza pela sutileza, pelo rigor e pela beleza nas harmonias e melodias, além da suavidade de sua voz. Com Canción de Agua y Viento, venceu o concurso folclórico do Festival da Canção de Viña del Mar em 2006. Discografia: Hacia Otro Mar (2003), Nazca (2008).
Canción de agua y viento
(Elizabeth Morris)
Obeja Negra Músicos: Elizabeth Morris - Jovanni Novoa - Jose Seves - Cristian Gonzalez - Italo Cortez
Magdalena Matthey
Foi em 1995 quando se falou pela primeira vez de Magdalena Matthey. Uma jovenzinha tímida e com boa voz que apareceu nas telas e nas primeiras páginas da mídia ao ganhar o concurso folclórico do Festival de Viña desse ano com sua canção María Leonor Lucía. A partir daí, trilhou um caminho inverso na música ao passar da multinacional EMI, com seu primeiro disco em 1997, para o caminho independente, que a consagrou como uma das figuras de referência entre a nova fusão latino-americana, junto com Francesca Ancarola, Elizabeth Morris e Alexis Venegas, por meio de uma atuação que apresenta Afuera (2007) como seu trabalho mais apurado. Discografia: Latidos del Alma (1997), Del Otro Lado (1999), Mañana Será Otro Día (2004), Afuera (2007).
Quién
(Magdalena Mattehey)
Machi
Músicos: Magdalena Matthey, Simon Gonzalez, Pablo Lecaros, Serguio "Tilo" Gonzalez
Christian Gálvez
A escola de virtuosos baixistas elétricos de jazz fusion iniciada por Jaco Pastorius nos anos 1970 chegou também até o fim do mundo, e Christian Gálvez demonstrou ser um virtuose: hábil, criativo e musical no baixo ativo de seis cordas. Apareceu no jazz chileno em 1996, apenas com 19 anos, no quinteto do trompetista Cristián Cuturrufo, e sua presença chamou a atenção de todo o círculo [musical] da época. Hoje, porém, já é um músico maduro, com seis discos solo, instrumentista que faz acompanhamento de músicos de pop, sideman de jazz e diretor de seu próprio selo de discos: Pez Records. Discografia: Christian Gálvez (2000), Cero (2002), Dinámica Solista (2004), Christian Gálvez Trío, Volumen 1 (2005), América Luz (2006), Imaginario (2007).
Imaginario
(Christian Gálvez)
Machi
Músicos: Christian Galvez, Felix Lecaros, Andres Perez, Pablo Menares
MediaBanda
O saxofonista Cristián Crisosto e a cantora Areltte Jequier dividem os dias em duas frentes. Formam um casal e, além disso, lideram um pequeno grupo de música experimental, o MediaBanda. Ambos vêm de um grupo histórico do rock dos tempos da ditadura militar, o Fulano. A partir dessa plataforma criativa, reativaram seus próprios circuitos com MediaBanda, um conjunto elétrico de vanguarda formado por um corpo de jovens músicos ligados à segunda cantora do grupo, Regina Crisosto Jequier, filha dos dois líderes. Discografia: Entre la Inseguridad y el Ego (2004), ao qual pertence esta canção, e Dinero y Terminación Nerviosa (2007).
Jah! No Quedan Huiros
(Cristian Crisosto)
Obeja Negra
Músicos: Regina Crisosto, Cristian Crisosto, Marcelo Maira, Patricio Bracamonte, Diego Aguirre, Sebastian Dintrans, Daniel Linker, De Notables, Santiago Astaburuaga, Christian Hirth
Akinetón Retard
É o nome de um fármaco que neutraliza os efeitos secundários de uma droga antiparkinsoniana. Da mesma forma que ele, a música dos cinco discos que o grupo Akinetón Retard lança desde 1999 foi feita para estados alterados. Em sua lógica não convencional, confluem o rock de vanguarda, a música contemporânea, o hardcore e o free jazz por meio de sua formação de trio roqueiro, além de uma pequena seção de saxofones histéricos. Contudo, existe uma expressão mais descritiva retratando o Akinetón Retard a seis colunas, cunhada por um crítico durante a turnê de cinco meses que fizeram pela Europa em 2004: "Frank Zappa versus Godzilla steles, but more jazzy and cool". Discografia: Akinetón Retard (1999), Akranania (2002), 21 Canapés (2003), Cadencia Urmana (2006).
