Morreu em São Paulo (SP), na noite de 13 de maio, Carlito Carvalhosa, depois de uma luta de oito anos contra um câncer no intestino. Integrante do grupo Casa 7, ao lado de Nuno Ramos, o artista plástico será cremado nesta sexta-feira, 14 de maio, em cerimônia restrita a amigos e familiares, no Horto da Paz.

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>>Vida e obra de Carlito Carvalhosa na Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira

Um dos mais renomados artistas contemporâneos brasileiros, Carlito Carvalhosa teve um trabalho seu comprado nesta semana pelo Museu Guggenheim, de Nova York. Na mesma cidade norte-americana, o artista expôs em 2011, no Museu de Arte Moderna (MoMA).

Homem veste camiseta cinza. Ele é branco, usa cabelos curtos, levemente grisalhos, e gesticula, dando entrevista. Atrás dele há uma obra de arte contemporânea pendurada na parede.
Carlito Carvalhosa morreu de câncer no intestino, aos 59 anos (imagem: frame de vídeo)

Formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP) em 1984, Carlito integrou na mesma década o grupo Casa 7, ao lado de artistas como Nuno Ramos, Rodrigo Andrade, Fábio Miguez e Paulo Monteiro. No final daquela década, mudou-se para a Alemanha, por causa de uma bolsa do Deutscher Akademischer Austauschdienst (Daad).

Segundo análise publicada na Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira,

“a produção inicial de Carlito Carvalhosa já revela uma preocupação construtiva, buscando vínculos entre a dimensão expressiva da matéria e a forma. Em quadros realizados com cera, no fim dos anos 1980, o artista explora a maleabilidade e o caráter translúcido da matéria. O olhar do espectador se perde, não encontrando um ponto de apoio definitivo. Essa ambiguidade também se revela nas esculturas, cuja colocação no espaço sugere sempre uma posição precária, gerando um desconforto para o olhar. O artista utiliza predominantemente materiais maleáveis, miméticos e de cores branca ou translúcida. Como nota o crítico Lorenzo Mammì, o resultado final revela o processo de construção da obra, mas também o falsifica, alterando dados sobre as propriedades dos materiais”.

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