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Do samba-rock ao Corinthians

Para que se celebre Sueli Carneiro de um jeito completo, não se deve esquecer de dois elementos vitais: a música e o futebol. De seus cadernos cheios de listas com canções preferidas, de Norah Jones a Emílio Santiago, surge a playlist presente nesta seção. Sobre o Corinthians, seu time do coração, Sueli fala no vídeo abaixo. E, fora essas paixões, há ainda um passeio pela São Paulo da homenageada: Gabriela Leandro Pereira, professora da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA), comenta lugares da capital paulista que marcam a história de Sueli.

Seção de vídeo

Amor pela música e pelo futebol – Ocupação Sueli Carneiro (2021)

A escritora Cidinha da Silva fala do gosto de Sueli Carneiro pela música, em especial o samba-rock. Luanda Carneiro recorda que aprendeu, em casa, a dançar esse gênero musical, e comenta também da importância do futebol para Sueli. A própria homenageada compartilha lembranças do seu amor por esse esporte.

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As favoristas de Sueli Carneiro

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Cadernos de Sueli Carneiro

Duas páginas dos cadernos em que Sueli anota as suas músicas preferidas | acervo Sueli Carneiro

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Os caminhos de Sueli

por Gabriela Leandro Pereira

[clique na imagem para acessar o texto]

São Paulo é a maior cidade do Brasil, a maior também da América Latina. Nascida na capital paulista no ano de 1950, Sueli Carneiro coleciona pedaços dessa cidade imensa em sua memória afetiva. Convidamos Gabriela Leandro Pereira, professora adjunta da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, também na UFBA, para legendar fotos de alguns desses lugares. Através desse percurso, você vai conhecer, um pouco, os caminhos de Sueli. Sejam todos bem-vindos!

Lapa | Largo de Baixo

Sueli Carneiro nasceu em 1950. Filha de José Horácio e Eva, o primeiro lugar onde morou com os pais foi a Lapa de Baixo, bairro cuja consolidação e urbanização estiveram ligadas à presença da ferrovia e suas infraestruturas. O bairro tinha parcelamento relativamente regular, subdividido em pequenos lotes, contava com saneamento básico, boa iluminação pública, comércio, escolas e transporte desde os primeiros anos do século XX. Funcionários de diferentes escalões habitavam os sobrados do bairro, sendo as casas mais simples moradia de operários cujos rendimentos eram também modestos.

Lapa | Largo da Lapa / Estação da Lapa

Na época, o Largo da Lapa apresentava-se como um importante polo comercial, que servia a outras regiões e cidades localizadas ao longo da linha do trem. Nele está localizada a estação de trem da Lapa, na qual o pai de Sueli, José Horácio, exerceu inicialmente a função de bilheteiro, tornando-se depois chefe da estação. Lá trabalhou por quase 30 anos. No livro Continuo preta, a vida de Sueli Carneiro, Bianca Santana conta que todo dia, ao sair da escola, Sueli caminhava 700 passos até a estação da Lapa para encontrar com o pai, que lhe dava dinheiro para que comprasse balas na venda ao lado.

Lapa | Largo da Lapa / Grupo Escolar Guilherme Kuhlmann

Era também no Largo da Lapa que ficava o Grupo Escolar Guilherme Kuhlmann. Fundado em 1924 com o nome Primeira Escola Mista Urbana da Lapa de Baixo, no terreno de um italiano chamado Luiz Bonazza, o prédio hoje abriga a Escola Estadual Guilherme Kuhlmann. Foi neste edifício que Sueli iniciou formalmente sua vida escolar em 1957, depois de ter sido alfabetizada em casa por sua mãe, dona Eva. Ainda se encontra lá o pé de jequitibá, que Sueli lembra ter plantado com a professora e demais crianças da turma. Em sua biografia, consta a lembrança de Sueli de ser “a única pretinha entre as demais crianças brancas”. Em 2009, o imóvel foi tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo, integrando um conjunto de edificações cujas tipologias arquitetônicas são representativas da identidade dessa área urbana, marcada pelo processo de industrialização, com finalidade de salvaguardar sua memória diante da acelerada transformação da paisagem urbana paulistana.