Roces Matutinos
(Estratos Akrias) Independiente
Músicos: Estratos Akrias, Bolshek Tradib, Tanderal Anfurness, Lectra Celdres, Eden
Juana Fe
A comuna popular de Conchalí, em Santiago, é o berço deste conjunto que passou por diversas fases da música de raiz caribenha praticada no Chile, desde o son cubano até o movimento de revitalização da cúmbia. Juana Fe emplacou um dos sucessos das rádios locais de 2006 com Callejero, canção em que retrata o vendedor de rua, um dos ofícios mais reconhecíveis na cultura popular chilena. Discografia: Con los Pies en el Barrio (2004), Afrorumba Chilenera (2006).
Callejero
(Juan Ayala/Juana Fe)
Obeja Negra
Músicos: Rodrigo Rojas, Pablo Vargas, Gozalo Ibañez, Tomas Muhr, Pancho Craddock, Juan Ayala, Jaime Concha
De Kiruza
De Kiruza é uma expressão proveniente da gíria dos criminosos chilenos, que significa "guarda as tuas costas". Quem resgatou essa expressão da marginalidade foi Pedro Foncea, considerado o precursor do hip hop no Chile. Além disso, é o líder carismático de um dos grupos mais representativos da cultura popular chilena desde 1987, os últimos anos da ditadura militar. Nesse cenário de repressão, De Kiruza teve um papel fundamental no retorno de uma música de protesto, impulsionada por ritmos funk, soul e afro-latinos, músicas desconhecidas no Chile militarizado. O grupo passou por épocas diferentes, com detenções sistemáticas, e esta canção, Liviano Como el Viento, pertence à última de suas ressurreições.Discografia: De Kiruza (1987), Presentes (1991), Bakán (1995), Música Pa'l Mundo (2009).
Liviano como el viento
(Pedro Foncea)
Feria Music S.A
Músicos: Cote Foncea, Roberto Trujillo, Felo Foncea, Jorge Del Campo, Loretto Canales, Pedro Foncea
Mauricio Redolés
Um dos músicos com maior trajetória nos palcos chilenos, Redolés é tanto roqueiro quando poeta, sem peso maior para um ou outro. Iniciou sua carreira musical durante seu exílio político na Inglaterra e, ao voltar ao Chile em meados dos anos 1980, transformou-se em uma referência para o público e para as novas gerações de roqueiros. Discografia: Canciones y Poemas (1985), Bello Barrio (1987), Química de la Lucha de Clases (1991), ¿Quién Mató a Gaete? (1996), Bailables de Cueto Road (1998), En Shile (2001), 12 Thomas (2004), Cachai Reolé? (2008).
El zorro
(Mauricio Redolés)
Obeja Negra
Músicos: Mauricio Redoles, Antonio Moyá, Ricardo Duhart, Constanza Toledo
Legua York con Anita Tijoux
Dois nomes, duas abordagens do hip hop e várias vozes unem-se nesta canção. Ela é Anita Tijoux, uma cantora de rap filha de exilados da ditadura. Estudou na França e voltou ao Chile nos anos 1990 para recuperar a possibilidade certa de uma carreira no seu país. Eles são Legua York, um dos grupos mais politicamente conscientes e ativos do circuito do rap no Chile, filhos, por sua vez, da popular comuna de San Joaquín, na capital chilena. Ambos se reúnem nesta canção que fala de amor e exílio, dois assuntos relevantes para cada um deles. Discografia de Anita Tijoux: KAOS (2007). Discografia de Legua York: Antología Underground 1997-2003 (2003), Huelga de Hambre (2004), No Somos Santos (2005), Militantes Hip Hop (2007).
