Contemplado no Rumos 2015-2016, o projeto No Gravador de Inezita, proposto pela Sê Editorial, consiste na organização, recuperação, digitalização e catalogação de 43 fitas de rolo com gravações caseiras e inéditas realizadas nas décadas de 1950 e 1980, com raras experiências sonoras de Inezita Barroso. Aproveitando a chegada da Ocupação em homenagem à artista, o site www.inezita.com.br, resultado final do projeto, também será lançado ainda em setembro.

A coleção traz registros raros e históricos de ensaios, recitais, momentos em família e músicas da discoteca de Inezita. O registro mais antigo contido nas fitas magnéticas de rolo é de julho de 1951 e o mais recente de maio de 1991. O trabalho de recuperação, digitalização e catalogação do material durou seis meses e contou com a consultoria de Marta Barroso, filha da artista.

Se todas as fitas já consistem em um verdadeiro tesouro, dentro dele ainda podemos falar de destaques. “Noite de Junho” é a única composição assinada por Inezita Barroso, aqui em parceria com o amigo, compositor e pianista Tullio Tavares – a composição nunca foi gravada. Há também fragmentos de cantorias com a única filha, Marta, além de encontros com amigos atores, músicos, grandes influências, como Yma Sumac, Nelson Ferraz, Eduardo Moreira, Zé do Norte, Luiz Vieira e Paulo Vanzolini.

As gravações revelam uma Inezita sempre pesquisadora, em busca de compositores e ritmos para montar seu repertório. “Esse gravador é o símbolo do que ela carregava nas costas, que é uma grande pesquisa como artista e cantora. Está tudo catalogado, digitalizado, as fitas foram limpas e o gravador vai estar na exposição”, conta Aloisio Milani, proponente do projeto.

 

Veja também