Vila Bonilha | Rua Baltazar da Silveira

Na Vila Bonilha, distrito de Pirituba, Sueli morou primeiro na rua Baltazar da Silveira, localizada a 15 km da Praça da Sé. O distrito existe há aproximadamente 135 anos, e seu nome é decorrente da junção da palavra de origem tupi “piri”, que significa vegetação ou brejo, com o aumentativo “tuba”, que significa muito. Seu desenvolvimento urbano esteve relacionado com a dinâmica ferroviária e a inauguração da estação de trem ainda no final do século XIX. A Vila Bonilha surgiu do parcelamento de fazendas nas cercanias da linha ferroviária, em torno da década de 1920. Quando Sueli se mudou para o bairro, a rua Baltazar Silveira era habitada por pequenos funcionários ferroviários, da indústria e também caminhoneiros. Era uma rua muito alegre, mas também muito estratificada. Na parte de cima, moravam majoritariamente famílias brancas; no meio, a rua era mais misturada; e, na parte de baixo, habitavam majoritariamente as famílias negras. Sueli relata que a casa em que morou com a família era a mais feia da parte de cima da rua, com buracos nas paredes e janelas caindo. Tinha um quarto, sala, cozinha e banheiro, era uma casa pequena para a família que a essa altura havia crescido, com o nascimento das irmãs e irmãos de Sueli. Os adultos dormiam no quarto e os filhos na sala.

Vila Bonilha | Rua Paula Ferreira

Ainda na Vila Bonilha, no final da adolescência, Sueli se mudou com a família para a rua Paula Ferreira. A casa era bem perto da Baltazar Silveira, onde moraram anteriormente. E repete-se a lembrança de que era o endereço mais feio da rua e o mais degradado. À medida que a família aumentava, o dinheiro ficava mais curto. Apesar da vida sem luxo, a Vila Bonilha propiciou à Sueli alguns importantes encontros, como com a vizinha Maricota e suas filhas, cuja casa frequentava. Sambista e funcionária pública, Maricota trabalhava no posto de saúde e integrava a escola de samba Camisa Verde e Branco. Homens e mulheres da escola, compositores e o povo do candomblé frequentavam sua casa em festas e churrascos na laje. Em 1982, quando com a amiga Cristiane Cury realizou pesquisa com apoio da Fundação Carlos Chagas, escreveram o texto “Poder feminino no culto dos orixás”, no qual buscaram compreender o papel da mulher e do feminino em uma perspectiva não ocidental de mundo. Ao identificarem as iabás, orixás femininas, Sueli rememorou Maricota e encontrou nela representações que davam conta de mulheres que não cabiam nas dicotomias boa/má, santa/puta.

Centro | Secretaria da Fazenda de São Paulo

Em 1972, Sueli começou a trabalhar na Secretaria da Fazenda de São Paulo, situada no imponente edifício de 20 andares localizado na Rua Rangel Pestana, nº 300, projeto do arquiteto Ferrucio Júlio Pinotti na década de 1940, como parte do conjunto de iniciativas da municipalidade para remodelar o centro da cidade. Com o deslocamento cotidiano para o centro, a cidade e o mundo de Sueli se ampliaram. A aprovação no concurso público para auxiliar de escritório permitiu à Sueli “desbravar” o centro da cidade. O percurso até sua casa demorava mais de uma hora de ônibus, no trajeto Penha-Lapa.

Centro | Loja Mappin

Em 1973, Sônia Nascimento levou Sueli na loja Mappin, em frente ao Theatro Municipal, para comprar uma roupa bonita para o casamento. A loja funcionava no Edifício João Brícola, cujo projeto teve autoria do arquiteto Elisário Bahiana, mas era mesmo conhecido como Prédio do Mappin. A rede varejista de origem inglesa chegou ao país em 1913 e foi responsável por introduzir aqui o conceito de loja de departamento e também de crediário.

Centro | Rua Maria Paula

Em 1971, durante a festa de aniversário do amigo Paulo Silas, Sueli conheceu Maurice Jacoel, com quem casaria dois anos depois, e que viria a ser o pai de Luanda, sua única filha. Nascido no Cairo, Maurice é judeu, filho único, que imigrou para o Brasil com os pais em 1957, fugindo da Guerra de Suez. Quando ela começou a namorar com Maurice, a família dele morava na rua Maria Paula, no centro da cidade, em um apartamento que parecia uma biblioteca repleta de livros.

