INGRESSOS ESGOTADOS

A Jazz Sinfônica, formada atualmente por 70 instrumentistas, se apresenta no palco do Auditório Ibirapuera em duas noites de espetáculo, sob a regência dos maestros João Maurício Galindo e Fábio Prado.

Segundo João Maurício Galindo, o programa do concerto, formado só por música brasileira, é “geográfico”, já que passa por diversos estados do Brasil por meio dos compositores escolhidos – como Dorival Caymmi, Milton Nascimento, Toninho Horta, Nelson Cavaquinho e Adoniran Barbosa.

“Eu procurei pegar algumas músicas do repertório da Jazz que não tocamos há bastante tempo e fiz uma distribuição geográfica do país, de norte a sul”, explica o maestro. “Passo pela Bahia, por Pernambuco, Minas Gerais, desço para o Rio de Janeiro e termino em São Paulo.”

O regente acrescenta que duas músicas que compõem o repertório da apresentação – “O Sol Nascerá Amanhã” (Cartola) e “Tropicália” (Caetano Veloso), que têm, respectivamente, arranjos e orquestração de Tiago Costa e Ruriá Duprat – serão tocadas pelos instrumentistas da Jazz Sinfônica pela primeira vez no Brasil.

“Essas composições foram selecionadas especialmente para um concerto que aconteceu em Londres, no Royal Albert Hall, durante o festival BBC Proms, em agosto do ano passado, quando a Osesp [Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo] se juntou à nossa Big Band”, conta Galindo. “Será a primeira vez dos instrumentistas da Jazz Sinfônica tocando essas músicas aqui.”

Jazz Sinfônica

Unindo a orquestra dos moldes eruditos a uma big band de jazz, a Jazz Sinfônica, idealizada em 1989 pelo músico Arrigo Barnabé – que queria resgatar as tradições das antigas orquestras de rádio e televisão (de 1930 a 1960) –, foi criada um ano depois pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, com a proposta de dar tratamento sinfônico à música popular brasileira e universal, produzindo uma sonoridade ímpar e conferindo protagonismo na criação de uma nova estética orquestral brasileira. O maestro Cyro Pereira (1929-2011), fundador da orquestra, criou o repertório fundamental da Jazz transpondo melodias populares de compositores como Luiz Gonzaga, Tom Jobim e Pixinguinha para a grandiosidade do som sinfônico. João Maurício Galindo é o diretor artístico e regente titular da Jazz Sinfônica e Fábio Prado o regente adjunto.

No ano de 2015, o conjunto sinfônico completou 25 anos e lançou o CD comemorativo Jazz Sinfônica – 25 Anos, realizou a 1a Bienal de Composição Jazz Sinfônica e subiu pela primeira vez ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com repertório de música popular. Em 2016, a Big Band da Jazz Sinfônica se apresentou pela primeira vez no Royal Albert Hall (Londres), com a Osesp, sob regência de Marin Alsop.

 João Maurício Galindo

Diretor artístico e regente titular da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, João Maurício Galindo está à frente desse conjunto desde agosto de 2000. É graduado em composição e regência pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e pós-graduado em musicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Foi regente da Orquestra Amazonas Filarmônica, de Manaus, e da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Atuou como convidado à frente das sinfônicas de Salvador, Sergipe, Campinas e Paraná e da Petrobras Pró-Música do Rio de Janeiro.

Foi também regente da Orquestra Sinfônica do Festival de Campos do Jordão em 1998, 2000 e 2002. No exterior, dirigiu a Filarmônica de Belgrado, a Sinfônica Siciliana, a Sinfônica de Bari e a Sinfônica de Roma, entre outros conjuntos. É criador e apresentador dos programasPergunte ao Maestro Encontro com o Maestro, ambos da Rádio Cultura FM de São Paulo, e autor do livro Música, Pare para Ouvir, lançado pela Melhoramentos em 2009.

Fábio Prado

Maestro e arranjador, iniciou sua vida musical em 1977, participando da comunidade Coral Luther King. Em 1980 começou a estudar trompa no Conservatório do Brooklin, com o professor Mário Rocha. Logo passou a tocar em orquestras, com destaque para a Orquestra Sinfônica de Paraíba [Ospa (1982-1983)], a Orquestra Sinfônica de Campinas (1984-1987), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo [Osesp (1988-1997)] e a Orquestra Jazz Sinfônica (1997-2004).

Em 1998 deu início a seus estudos em arranjo e regência. No fim do mesmo ano estreou como maestro à frente das orquestras Jazz Sinfônica e Sinfonia Cultura. Em 2005 tornou-se maestro-assistente da Orquestra Jazz Sinfônica e em 2009 recebeu o título de mestre pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), com a dissertação O Carinhoso de Cyro Pereira: Arranjo ou Composição?. Atualmente também ministra cursos e palestras sobre regência, arranjo/orquestração e história da música.

Jazz Sinfônica | INGRESSOS ESGOTADOS
sexta 18 e sábado 19 de agosto de 2017
às 21h
[duração aproximada: 90 minutos]

ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)

[livre para todos os públicos]

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Show de lançamento do disco Outra Trilha
onde: Auditório Ibirapuera