Rodrigadas

Família Rodrigues

Família Rodrigues na escada | imagem: Autoria Desconhecida/Acervo de Família (veja quem é quem na imagem: http://bit.ly/familiarodrigues)

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Família, parte 1: Rodrigues que vieram para o Rio de Janeiro

É difícil exagerar a influência do ambiente familiar sobre Nelson. Os Rodrigues são uma família de jornalistas, escritores, artistas, colecionadores de arte.

Os que foram de Pernambuco para o Rio de Janeiro – Nelson incluído – se envolveram com jornalismo, teatro, cinema. Seu pai, Mário Leite Rodrigues, jornalista experiente em Recife, foi para o Rio de Janeiro e, a princípio, trabalhou no Correio da Manhã, do qual foi diretor. Fundou os jornais A Manhã e Crítica, publicações com alcance de público, inovação gráfica e poder político. Segundo o autor, ele foi uma “figura obsessiva” em sua vida.

Um de seus irmãos mais velhos, Mário Filho, seguiu o legado de grande publisher: trabalhou em O Globo e fundou e dirigiu o Jornal dos Sports. Sua determinação revolucionou o jornalismo esportivo brasileiro. Promoveu o futebol profissional, organizou competições (entre elas, o Torneio Rio-São Paulo, que cresceria até ser o Campeonato Brasileiro, e os Jogos da Juventude), liderou a campanha para que o Estádio Municipal do Rio se localizasse próximo à cidade – e, atualmente, não por acaso, é o seu nome que batiza o Maracanã.

Roberto Rodrigues, irmão que foi assassinado na redação de Crítica, por causa da cobertura de um divórcio, era pintor, desenhista, caricaturista – o ilustrador do jornal. Amigo do pintor Cândido Portinari, seria seu influenciador, segundo Augusto Rodrigues, um primo de Nelson que é entrevistado desta seção. Seu filho Sergio Rodrigues é um dos mais importantes arquitetos e designers brasileiros.

Outro irmão, Milton Rodrigues, foi cineasta. Nelson escreveu para os cinejornais de Milton e participou da produção de Somos Dois (1950), fazendo os diálogos e o argumento do filme. Augusto Rodrigues e Paulo Rodrigues foram jornalistas esportivos. Das irmãs, Irene Rodrigues foi caricaturista; Maria Clara Rodrigues, jornalista e dramaturga; e Dulce Rodrigues, a caçula, foi atriz e criou a Companhia de Teatro Dulce Rodrigues. Atuou em Doroteia (1949), Valsa nº 6 (1951) e Vestido de Noiva (1955), peças de Nelson, entre outras.

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Critica

Primeira página do Jornal Critica de 7/9/1929 – Rio de Janeiro/RJ | Acervo da Fundação Biblioteca Nacional/Brasil

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Mário Leite Rodrigues

Foto de Mário Leite Rodrigues retirada do livro A Cegueira dos Deuses (Imprensa Industrial, 1931) | imagem: Autoria Desconhecida

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Figura Doce, Meu Pai

 Que figura doce era meu pai e capaz de cóleras tamanhas. Cólera contra os outros, contra o mundo, mas trêmulo de ternura para a mulher e para os filhos.

Nelson, no capítulo 2 de Memórias – A Menina Sem Estrela

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Maria Esther

Maria Esther, mãe de Nelson | imagem: Autoria Desconhecida/Acervo de Família

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Nelson e Maria Esther

Nelson Rodrigues e Maria Esther Rodrigues | imagem: Autoria Desconhecida/imagens captadas pela TV Cultura

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Maria Esther vai para o Rio

Tenho retratos seus da mocidade e posso repetir: – linda, minha mãe. Um dia, meu pai recebe o telegrama: “Embarco hoje, navio tal. Beijos.”

Vinham minha mãe e seis filhos, o último de colo. Esse batalhão de crianças ia inundar o Rio de Janeiro. Diga-se de passagem que, há muito tempo, minha mãe vinha martelando meu pai: – “Vamos para o Rio. Você tem que ir para o Rio.”

Nelson, no capítulo 2 de Memórias – A Menina Sem Estrela

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A Riqueza Nordestina e a Fuga para o Sul

José Luís da Mota Menezes é arquiteto e especialista na história urbana recifense. Conviveu com os Rodrigues que ficaram no Recife, principalmente Fernando, Abelardo e Francisco, tios de Nelson, todos envolvidos com produção artística.