Centro | Theatro Municipal

Em 7 de julho de 1978, aconteceu uma grande manifestação em frente ao Theatro Municipal, após o assassinato do trabalhador negro Robson Silveira da Luz – preso e torturado até à morte no Distrito Policial de Guaianazes, acusado de roubar frutas em uma feira – e do impedimento de quatro garotos negros de treinar no time de futebol infantil de vôlei do Clube Regatas Tietê. Sueli esteve entre as mais de duas mil pessoas que compareceram à manifestação, marcante por ser o primeiro ato público em uma grande cidade sem violência policial no período da ditadura militar. O ato marcou uma virada de paradigma no movimento negro brasileiro, sendo também o dia da criação do Movimento Unificado Contra a Discriminação Racial, renomeado de Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial, que posteriormente se tornou o Movimento Negro Unificado – MNU.

Centro | Biblioteca Mário de Andrade

Foi no auditório desse edifício, projetado pelo arquiteto francês Jacques Pilon, em 1935, e hoje tombado pelo patrimônio histórico, que Sueli Carneiro ouviu Lélia Gonzalez pela primeira vez, em um seminário promovido por feministas. Situada na quadra entre a Rua da Consolação, Av. São Luiz e Rua Bráulio Gomes, na Praça D. José Gaspar, a Biblioteca Mário de Andrade foi testemunha desse evento que iria marcar de forma radical a trajetória e pensamento de Sueli.

Centro | Faculdade de Direito São Francisco – USP

Muitas narrativas oficiais sobre a cidade de São Paulo trazem o Largo de São Francisco como Marco Zero da cidade. Nele está situada a Faculdade de Direito da USP, a Igreja São Francisco de Assis, a Igreja Chagas do Seráfico Pai São Francisco e o Convento São Francisco. Quando Sueli coordenava o Programa da Mulher Negra na Comissão Nacional dos Direitos da Mulher, em Brasília (DF), mulheres negras do Conselho Nacional, Conselho Estadual da Condição Feminina de São Paulo e da Comissão da Mulher da OAB planejaram um júri simulado. Entre maio e novembro de 1988, foram realizadas sessões mensais do Tribunal Winnie Mandela, culminando na sessão do Grande Júri, realizada em 20 de novembro de 1988, na Faculdade de Direito da USP, onde estiveram presentes, além das palestrantes e representantes de várias entidades de direitos humanos, Dona Eva, a mãe de Sueli, além de suas irmãs e irmãos.

Centro | Primeira sede do Geledés (1990), na praça Carlos Gomes, 67, Liberdade

No dia 30 de abril de 1988, em Assembleia Geral na qual estiveram presentes Edna Maria Santos Roland, Aparecida Sueli Carneiro, Maria Lúcia da Silva, Aparecida Solimar Carneiro, Deise Benedito, Elza Maria da Silva, Sônia Nascimento, Ana Maria Silva, Eufrosina Teresa de Oliveira e Lucia Bernardes de Souza, foi fundado o Geledés - Instituto da Mulher Negra. Durante os primeiros anos, o Instituto funcionou na edícula nos fundos da casa de Edna Roland, na Vila Sonia. Com financiamento do Programa de Direitos e Justiça Social da Fundação Ford, o Geledés alugou um espaço que funcionou como sua sede, na Praça Carlos Gomes nº 67, próximo ao metrô do bairro de origem negra, a Liberdade. Com o tempo, o instituto foi ocupando outros andares do prédio, devido à ampliação de seus projetos.

Centro | Nova sede do Geledés (2001), rua Santa Izabel, 137, 4º andar

Em 22 de outubro de 2001, foi comprada a sede do Geledés, com salas grandes e iluminadas, a 400 metros da estação República do metrô.

