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De 18 de março a 1º de julho acontece na Escola IC o curso Entre a Caixa Preta e o Cubo Branco: Panorama da Cenografia e da Expografia no Brasil, que busca apresentar aos alunos os diferentes campos de atuação da cenografia e da expografia, abordando aspectos históricos, práticos e reflexivos.

>> Segundo encontro acontece no dia 13 de abril. Clique em “definir lembrete” no YouTube do IC para ser notificado quando a aula começar.

Cinco aulas serão abertas ao público, com transmissão pelo YouTube do Itaú Cultural. Elas acontecerão nos dias 23 de março, 13 e 20 de abril, 25 de maio e 1º de junho, sempre às 19h, com duas horas de duração cada uma. Confira abaixo os temas e quem os conduzirá.

terça 23 de março de 2021

Aula 2: Perspectivas: entre a Caixa Preta e o Cubo Branco
com Daniela Thomas e Felipe Tassara
mediação de Carmela Rocha

O encontro parte dos trabalhos realizados por Daniela Thomas e Felipe Tassara para abordar a diversidade de escalas e de áreas de atuação no campo do teatro e das exposições, aproximando e diferenciando os processos de projeto e criação da expografia e da cenografia, correlacionando-as.

terça 13 de abril de 2021

Aula 6: Cenografia Teatral: Linguagens da Caixa Cênica
com J. C. Serroni e Renato Bolelli Rebouças

Apresentação da trajetória do cenógrafo J. C. Serroni, abordando perspectivas histórico-práticas e demonstrando a construção de sua linguagem cenográfica para o espetáculo teatral na contemporaneidade.

terça 20 de abril de 2021

Aula 8: Expografia do Cubo Branco – o Caso Masp (SP)
com Juliana Ziebell e Marina Moura

Através de suas experiências no Museu de Arte de São Paulo (Masp), a arquiteta Juliana Ziebell e a coordenadora de produção Marina Moura apresentarão a dinâmica de criação e produção de expografia dentro da instituição, perpassando por projetos que abordam a modularidade na expografia, projetos para grandes exposições, remontagens dos projetos de Lina Bo Bardi e temas como conservação e técnica.

terça 25 de maio de 2021

Aula 14: Perspectivas: Teatro e Arte Preta no Brasil
com Cachalote Matos e Igor Simões
mediação de Renato Bolelli Rebouças

Apresentação seguida de debate sobre as especificidades da estética negra, seus diferentes imaginários culturais e referências no país, através de uma atuação crítica a partir do questionamento dos modelos ocidentais da caixa preta e do cubo branco.

terça 1º de junho de 2021

Aula 16: Perspectivas: Arte Indígena
com Andreia Duarte e Naine Terena
mediação de Carmela Rocha

Apresentação de outras cosmovisões no imaginário cultural brasileiro a partir da produção artística indígena, levando em consideração as diferentes linguagens, meios de produção e relação com instituições.

Informações sobre os convidados
Professores e consultores de conteúdo

Carmela Rocha
Graduada pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAU/UFRGS) em 2006, pós-graduada em cinema pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) em 2008 e mestre na área de projeto de arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP) em 2018. Trabalha como diretora de arte e cenógrafa para cinema e teatro desde 2004. Abriu seu primeiro escritório, Grão Arquitetura, na cidade de Porto Alegre, em 2007, onde desenvolveu trabalhos de arquitetura, design de objetos e de interiores. Foi diretora de projeto do Atelier Marko Brajovic de 2011 até 2016 e, desde 2017, tem seu escritório em São Paulo, onde desenvolve projetos de arquitetura, cenografia e expografia e investiga novos modos de ocupar e narrar o espaço, cruzando diferentes áreas de atuação: arte, teatro, dança e arquitetura.

Renato Bolelli Rebouças
Arquiteto, cenógrafo, diretor de arte, figurinista, professor e pesquisador. Formou-se pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2002, tornou-se mestre em espaços não convencionais em 2010, pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), e doutorando pela mesma instituição em 2020. Colabora com grupos, companhias e artistas de teatro, artes visuais, dança, ópera e performance. Desde 2010 integra a plataforma coletiva transdisciplinar Usina da Alegria Planetária (UAP), na zona rural de Cotia (SP). Foi artista residente no Departamento de Estudos da Performance da Universidade de Nova York e no Hemispheric Institute of Performance and Politics (2019). Integra o núcleo de cenografia do International Federation of Theatre Researchers (IFTR) e da Organização Internacional dos Técnicos e Arquitetos de Teatro (Oistat).

Daniela Thomas e Felipe Tassara
A cenógrafa e cineasta Daniela Thomas e o arquiteto Felipe Tassara (FAU/USP) transitam, individualmente ou em parceria, entre o cubo branco, a caixa preta e a sala escura há mais de 30 anos. Uma inquietação que os fez criar mais de duas centenas de projetos de design de museus e exposições de artes visuais, de cenários de teatro e ópera, de instalações, de direção de teatro e cinema, com realizações de grande repercussão e reconhecimento no Brasil e no exterior.

J. C. Serroni
Arquiteto formado pela FAU/USP, além de cenógrafo e figurinista. Tem cerca de 200 cenografias em seu currículo e dezenas de prêmios no Brasil e no exterior. Já publicou livros sobre arquitetura teatral, cenografia e figurinos. Participou de oito edições da Quadrienal de Praga, é fundador e coordenador do Espaço Cenográfico de São Paulo e um dos fundadores da SP Escola de Teatro, onde coordena os cursos de cenografia e de técnicas teatrais.

