O Itaú Cultural (IC) está com a programação suspensa desde o dia 17 de março por tempo indeterminado, seguindo as recomendações feitas no domingo (15/3) pelo Governo do Estado de São Paulo. Para seguir garantindo o acesso a conteúdos culturais a todos, a equipe do IC tem pensado em ações e produtos que podem ser desfrutados de longe.

Assim, juntamos aqui algumas das entrevistas da série +70. Criada em 2015, a série de vídeos reúne depoimentos de diferentes personalidades do meio musical que têm mais de 70 anos. Em um momento em que estamos especialmente atentos ao cuidado com os mais velhos, que tal escutar alguns deles contando suas histórias e desafios que viveram em suas carreiras? Confira abaixo alguns vídeos que selecionamos – você pode encontrar todos os depoimentos na tag mais70).

Elza Soares descreve A Mulher do Fim do Mundo, seu CD lançado em 2015. A cantora relembra sua célebre participação no programa de Ary Barroso e a trajetória como artista. Destaca os álbuns que acredita ser os mais importantes da carreira e fala das parcerias que fez ao longo da vida e dos temas que considera mais urgentes de ser discutidos.

O músico e compositor Péricles Cavalcanti fala de suas influências musicais e de seu primeiro contato com a bossa nova, além de relembrar quando conheceu alguns dos precursores do tropicalismo, como Gilberto Gil, Gal Costa e Caetano Veloso. Neste vídeo, Cavalcanti conta histórias de suas primeiras composições e também fala de sua primeira atuação como músico profissional.

O cantor Jair Rodrigues fala do início de sua carreira na música, da longa parceria com a dupla Venâncio e Corumba e de seus empresários de 1961 a 1984. Relembra ainda as músicas que fizeram sucesso em sua voz e comenta o álbum Samba Mesmo, lançado em 2014, com direção e produção de seu filho, Jair Oliveira.

Raquel Trindade relembra sua infância, a trajetória dos pais – os artistas Solano Trindade e Maria Margarida Trindade – e os primeiros contatos com a arte plástica e a dança. Ela fala da transformação de Embu das Artes, da criação do Teatro Popular Solano Trindade, do resgate de danças da cultura afro-brasileira e da participação de sua família na continuação do trabalho cultural. Ao fim, recita o poema "Tem Gente com Fome", de seu pai.

A cantora Áurea Martins fala de suas referências musicais, da época dos grandes programas de calouro e da origem de seu nome artístico. Relembra a época que atuou como crooner e as dificuldades e preconceitos enfrentados por ser uma mulher negra que não cantava samba. Áurea fala também dos músicos que admira e pôde conhecer ao longo de sua carreira, como a cantora brasileira Elizeth Cardoso, o músico brasileiro Johnny Alf, o músico estadunidense Stevie Wonder e as cantoras estadunidenses Sarah Vaughan e Carmen McRae.

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