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principais destaques da coleção (que conta com cerca
de 6558 exemplares, dos quais 1500 expostos no Museu) são
os seguintes: |
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Moedas
Obsidionais Holandesas -
Cunhadas em palácio, em 1645/46, sob cerco e forte pressão das tropas
luso-brasileiras após a derrota na batalha das Tabocas, com ouro
vindo da Guiné. São hoje raríssimas, visto que os mercenários a
serviço dos holandeses que as receberam, no seu regresso à Holanda,
trocavam-nas por emissões regulares, e os luso-brasileiros que as
adquiriam em troca de alimentos, de imediato as derretiam, pois
a posse das mesmas era prova de crime de alta traição, punido imediatamente
na forca. As peças presentes no museu são provenientes do resgate,
em 1970, do cofre de um barco holandês afundado na época, nas costas
da ilha de ltaparica. |
| Ensaio
Monetário TERRA SANTA CRVSIS
- Única peça numismática a ostentar o nome primitivo do Brasil.
Existem somente dois exemplares conhecidos, estando o outro no acervo
do Banco de Portugal. |
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Dobrões
- Cunhados
em 1724/27, por ordem de D.João V (no auge do ciclo do ouro), alem
de belíssimos no seu primoroso desenho, apresentam quase 55 gramas
de ouro, sendo considerada a moeda de maior valor intrínseco já
circulada no mundo. |
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Barrinhas
de Ouro -
O ouro lavrado nas minas não podia circular na forma de pó ou pepitas,
o que constituía fraude passível de forca. Era necessário que o
resultado das lavras fosse levado às casas de fundição para ser
"quintado" e em seguida amoedado ou transformado em barras oficiais
com todos os sinetes que atestavam a sua validade. Hoje são raríssimas
e muito disputadas em leilões, onde alcançam altos preços. O Museu
possui seis exemplares magníficos. |
| Tomada
de Cayenna -
Quando da vinda da família real para o Brasil, fugindo de Napoleão,
D.João VI, em represália, mandou invadir Cayenna, capital da Guiana
Francesa. Celebrando tal evento, foi cunhada em 1809, na Inglaterra,
belíssima medalha, considerada hoje a primeira medalha militar brasileira. |
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Peça
da Coroação -
Quando da coroação de D. Pedro I, em 1º. de dezembro de 1822, foram
cunhadas moedas destinadas ao óbulo que tradicionalmente os reis
portugueses davam à Igreja no dia de sua coroação. Por ter desagradado
o Imperador e apresentar falhas e inconveniências no seu desenho
e também por não se dispor de mais ouro, foram cunhados apenas 64
exemplares dos quais apenas 14 são hoje conhecidos. Pelo seu valor
histórico, é hoje a moeda mais preciosa da numária brasileira, valendo
em torno de 200 mil dólares o exemplar. |
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Ordem
da Rosa -
Quando do falecimento de D. Leopoldina, primeira esposa de D. Pedro
I, a corte e o povo aguardavam o casamento do Imperador com a sua
amante predileta., a Marquesa de Santos. Por razões políticas e
por já estarem os sentimentos do Imperador um tanto desgastados,
enviou-se emissário à Europa a procura de uma noiva. A escolhida
foi a nobre bávara Amélia de Leuchtenberg. Emocionado na chegada
da futura esposa, D. Pedro I, ao vê-Ia loura, jovem, de olhos azuis
e toda vestida de cor-de-rosa, num arroubo romântico, decreta a
Ordem da Rosa, que viria a ser a mais importante condecoração do
Império do Brasil. Ostentando no seu centro a frase "Amor e Fidelidade",
e no reverso "Pedro e Amélia", é uma bela peça em esmalte, ouro
e prata, que pode ser vista no Museu. |
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