Bela Vista | Quadra da Vai-Vai e casa de Thereza Santos

É interessante perceber que as investidas em melhoramentos urbanos do chamado “Centro Velho”, nos arredores da Praça da Sé, nas primeiras décadas do século XX, provocaram o desalojamento de parte significativa dos moradores negros e mestiços que residiam nessa área e sua migração para os bairros do entorno imediato. Neles, criaram escolas de samba, times de futebol, salões de bailes, terreiros etc, configurando importantes territórios negros de manutenção da sociabilidade e preservação da cultura e memória negra em São Paulo. Sueli passou a frequentar essas áreas na década de 1970, desde os ensaios na Vai-Vai à casa de Thereza Santos, localizada na praça 14-Bis, no bairro da Bela Vista. Foi em uma reunião na casa de Thereza, após um ensaio da escola de samba Vai-Vai, onde estiveram presentes também Rafael Pinto, Milton Barbosa, o Miltão, Odacir de Mattos e Neguinho de Obaluaê, que Thereza anunciou que recebera orientação do Partido Comunista para sair do Brasil. Dois dias depois, partiria primeiro para Paris e, em seguida, para Angola.

Bela Vista | rua Conselheiro Ramalho

Foi nessa rua que Sueli e Maurice passaram a morar quando se casaram, em 1973. No apartamento amplo do prédio de dois andares, alugado com apoio do amigo-fiador Sylvio Bandy, festejaram o casório, receberam parentes, amigos e abrigaram alguns deles pelo tempo que necessitavam, ou por apertos financeiros, ou por necessidade da clandestinidade no período da ditadura. Neste apartamento, Sueli e Maurice experimentaram uma vida confortável, bem empregados e estáveis. O entra e sai de gente, e o recorrente hábito de dividir o teto com outras pessoas, associados à decoração da casa, sem muitos móveis e com almofadas espalhadas pelo chão, eram hábitos que a família Carneiro estranhava, mas compreendia como adesão ao estilo hippie da época.

Bela Vista | rua Herculano de Freitas

Quando a mãe de Maurice, Fortunee Jacoel, faleceu em 1975, o casal se mudou para uma casa localizada na rua Herculano de Freitas, travessa da Peixoto Gomide, também na Bela Vista, para acolher Albert, o viúvo. Pouco mais de um ano depois da morte da esposa, Albert também faleceu.

Butantã | Casa da rua Gioconda Mussolini, nº 259

Em 1977, quando o bairro do Butantã ainda nem era asfaltado, Sueli e Maurice compraram o sobrado na rua Gioconda Mussolini com valores levantados de seus fundos de garantia. Com dois quartos e um banheiro no andar de cima, sala e cozinha no andar de baixo e um quintal espaçoso, a compra da casa foi recebida com muita emoção pela família Carneiro, sobretudo seu pai, José Horácio, que faleceu dois meses depois, feliz com a conquista da filha. A casa se tornou ponto de encontro da família, dos amigos e também lugar de reunião política, uma vez que estava localizada próxima à Cidade Universitária, sendo possível ir a pé até lá. Foi na casa do Butantã que Luanda cresceu. Filha única de Sueli e Maurice, Luanda nasceu em 1980, no Hospital Santa Catarina, na avenida Paulista. Mesmo após a separação do casal, Sueli e Luanda continuaram residindo na casa da rua Gioconda e os laços com a vizinhança foram se estreitando com a chegada de amigos que passaram a residir no bairro. Ali foi criada uma pequena comunidade.

Butantã | Casa da rua Gioconda Mussolini, nº 259

Nessa mesma casa, em 1984, Sueli e Solimar Carneiro, Rafael Pinto, Edna Roland, Flavio Jorge, Ciro Nascimento e mais algumas pessoas criaram o bloco afro Alafiá. Além das primeiras reuniões do bloco, a casa recebeu também o bloco Ilê Aiyê em sua primeira visita a São Paulo. Os ensaios aconteciam todo domingo a partir das três da tarde. Posteriormente, o bloco conseguiu a quadra da escola de samba Império do Cambuci para ensaiar. A casa também abrigou o candomblé, no qual Sueli fez o santo em 1986. Para isso, passou por uma ampliação, sendo acrescida de um quarto na parte de cima para a feitura do ritual de iniciação. Quando Luanda tinha 10 anos, dona Eva foi morar na casa da rua Gioconda, onde Sueli montou um outro quarto para acomodar a mãe. Em 2011, Dona Eva faleceu. Sueli saiu da casa da Gioconda para um apartamento, também no Butantã, em 2017.

