Localizado no Parque Ibirapuera, em um edifício adaptado por Lina Bo Bardi, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM SP) completa 72 anos. Para comemorar o aniversário, há uma programação toda produzida para o on-line, com mostras, oficinas e debates. Tais atividades, que fortalecem o elo da instituição com o momento presente (cuja preponderância virtual se faz necessária), revisitam a sua história por salientar tópicos que são caros ao museu: da cultura afro-brasileira ao exercício da reflexão sobre o ser contemporâneo, entre outros.

“Os projetos do MAM SP que transbordam na internet reforçam a importância de pensarmos, para além do momento, o diálogo entre cultura e arte brasileiras e possibilidades virtuais”, ressalta Eduardo Saron, diretor tanto do museu em questão quanto do Itaú Cultural (IC). Sem deixar de analisar as desigualdades que também permeiam o acesso a ferramentas digitais, Saron salienta ainda que o desenvolvimento de programações on-line caminha junto com o esforço em favor de democratizar a fruição de manifestações artísticas múltiplas. “Ações assim permitem que públicos cada vez mais amplos e plurais sejam tocados e transformados, mesmo que a distância, pela potência criativa brasileira e do mundo”, afirma.

E é justamente a tarefa de trazer o mundo, todo mundo, muitos mundos para o museu que impulsiona o Educativo do MAM SP. Concebida a partir de princípios como inclusão e diversidade, a missão pedagógica da instituição perpassa as suas diferentes atividades – seja ao dedicar uma semana ao ofício educativo (ocorrida de 6 a 12 de julho), seja nas demais realizações. 

De 13 a 19 de julho, a exposição A Mão Afro-Brasileira, coletiva de 1988, é relembrada. A partir de obras de artistas como Aleijadinho, Rubem Valentim, Gervane de Paula e Mestre Didi, a mostra apresenta um panorama da produção de autoria negra desde o século XVIII até o XX. Uma oficina de ritmos africanos ministrada pelo músico congolês Zola e uma aula com a historiadora Suzane Jardim a respeito de posturas antirracistas completam o cronograma.

Já entre os dias 20 e 26 de julho, a exposição inaugural do MAM, Do Figurativismo ao Abstracionismo, de 1949, ganha destaque na dinâmica de discussão a respeito do que é ser moderno e do ser contemporâneo no âmbito das artes plásticas. Os Panoramas, responsáveis pela introdução de obras de arte contemporânea no acervo da instituição, e a arte indígena também integram o debate, tópicos a ser comentados pelo artista Jaider Esbell e pela antropóloga Paula Berbert em uma live.

Para encerrar a programação de aniversário, de 27 a 31 de julho, experiências virtuais inéditas na página do museu no Google Arts & Culture promovem considerações sobre a época atual e, concomitantemente, apontam para o amanhã: recortes de mostras futuras, aquelas que devem marcar a reabertura do MAM SP, chegam ao público. Antonio Dias – Derrotas e Vitórias, Clube de Colecionadores do MAM – 20 Anos e Roçabarroca – Projeto Parede de Thiago Honório são as exposições previstas, e, enquanto a suspensão social continua, elas conquistam espaço on-line. Experiências poéticas e lives acerca dessas novidades avançarão até agosto, o que releva, na verdade, que a oportunidade de celebração ultrapassa datas.

Programação comemorativa do MAM SP

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