Amor exilio
(Legua York/Anita Tijoux)
Alerce
Músicos: Anita Tijoux, Gustavo Arias, Ricardo Cabezas, Nelson Bobadilla
Cómo Asesinar a Felipes
Hip hop e jazz são os dois hemisférios deste conjunto. O hip hop concentra-se em Koala Contreras, o mestre de cerimônias do grupo, e o jazz é obra do trio composto de piano elétrico, baixo e bateria, que põe a música para tocar. Cómo Asesinar a Felipes é um dos grupos mais inovadores dos últimos anos no Chile e guarda relação de parentesco com a genealogia do grupo de hip hop FDA, do qual também saíram o produtor Foex e o cantor de rap Gen. Discografia: Cómo Asesinar a Felipes (2008).
En busca de un nuevo sueño
(E. Miranda/M. Meza/S. Muñoz/F. Salas)
Potoco Discos
Músicos: Enzo Miranda, Marcos Meza, Felipe Salas, Sebastian Muñoz, Carlos Meza
Zaturno con Jorge González
A figura paterna de Jorge González, cantor do importante grupo de rock chileno Los Prisioneros, que surgiu em 1983; e a contrapartida do cantor de rap Zaturno, precoce expoente do hip hop dos anos 1990, dão forma a este dueto. Depois de integrar grupos como Tiro de Gracia e Tapia Rabia Jackson, Zaturno é hoje um artista de carreira solo reconhecido, enquanto que Jorge González está radicado no México e dedica-se ao pop e à música eletrônica. Discografia de Zaturno: Sabor Latino (2005), Zaturno Espacial (2007).
Trata de escribir
(Zaturno/Jorge González)
Escarabajo
Músicos: Juan Lagos - Jorge Gonzalez - Andres Jeraldo - Daniel Maluenda
Tonossepia
Tonossepia é o apelido de Diego Vergara, um músico que representa a mais nova geração de criadores chilenos ligados às ferramentas da internet e desprovidos de preconceitos musicais. O hip hop, as bases eletrônicas e as demonstrações digitais de jazz são fontes que lhe permitem fazer uma música confortável e inovadora como produtor, ao mesmo tempo em que é integrante do renovador grupo de hip hop Colectivo Etéreo como artista de rap. Discografia: Calor (2006), Anaís Vergara Mérida (2008).
Teatro acto 2
(Diego Vergara)
Neurotyka
Gepe
Daniel Riveros, mais conhecido como Gepe desde sua estreia em carreira solo em 2004, é um dos expoentes mais claros de uma nova geração de músicos chilenos informados e ligados pela internet, donos de uma liberdade criativa que supera as classificações. Instrumentos folclóricos, bases programadas, música pop e experimentação são alguns dos métodos com que Gepe ganhou lugar especial entre os músicos mais interessantes do novo século. Discografia: 5x5 (2004), Gepinto (2005), Hungría (2007), Las Piedras (2008).
No te mueras tanto
(Gepe)
Quemasucabeza
Músicos: Gepe, Pedro Subercaseaux, Vicente Sanfuentes, Pablo Flores, Fernando Mora
Diego Morales
A intuição e a internet são os dois grandes métodos de trabalho de Diego Morales, um músico capaz de atuar como baixista a serviço da cantora pop Javiera Mena, como integrante do grupo de psicodelia tropical Fredi Michel e como produtor de sua própria música. Neste último campo, experimentou o dub e o ambient em seus dois discos, sendo que o último se chama Calmao, gíria chilena para a expressão "tranquilo". Discografia: El Dub de los Pobres (2003), Calmao (2007).
Beldad
(Diego Morales)
Quemasucabeza
Javiera Mena
Adiante da geração de jovens chilenos de carreira solo da última década, Javiera Mena começou a tocar em 2001, em Santiago do Chile. Depois de vários anos no underground, em 2006 passou a ser cantora pop do selo argentino Índice Virgen e fez turnês pelo México e pela Argentina com um som que contém elementos da canção acústica, das bases eletrônicas e uma vocação a toda prova para o ritmo dançante e as melodias pop. Discografia: Esquemas Juveniles (2006).