Butantã | Morro do Querosene (Vila Pirajussara)

Após a morte de José Horácio, em 1977, Sueli e Maurice decidiram trazer Eva para mais perto do casal. Alugaram para ela e seus três filhos mais novos um sobrado azul no Morro do Querosene (Vila Pirajussara), também no Butantã. O morro, cuja ocupação começou na década de 1940, era habitado por artistas, universitários, intelectuais, trabalhadores, muitos nordestinos, sobretudo maranhenses, que introduziram festejos como o bumba-meu-boi. Feijoada e capoeira também eram frequentes por lá. O sobrado em que Eva morava com os filhos tinha espaço para os quatro viverem com conforto. Com o trabalho intenso de Sueli, Luanda passava parte dos dias no Morro do Querosene com a avó e tios, que se dividiam nos cuidados com a pequena, e também com o pai, Maurice, que, mesmo após a separação do casal, se organizava para estar presente na vida da filha.

Butantã | USP – Cidade Universitária

No final de 1972, Sueli prestou vestibular, junto com Maurice e uma turma da Secretaria da Fazenda, e foram todos aprovados. Cursou filosofia, conheceu intelectuais, acadêmicos, ativistas negros que passaram a fazer parte de sua vida e foram fundamentais na sua formação sobre a questão racial. Antes do casamento com Maurice, Sueli voltava de ônibus todas as noites, acompanhada do namorado, da Cidade Universitária até a Vila Bonilha. Depois, Maurice tomava mais dois ônibus até sua casa, no centro. Após o casamento e mudança da Bela Vista para o Butantã, a casa de Maurice e Sueli se tornou um ponto de referência para amigos da USP. Sueli iniciou mestrado em 1981, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), com projeto intitulado “Leitura Crítica da Filosofia Africana Contemporânea”, mas desistiu no segundo mês. Em 1984, em nova tentativa de aproximação com a academia, Sueli cursou uma disciplina na FFLCH-USP ministrada pelo professor José Augusto Guilhon de Albuquerque, tendo contato com o pensamento de Foucault. Após esse encontro, Sueli retomou a pós-graduação na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, defendendo seu doutorado em 2005.

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Referências bibliográficas do texto "Os caminhos de Sueli", de Gabriela Leandro Pereira

Referências bibliográficas

BARBOSA, Eliana Rosa de Queiroz; SOMEKH, Nadia; MEULDER, Bruno de. O rio, a ferrovia e a marginal: infraestrutura e ambiente na ocupação da várzea do Tietê em São Paulo. Cadernos Metrópole [online], v. 22, n. 48, p. 527-553, 2020.

BORGES, Rosane; CARNEIRO, Sueli. Retratos do Brasil Negro. São Paulo: Selo Negro, 2009. Coleção Retratos do Brasil Negro, coord. Vera Lúcia Benedito.

PASSARELLI, Silvia Helena Facciolla. Paisagem Ferroviária: memória e identidade da metrópole paulistana. Exacta, São Paulo, v. 4, n.2, p. 363-373, jul/dez 2006.

ROLNIK, Raquel. Territórios Negros nas Cidades Brasileiras: etnicidade e cidade em São Paulo e Rio de Janeiro. Revista de Estudos Afro-Asiáticos  – CEAA, Universidade Candido Mendes, n. 17, 1989.

SAMPAIO, Gustavo de Almeida. Tradição e Modernidade: o novecentos em São Paulo. Dissertação de Mestrado (FAUSP). São Paulo, 2017.

SANTANA, Bianca. Continuo preta. A vida de Sueli CarneiroSão Paulo: Companhia das Letras, 2021.

SÃO PAULO. Conpresp tomba 17 imóveis da região da Lapa.  Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo – Conpresp. Disponível em https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/conpresp/noticias/?p=6281 Acesso em: 2 ago 2021.

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SÃO PAULO. Histórico Subprefeitura Pirituba/Jaraguá. Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/pirituba_jaragua/historico/index.php?p=466 Acesso em: 31 jul 2021.

 

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Juventude

Sueli Carneiro entre 18 e 19 anos aproximadamente. Autoria desconhecida | acervo pessoal Sueli Carneiro

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Irmandade

Sueli abraçando Conceição Evaristo. 2019. Autoria desconhecida | acervo pessoal Sueli Carneiro

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