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Mário Filho

Mário Filho | imagem: Autoria Desconhecida/Acervo de Família

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Milton Rodrigues

Milton Rodrigues | imagem: Autoria Desconhecida/Acervo de Família

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Somos Dois

Somos Dois (1950), filme dirigido por Milton Rodrigues, teve diálogos e argumento de Nelson. Foi a primeira experiência do autor de Vestido de Noiva com o cinema. Assista um trecho e saiba mais no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0200154/

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Paulo Rodrigues

Paulo Rodrigues | imagem: Autoria Desconhecida/Acervo de Família

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Dulce Rodrigues

Dulce Rodrigues | imagem: Autoria Desconhecida/Acervo de Família

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Arte Espontânea

Augusto Rodrigues dirige a Rodrigues Galeria de Artes, em Pernambuco, e é primo de Nelson.

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Gravura de Roberto Rodrigues

catálogo Nelson Rodrigues e o Cinema/Acervo da Família

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Filho do Amor

ilustração: Roberto Rodrigues/Acervo de Família

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Amor à Primeira Vista de um Homem que Não É Máo

ilustração: Roberto Rodrigues/Acervo de Família

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Decadência

ilustração: Roberto Rodrigues/Acervo de Família

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O Elogio da Cocaína

ilustração: Roberto Rodrigues/Acervo de Família

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O Último Romântico

ilustração: Roberto Rodrigues/Acervo de Família

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Família Rodrigues

imagem: Autoria Desconhecida/Acervo de Família

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Família, parte 2: Rodrigues que ficaram em Recife

Ainda na geração de Nelson, destaca-se seu primo Augusto Rodrigues. Pintor, desenhista, gravador, educador e poeta, também deixou Recife pelo Rio. Lá, fundou a Escolinha de Arte do Brasil. Nelson e Augusto, quando adolescentes, fundaram um jornal: o Alma Infantil. O tabloide era impresso nas oficinas do A Manhã, de Mário Rodrigues, e enviado para Recife, onde Augusto o distribuía.

Entre os Rodrigues que permaneceram em Recife, há o envolvimento sobretudo com as artes plásticas e também com o teatro. Os irmãos de Augusto, Abelardo e Francisco eram colecionadores. O primeiro reuniu a maior coleção de arte sacra particular brasileira, a terceira maior entre todas as do país. O segundo colecionou fotografias de famílias pernambucanas do século XIX e início do XX.

A história desses familiares é contada, nesta seção, por outro Augusto Rodrigues, filho de Fernando Rodrigues, irmão dos três citados acima. Um amigo da família, o arquiteto José Luis da Mota Menezes, também compartilha suas memórias.

O pai de Augusto, Abelardo e Francisco, Augusto Leite Rodrigues — irmão de Mário Leite Rodrigues —, se casou com Maria do Carmo da Rosa Borges. O casamento tornou Nelson próximo de mais artistas — Valdemar de Oliveira, fundador do Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP); Reinaldo de Oliveira, atual diretor do TAP e filho do fundador; e Geninha Sá da Rosa Borges, uma das mais prestigiadas atrizes de Pernambuco.

Reinaldo e Geninha participaram de uma montagem de Vestido de Noiva, feita pelo TAP em 1955. Outro parente de importante obra teatral é o diretor Antonio Cadengue — que só não tem Rodrigues no nome porque seu avô fez a mudança para “Cadengue”. Os três são entrevistados nesta seção.

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Rodrigadas

Reinaldo de Oliveira é ator, diretor e dramaturgo. Dirige o Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP), companhia criada por seu pai, Valdemar de Oliveira, e que montou Vestido de Noiva em 1955, com atuação de Reinaldo. Por uma ligação da família Rosa Borges com os Rodrigues, ambos são parentes de Nelson.

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Os Rodrigues e a Arte

Augusto Rodrigues dirige a Rodrigues Galeria de Artes, em Pernambuco, e é primo de Nelson.

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Coleções

Roberto Motta é antropólogo. Conheceu os Rodrigues que ficaram no Recife.

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DNA Bom

José Luís da Mota Menezes é arquiteto e especialista na história urbana recifense. Conviveu com os Rodrigues que ficaram no Recife, principalmente Fernando, Abelardo e Francisco, tios de Nelson, todos envolvidos com produção artística.

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Eu apenas presencio

Reinaldo de Oliveira é ator, diretor e dramaturgo. Dirige o Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP), companhia criada por seu pai, Valdemar de Oliveira, e que montou Vestido de Noiva em 1955, com atuação de Reinaldo. Por uma ligação da família Rosa Borges com os Rodrigues, ambos são parentes de Nelson.

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Convivência com Nelson Rodrigues

Geninha Sá da Rosa Borges é atriz e diretora. Representou Alaíde na montagem de Vestido de Noiva, pelo Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP) em 1955. É parente de Nelson por uma ligação entre as famílias Rosa Borges e Rodrigues.

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Uma aula

Nise Rodrigues é esposa de Augusto Rodrigues.