No dia 14 de setembro foi realizada no instituto a roda de conversa Gravura Contemporânea. No final do bate-papo, concluímos que, apesar de existirem novos usos e métodos para a gravura, ela é democrática e não impõe um formato “contemporâneo”.

A gravura não é só o produto final – por exemplo, a imagem impressa em um livro –, é também uma técnica artística com uma longa história de desenvolvimento. Ela nasceu das estampas em tecido e marcas em cerâmica realizadas no período Neolítico (cerca de 4 mil anos a.C.). No Oriente, as primeiras estampas em papel foram feitas nos anos 150 d.C.; no Ocidente, somente após o século XV surgiram as imagens impressas em papel.

A diferença entre desenhos ou pinturas e uma impressão gráfica é que esta é feita a partir de uma matriz, que funciona como um carimbo. É confeccionada mais comumente em madeira, metal e pedra. A partir dessa matriz, podemos repetir a imagem recolocando uma camada de tinta e repetindo a impressão.

Demorou muito para que a estampa saísse da produção de ilustrações e ganhasse as paredes de uma exposição, passando a ser entendida como obra de arte.

Hoje, os meios tecnológicos permitem aos artistas utilizar outros processos para produzir gravuras, como a impressão por computador, que dispensa a matriz. Entre os experimentos feitos atualmente, está o abandono da ideia de seriação, de repetição da imagem, pela criação de uma imagem única. Outro exemplo é a produção de cartazes para ser colados nos muros da cidade ou distribuídos como panfletos, assim “dessacralizando” as obras, ou seja, excluindo delas o caráter elitista, proibitivo, que poderiam assumir em uma instituição de arte.

Saiba mais sobre os nomes e as técnicas da gravura, neste link.