Nos dias 16 e 17 de agosto, a Academia Juvenil da Orquestra Petrobras Sinfônica – grupo formado por jovens de 12 a 20 anos e conduzido pelo maestro Felipe Prazeres – se apresentou aqui no Itaú Cultural. No programa, tocaram uma seleção de obras de autores clássicos: Guerra-Peixe, Tchaikovsky e Mozart.

Logo no início da apresentação, o maestro comentou que a música clássica se tornou algo distante de nós quando começaram a chamá-la de música erudita. Ao receber essa denominação, ela foi marcada como algo feito só para “entendidos”, de acordo com a própria definição do termo. A longo prazo, isso gerou um problema para os músicos, pois isso restringia socialmente o público.

Para tornar a apresentação leve e acabar com a ideia de que tudo em musica clássica deve ser restrito e rigoroso, o maestro interagiu com a plateia, fazendo perguntas e mostrando diferenças básicas entre os instrumentos, com a  ajuda dos músicos. No final, pediu a uma pessoa para reger a orquestra.

Felipe Prazeres falou também da importância de hoje podermos conhecer as obras dos autores de música clássica pelas ferramentas tecnológicas, como o YouTube. Segundo ele, há “um mundo a ser desbravado”. Basta se aventurar.

A apresentação provou que a música, independentemente do seu estilo, é uma linguagem universal e pode ser acessível a todos. Depois de vê-los no palco, a vontade era de ouvir mais músicas clássicas e de conhecer mais os autores. Tive a sensação de que fizesse isso um pouco a cada dia eu passaria a ver a vida de forma diferente.

Você já assistiu a uma apresentação de música clássica? E de música popular? Qual você escolheria para ver?

Você, que é professor, trabalha conteúdos de música em sala de aula? Qual tipo? E com a música clássica? Conte para nós a sua experiência!

Veja o vídeo abaixo e conheça uma das peças interpretadas pela Academia Juvenil: César Guerra-Peixe – Petrópolis da Minha Infância. A Baronesa Sobe a Serra, Alegro.

 

 

 

Foto: Cintia Pimentel