O Beco das Garrafas, cantinho carioca de tantas histórias e canções, uma travessa sem saída da Rua Duvivier, em Copacabana, é espaço pequeno apenas no que tange aos metros: lá, bem lá, Ronaldo Bôscoli e Luís Carlos Miele fizeram nome, vozes como Sylvia Telles e Wilson Simonal se apresentaram, a bossa nova fez morada. A alcunha criada por Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo do cronista Sérgio Porto, guarda memórias inúmeras e, ainda hoje, continua a registrar encontros. Um deles envolveu a atriz e cantora Laila Garin e os músicos Ricco Viana, Marcelo Müller e Rick De La Torre. Laço selado no teatro, firmou-se um grupo: os quatro formaram a banda A ROda e no Beco, o tal do Beco, fizeram shows, experimentaram repertório com o público, construíram uma ode a faixas brasileiras clássicas. Gravaram, em 2017, o primeiro álbum: Laila Garin e A Roda (Som Livre/MPB). Em paralelo, Laila, incentivada pelo sucesso de Elis, A Musical, espetáculo em que foi protagonista, ergueu um número outro dedicado a Elis Regina. No Beco, também no tal do Beco. Certa noite, Ney Matogrosso encorpou uma das plateias e, encantado com o que viu, fez coro à ideia: gravar um registro audiovisual desse todo. E assim foi feito. No dia 9 de julho, no Itaú Cultural, a trupe comemora o lançamento do DVD, dirigido por Ney e viabilizado pelo Canal Brasil, produção que busca recuperar a ambiência do Beco, o tal do Beco. O Beco das Garrafas.

Laila Garin e A ROda – Ricco Viana, Marcelo Müller e Rick De La Torre | foto: Estúdio Jhow Jhow

Que venha o revisitar

Pois é disto que se trata: viver de novo, uma vez mais. Das melodias às emoções. Aos arrepios – eis o critério para a seleção de músicas: há de remexer com o campo sensível de cada integrante. E dos espectadores. Entre as peças escolhidas de modo coletivo, composições de Caetano Veloso, Chico Buarque, Roberto e Erasmo Carlos, por exemplo. Além de um medley em homenagem à Pimentinha, pérolas que Laila entoa sem receio. “São letras densas, situações dramáticas, concretas, fortes. Relacionam-se com o que eu sou, com o meu aporte cênico”, conta a artista que, desde jovem, se embrenhou no canto, esfera com a qual possui uma conexão espiritual, na dança, no atuar, seu chão maior.

No processo de concepção da obra, a troca com Ney Matogrosso foi intensa: “Ele fez sermos nós mesmos. Inteiros. Sempre com respeito”, pontua a intérprete. E completa, completa quanto à expectativa em relação ao show próximo: “O que quero é bem muito. Quero uma comunhão imensa. Quero emoção. E que seja lindo!”.

Laila Garin e A ROda [com interpretação em Libras]
segunda 9 de julho de 2018
às 19h
[duração aproximada: 80 minutos]
Sala Itaú Cultural (piso térreo) – 224 lugares

Entrada gratuita

distribuição de ingressos
público preferencial: uma hora antes do espetáculo | com direito a um acompanhante – ingressos liberados apenas na presença do preferencial e do acompanhante
público não preferencial: uma hora antes do espetáculo | um ingresso por pessoa

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