Em sua segunda edição, o prêmio Oceanos – com a parceria do Itaú Cultural – consolidou o objetivo de realizar um intercâmbio literário no âmbito da língua portuguesa, premiando as melhores obras de escritores lusófonos.

 Em 2016, foram premiados quatro livros de criação literária em língua portuguesa – inscritos nos gêneros Poesia, Romance, Conto, Crônica e Dramaturgia – publicados no Brasil em 2015.

 Livros publicados nos demais países lusófonos também puderam concorrer desde que tivessem sido lançados originalmente entre 2012 e 2015 e publicados no ano de 2015 por editora brasileira ou sediada no Brasil.

 Em 2016, o valor total da premiação foi de 230 mil reais, divididos da seguinte forma:

 - 1º vencedor = 100 mil reais

- 2º vencedor = 60 mil reais

- 3º vencedor = 40 mil reais

- 4º vencedor = 30 mil reais

 

INSCRIÇÕES

Entre 19 de maio e 1º de julho de 2016, 740 obras de criação literária foram inscritas no site www.itaucultural.org.br/oceanos2016 para concorrer ao prêmio.

Todas as obras inscritas foram lidas e avaliadas pelos Júri de Avaliação, sendo que cada livro teve três leituras de diferentes jurados. Para participar da seleção, o escritor ou seu editor enviou uma cópia do livro inscrito no formato e-Pub, compatível com o e-reader Kobo. Na impossibilidade de envio nesse formato, a obra foi obrigatoriamente enviada no formato PDF.

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SEMIFINALISTA E JÚRI INTERMEDIÁRIO

Na primeira etapa de votação do prêmio Oceanos 2016, foram eleitos pelo Júri de Avaliação 18 livros de poesia, 24 romances, 7 livros de contos e 1 de crônica.

O Júri de Avaliação selecionou também, entre seus membros, seis jurados para compor o Júri Intermediário. De 5 de outubro a 17 de novembro de 2016, esse júri leu e analisou as 50 obras semifinalistas e elegeu os 10 livros finalistas no dia 18 de novembro.

 

Veja os livros semifinalistas em ordem alfabética. 
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Veja os componentes do Júri Intermediário.
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 FINALISTA E JÚRI FINAL

Na segunda etapa de votação do prêmio Oceanos 2016, o Júri Intermediário definiu, em reunião realizada no Itaú Cultural no dia 18 de novembro, os 10 livros finalistas entre os 50 eleitos na etapa anterior.

 Esse júri – formado pela professora e ensaísta Beatriz Resende, pelos escritores Cristovão Tezza, José Castello e Rodrigo Lacerda e pelos poetas Heitor Ferraz Mello e Sérgio Alcides, todos eles igualmente atuantes no campo da crítica literária – elegeu quatro livros de poesia, quatro romances e dois livros de conto.

 

Veja os livros finalistas em ordem alfabética.
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Veja os componentes do Júri Final.
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VENCEDORES

Os quatro vencedores do prêmio Oceanos 2016 traduziram a diversidade de gêneros literários da literatura contemporânea. Além do romance Galveias, do português José Luís Peixoto – primeiro colocado nesta edição –, foram premiados o romance A resistência, do escritor paulistano Julián Fuks, em segundo lugar; o volume de poesia O livro das semelhanças, de Ana Martins Marques, em terceiro; e os contos de Maracanazo e outras histórias, do carioca Arthur Dapieve, em quarto.

Galveias, cujo título é extraído do nome da aldeia natal de Peixoto, na região do Alentejo, é um mergulho no “Portugal profundo” e rural, cuja narrativa alinha personagens emblemáticos desse universo arcaico a partir de um evento (a queda de um meteorito em Galveias), o qual, simbolicamente, confere um sentido cósmico a essa comunidade que se extingue entre rústica violência, desolação, melancolia e choque com a modernidade.

Em A resistência, o tema dos traumas familiares deixados pelas ditaduras latino-americanas reaparece sob ângulo renovado – na figura do irmão adotivo do narrador: a possibilidade de que ele seja filho de desaparecidos políticos durante o regime de exceção na Argentina lança sobre a família um véu de segredos, silêncios, não ditos e interditos que Julián Fuks (filho de psicanalistas argentinos radicados no Brasil) maneja com argúcia analítica, associando a tensão emocional à reflexão sobre os mecanismos de resistência à desocultação da verdade.

O livro das semelhanças, da mineira Ana Martins Marques, é dividido em quatro partes, que percorrem cartografias e analogias, sempre buscando delicadas iluminações sobre o cotidiano, com poemas delicada e generosamente abertos para as experiências, que se tornam novas experiências – experiências poéticas.

Maracanazo e outras histórias reúne cinco contos. Aquele que dá título ao livro, Maracanazo, não se refere à fatídica final da Copa de 1950, entre Brasil e Uruguai – evento que gerou essa expressão –, mas, sim, à série de históricos fracassos que a Espanha experimentou no Maracanã, culminando, na última Copa, com uma eliminação prematura selada num jogo contra o Chile. É a partir desse dado factual que Arthur Dapieve constrói sua narrativa, na qual se confrontam um torcedor espanhol e uma brasileira de origem chilena que vivem um breve affair, envolvendo visões políticas e valores opostos.