Al siguiente nivel
(Javiera Mena)
Quemasucabeza
Teleradio Donoso
Surgiu em 2007 como o grupo chileno de maior destaque da temporada graças a diversas características: uma produção musical impecável e minuciosa, uma composição cuidadosa e cheia de detalhes e um alcance pop que também fez o grupo aumentar cada vez mais sua comunidade de fãs. Teleradio Donoso, liderado pelo cantor e instrumentista Alex Anwandter, é um dos nomes mais conhecidos do novo pop rock chileno. Discografia: Gran Santiago (2007), Bailar y Llorar (2008).
Eras mi persona favorita
(Alex Anwandter)
Obeja Negra
Músicos: Alex Anwandter, Martin del Real, Cristobal Fredes, Juan Pablo Wasaff, Guillermo Riffo
Francisca Valenzuela
A música feminina de Francisca Valenzuela teve um momento de estouro adolescente, quando ela apareceu sentada atrás do piano fazendo a apresentação de abertura da estrela mexicana Julieta Venegas, em 2007, disparando tiros antimachistas com sua figura alta e uma das vozes mais afinadas do pop chileno. Estas canções, principalmente os singles Peces e Dulce, foram escritas por uma Francisca Valenzuela muito jovem, durante seus anos de escola. As melodias e as letras das duas obras, como a própria Muleta, ultrapassaram esse limite e hoje continuam sendo hinos femininos entre o público jovem. Discografia: Muérdete la Lengua (2007).
Muleta
(Francisca Valenzuela)
Feria Music S.A
Músicos: Francisca Valenzuela, Francisco Durán, Pedro Araneda, Mauricio Galleguillos
Leo Quinteros
Seu Beatle favorito é Ringo e muitas canções que gravou em quatro álbuns têm esse ritmo palpitante na bateria, melodias limpas e jogos vocais. Contudo, nesta seleção, vê-se Leo Quinteros mais íntimo e mais "dylaniano". Quinteros, um advogado afastado do ofício para escrever e cantar canções, apareceu em 2002 e impôs, desde então, seu modo de trabalhar ao montar, totalmente sozinho, amostras de sons, pedais e loops para aproximar-se do som de uma banda completa em seus espetáculos. Nesta canção, La Enredadera, utiliza o violão folk e belos arranjos de cordas em sua inclusão progressiva de camadas com instrumentos. Com seu disco Los Accidentes del Futuro (2007), deu um passo para a maturidade e tornou-se-se, assim, um dos cantores e compositores contemporâneos e roqueiros de maior equilíbrio no que se refere à poética e à música. Discografia: Fallando (2002), 1A (2004), Leo Quinteros, Ahora! (2006), Los Accidentes del Futuro (2007).
La enredadera
Leo Quinteros
Obeja Negra
Músicos: Leo Quinteros, Cristian Sotomayor, Rodrigo Bauza, Mowat
Perrosky
Desde 2001 foi o nome do cantor Alejandro Gómez e, a partir de 2002, designou a dupla complementada pelo baterista Álvaro Gómez. Perrosky é hoje um sinônimo de blues combinado com as raízes chilenas que existem na música mexicana e no rock. Para isso, bastam uma guitarra elétrica e uma gaita nas mãos do cantor e a bateria de seu irmão. Ambos tocam desde 1999 no grupo de rock Guiso. Discografia: Añejo (2001), Otra Vez (2003), El Ritmo y la Calle (2006), Doblando al Español (2008).