Juliana Ziebell
Arquiteta graduada pela UFRGS, tendo realizado parte de sua formação na Universidade de Buenos Aires (UBA) e na USP. Entre 2014 e 2018, atuou na Metro Arquitetos Associados, em São Paulo, colaborando sobretudo em projetos de expografia, participando, entre outros, do processo de retomada dos cavaletes de cristal e da reedição de diversas expografias originais de Lina Bo Bardi. Desde 2018 atua como arquiteta do Museu de Arte de São Paulo (Masp), sendo a responsável pelo projeto de todas as exposições da instituição, desde o desenvolvimento do conceito até a coordenação de execução. Entre as exposições realizadas sob sua responsabilidade nesse período destacam-se Tarsila Popular (2019), Histórias Feministas (2019) e Degas (2020). Atua ainda em parceria com outros profissionais no desenvolvimento de projetos de arquitetura e expografia, como Farsa: Língua, Fratura, Ficção, exposta no Sesc Pompeia em 2020.

Marina Moura
Graduou-se em desenho industrial pela Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), em São Paulo. Especializou-se em desenho de espaços expositivos pelo Istituto Europeo di Design (IED) em Barcelona e fez pós-graduação em gestão de projetos expositivos pela Elisava, escola afiliada à Universitat Pompeo Fabra, em Barcelona. Também realiza MBA em bens culturais – economia e gestão pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo. Desde 2010 trabalha no Masp, onde atua como produtora- -executiva à frente do Núcleo de Produção de Exposições e Publicações, conduzindo a produção de mostras e livros premiados, como Histórias Afro-Atlânticas e Tarsila Popular, e integrando eventos reconhecidos, como a retomada dos cavaletes de cristal de Lina Bo Bardi em 2015.

Cachalote Mattos
Doutorando em artes pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), mestre em artes cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e cenógrafo pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ). Consultor de imagem do Centro de Teatro do Oprimido, trabalhou com Augusto Boal entre 1998 e 2009. Pesquisa estéticas negras no teatro e no cinema e é integrante do Grupo de Estudo em teatro do oprimido (Gesto), que atua desde 2010 na inclusão do teatro do oprimido em programas de graduação e pós-graduação universitária. Integrante do Coletivo Cor do Brasil, grupo que pesquisa a temática racial através da estética negra. É também integrante do Coletivo Siyanda de Cinema Negro e cenógrafo da companhia de teatro Os Ciclomáticos. Pesquisador da estética do oprimido, ministrou oficinas em diversos países – Angola, Senegal, Guiné-Bissau, Moçambique, Alemanha, Croácia, França, Estados Unidos eTaiwan –, além de várias regiões do Brasil. Realizou diversos trabalhos de cenografia em teatro, cinema, eventos e exposições.

Igor Simões
Doutor em artes visuais e história, teoria e crítica da arte pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS. Professor-adjunto de história, teoria e crítica da arte e metodologia e prática do ensino da arte na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs). Foi curador educativo da Bienal 12 (Bienal do Mercosul); membro do comitê de curadoria da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (Anpap); membro do núcleo educativo da Uergs – Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs); e membro do comitê de acervo do Margs. Trabalha com as articulações entre exposição, montagem fílmica, histórias da arte e racialização na arte brasileira e visibilidade de sujeitos negros nas artes visuais. Autor da tese Montagem Fílmica e Exposição: Vozes Negras no Cubo Branco da Arte Brasileira. Membro do Flume – Grupo de Pesquisa em Educação e Artes Visuais. Também contribui em publicações brasileiras e estrangeiras, bem como em eventos nacionais e internacionais.

Andreia Duarte
Artista, curadora, pesquisadora em arte e arte indígena contemporânea e apoiadora da causa indígena, completando 20 anos de realizações diversas. Morou cinco anos no Parque Indígena do Xingu com o povo Kamayura, onde realizou projetos educacionais, sociais e culturais. É doutoranda pela ECA/USP, onde estuda teatro e os povos indígenas, um trabalho inserido no campo artístico anticolonial. Há 20 anos participa como artista em mostras nacionais e internacionais, tendo apresentado o espetáculo solo Gavião de Duas Cabeças (2016-2019) no festival Le Manifest (França), levando como convidado o xamã Davi Kopenawa Yanomami. Realizou, ao lado do líder indígena Ailton Krenak, o experimento cênico O Silêncio do Mundo no festival Porto Alegre em Cena, em 2019. É diretora e cocuradora, ao lado de Ailton Krenak, da mostra artística TePI – Teatro e os Povos Indígenas. Realiza com Krenak o livro A Potência do Pensamento Rebelde, pelo Rumos Itaú Cultural 2019-2020 e pela editora Companhia das Letras, uma biografia coletiva e conceitual do líder indígena. É fundadora da produtora Outra Margem, na qual realiza projetos artísticos, tais como a projeção urbana O Olhar da Onça, o espetáculo Antes do Tempo Existir, o livro TePI – Janelas para Oportunidades e o festival TePI – Teatro e os Povos Indígenas.

Naine Terena
Formada em comunicação social pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), docente da União das Faculdades Católicas de Mato Grosso, mestre em artes pela UnB e doutora em educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Integra atualmente a rede de pesquisas Multimundos, da UFMT, na qual coordena o projeto de pesquisa Lab Gentes, com enfoque em arte, educação, movimentos sociais e tecnologias. Curadora independente, é artista-educadora, tendo iniciado sua trajetória nas artes cênicas, no que denominava de teatro comunitário. Assina produções jornalísticas para projetos e veículos de comunicação ambientais e culturais.

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