Si tú pudieras
(Alejandro Gómez)
Algo Records
Músicos: Perrosky, Alvaro Gomez
LaFloripondio
A energia que é capaz de desdobrar-se ao vivo é a principal marca do LaFloripondio, um grupo persistente que desde seu início, em 1992, na cidade de Villa Alemana, transformou-se em um dos mais importantes do rock chileno. Liderado pelo cantor Aldo Macha Asenjo e com um trabalho voltado para uma mistura de rock e raiz latina, fez turnês frequentes à Alemanha. Discografia: Muriendo con las Botas Puestas (1994), La Manda del Ladrón de Melipilla (1996), Atontahuayoprensao (1997), Dime qué Pasa (2001), Paria (2005).
Tsunami... las raíces!!!
(Asenjo - Floripondio)
Independiente
Músicos: Macha Asenjo, Fritz Demuth, Tuto Vargas, Baby Fish, Juanito Gronemeyer, Zorrita Cabezas, Jason Liebert, Rod Gonzalez
Familea Miranda
O nome pronuncia-se Famílea Miranda e refere-se a uma expressão popular chilena. A "família Miranda" é esse segmento do público que não tem dinheiro para gastar e conforma-se em olhar, que em espanhol é ?mirar? (daí o ?Miranda? do nome). Este grupo combina assim a ?chilenidade? cotidiana com influências do rock alternativo de Shellac ou Melvins dos anos 1990. O resultado é forte, concentrado, matemático, frequentemente instrumental e sempre estimulante. Discografia: Familia Miranda (2001), Ferguson (2003), Ensayo ≠ Error (2006), Familea Miranda en Calle Botella (2008).
The legañon
(R.Rosas/R.Gombeross)
Quemasucabeza
Músicos: Rodrigo Rozas - Rodrigo Gomberoff - Rodrigo Layseca
Nutria
Radicado no Brooklyn depois de uma época de experiências roqueiras e improvisação livre com o grupo Maestro, em Santiago do Chile, Christian Torres adotou definitivamente o pseudônimo de Nutria para desligar a sua guitarra e reescrever canções com estrofe, ponte e refrão. Uma carga melancólica e uma linguagem de dupla ligação com o folk urbano nova-iorquino e com a raiz folclórica do Sul do Chile têm sido características permanentes em suas músicas, principalmente nas canções de seu primeiro disco, ao qual pertence Detén el Invierno, e que foi escolhido como o álbum desse ano. Já a partir do segundo álbum, Torres deu um passo mais decidido rumo ao rock de guitarras. Discografia: Roquerío (2005), Nutria NN (2007).
Detén el Invierno
(Nutria NN)
Independiente
Manuel García
Começou em grupos de fusion latino-americano e pop rock - Coré, Mecánica Popular - nos anos 1990. Porém Manuel García, com a nova década, transformou-se em um dos músicos jovens chilenos mais representativos. Sem nada entre a voz e a guitarra, García combina influências da nova trova cubana com outras do rock de Radiohead e com a carga poética de seus versos. Além disso, é um expoente de destaque entre os novos artistas locais de carreira solo. Discografia: Pánico (2005), Témpera (2008).
Pañuelí
(Manuel García)
Alerce
Músicos: Manuel Garcia, Camilo Morales
Nano Stern
Começando como um adolescente entre roqueiros experientes do cenário independente, Fernando Stern atuou como baixista dos grupos Matorral e Mecánica Popular. Aos 19 anos, deu início a uma viagem pelo mundo sem destino final e sua primeira parada foi justamente em uma estação de metrô na Alemanha. Ali tocou muita música chilena e começou sua própria história como autor de canções, culminando na produção de um disco entre 2006 e 2007. Voy y Vuelvo, título do seu segundo disco, é uma expressão muito chilena que indica a interrupção de uma coisa para fazer outra, mas também é literal com Stern, que cantou mais fora do Chile do que dentro. Paulinho Moska é um de músicos brasileiros com quem tem ligação. Discografia: Nano Stern (2006), Voy y Vuelvo (2007).
Un gran regalo
(Nano Stern)
La clave
Musicos: Nano Stern, Manuel Garcia, Alvaro Taboada, Rodrigo Bobadilla, Alejandro Soto
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